Sábado, 18 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > RÁDIO

Sexo ao vivo e na telinha

Por lgarcia em 05/06/2002 na edição 175

PESQUISA

Os pesquisadores Cheryl Somers e Joshua Tynan, da Universidade Estadual de Wayne, fizeram pesquisa para relacionar a vida sexual de jovens com seu hábito de assistir a programas de TV que tenham muito sexo. Foram entrevistados 672 adolescentes da 9? à 12a série sobre seus programas favoritos, quando tiveram a primeira relação, quantos parceiros têm e com que freqüência se relacionam.

O trabalho conseguiu encontrar, em grupos específicos, como os hispânicos, ligação entre ver muita programação com sexo e ter maior atividade sexual. Só não foi possível determinar se a TV estimula os jovens a se relacionarem mais ou se os que tendem a ser mais ativos se sentem mais atraídos pela programação "sexual". Os cientistas consultaram 114 estudantes para determinar quais são os programas com maior conteúdo sexual. Os mais citados foram Sex and the city, da HBO, Undressed, da MTV, The Man show e Howard Stern.

A tendência de maior atividade daqueles que acompanham programas de sexo ficou mais evidente entre os descendentes de latinos, mas apareceu na amostragem geral. Exceção foram os garotos suburbanos brancos de classe média que, como Cheryl Somers define, "assistem na TV em vez de praticar". Mas, para as meninas do mesmo segmento, esta afirmação não é válida. Para os adolescentes negros, diz a jornalista Alison McCook [Reuters, 22/5/02], não foi possível estabelecer relação.

RÁDIO

Uma coalizão de músicos, letristas, gravadoras, varejistas e sindicatos da área musical enviou carta ao Congresso e à Comissão Federal de Comunicações (FCC, sigla em inglês) pedindo investigação sobre a prática do jabá ? pagamento em troca da execução de determinada música ? nas rádios americanas. Existe nos EUA, há 40 anos, regulamentação que proíbe cobrança para execução de música, mas as gravadoras afirmam que hoje gastam de US$ 150 milhões a US$ 300 milhões por ano com promotores independentes que repassam dinheiro às rádios. Segundo a AP [23/5/02], os agentes alegam que o dinheiro não se refere a músicas específicas. Mas o problema essencial do jabá, que é impedir que artistas com talento e sem dinheiro cheguem ao público, permanece.

"É preciso gastar pequenas fortunas com taxas de promoção para se ter a chance de ser tocado no rádio", denuncia Tom Lee, presidente internacional da Federação Americana de Músicos. A coalizão pede que, além da questão do jabá, o governo avalie os efeitos da rápida concentração de propriedade das emissoras, desde a desregulamentação do setor em 1996. O principal alvo das reclamações é a Clear Channel Communications, maior proprietária de estações de rádio e maior realizadora de shows dos Estados Unidos. Um ponto da investigação deverá ser se um artista que decide não participar de evento da empresa é retaliado com menos espaço no ar.

A Clear Channel, com Chancellor, Infinity e Capstar concentram 63% dos 41 milhões de ouvintes das 40 músicas mais ouvidas no país, afirma o grupo reclamante, que, na Associação da Indústria de Gravadoras da América, reúne grandes empresas como EMI, Bertelsmann, AOL Time Warner, Sony e Vivendi.

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