Terça-feira, 19 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº991
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PRIMEIRAS EDIçõES > OS NORMAIS

Sônia Filgueiras

Por lgarcia em 17/10/2001 na edição 143

ISTOÉ DINHEIRO, 4 ANOS

"ISTOÉ Dinheiro, 4 anos", copyright IstoÉ, 17/10/01

"Os quatro anos da revista ISTOÉ Dinheiro, a primeira semanal brasileira de economia e negócios, foram comemorados com uma festa à altura do sucesso precoce da publicação da Editora Três. Dois presidentes, Fernando Henrique Cardoso e Fernando de la Rúa, da Argentina, celebraram com o editor e diretor responsável, Domingo Alzugaray, na segunda-feira 8, o acerto da idéia que se viabilizou no inverno de 1997 e imediatamente se confirmou nas bancas, nas assinaturas e nas agências de publicidade. ?É o fenômeno mais marcante que conheço de consolidação a curto prazo?, disse Alzugaray, que abriu as comemorações enfatizando o poder da livre iniciativa, registrado na edição especial de aniversário ?100 Maiores Lucros?, patrocinada pela Telemar. ?Imprensa livre é imprensa que dá lucro?, disse o diretor, parafraseando Katharine Grahan, falecida editora do Washington Post. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, falou em seguida, defendendo a idéia de que o desenvolvimento econômico conduz à paz. Foi um discurso breve, de improviso, que se encerrou evocando a memória do governador Mário Covas e sua perseverança diante de momentos difíceis.

O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, e o presidente do Senado, Ramez Tebet, foram alguns representantes do mundo político que acompanharam as comemorações ao lado de centenas de empresários e executivos brasileiros. A edição especial ?100 Maiores Lucros?, lançada durante a festa, é resultado de uma pesquisa feita por.

Também foi curto o pronunciamento do presidente argentino, que ressaltou a importância da irmandade com o Brasil. O presidente Fernando Henrique foi o último a falar, enfatizando a mensagem coletiva de que, apesar da delicada situação internacional e de seu impacto econômico no planeta, é preciso confiar na capacidade de superar as dificuldades e ISTOÉ Dinheiro que constatou ser a Companhia Vale do Rio Doce a mais lucrativa do País: R$ 2,1 bilhões em 2000. ?No total, essas 100 empresas lucraram R$ 27 bilhões e seu faturamento representa metade do PIB brasileiro?, disse Alzugaray. Antes do jantar, representantes das empresas destacadas na edição receberam uma placa comemorativa do feito. Roger Agnelli, presidente da Vale, disse que a conquista do primeiro lugar no ranking ?demonstra que a empresa está no caminho de se tornar cada vez mais competitiva globalmente?."

O CLONE

"Novela ?O Clone? repete sucesso de ?Terra Nostra?", copyright Folha de S. Paulo, 11/10/01

"No ar desde o dia 1?, ?O Clone? está repetindo a performance de ?Terra Nostra?, exibida entre 1999 e 2000 e que alavancou a audiência das novelas das oito da Globo. O que era um temor -o fato de a novela ter personagens muçulmanos- virou um trunfo.

Os oito primeiros capítulos de ?O Clone? deram média de 43 pontos no Ibope na Grande São Paulo. O número é inferior ao dos oito capítulos iniciais de ?Terra Nostra?, que teve média de 45 pontos. Mas a trama de Glória Perez empata com a de Benedito Ruy Barbosa em ?share? (índice, entre o total de televisores ligados, de aparelhos sintonizados em determinada emissora), com 59%.

A diferença entre audiência e ?share? ocorre porque hoje há menos televisores ligados do que em 99, por causa do racionamento de energia elétrica.

?O Clone? supera as duas novelas das oito da Globo que a antecederam. Os oito primeiros capítulos de ?Porto dos Milagres? e de ?Laços de Família? deram média de 41 pontos, com ?share? de 58% e 56%, respectivamente.

Além do núcleo muçulmano, avalia-se que ?O Clone? cativa o telespectador por ser uma novela tradicional, centrada nos protagonistas e no ?amor proibido?.

PROGRAMAS FEMININOS

"Televisão trata a mulher como um ser fútil", copyright O Estado de S. Paulo, 13/10/01

"Ana Maria Braga deixou a TV ao vivo por causa da doença. Mesmo continuando no vídeo em programas gravados, a despedida da loira diante das câmeras do Mais Você repercutiu no público e na mídia. A fatalidade que se abateu sobre a apresentadora, por si só, seria suficiente para provocar a comoção. Mas a espontaneidade com que Ana Maria escancara seu sofrimento desde julho só tem feito aumentar o vínculo das comadres-telespectadoras com a apresentadora.

Mesmo tendo aportado em um horário inglório e ser sustentado em parte pelas piadas infames do Louro José, o Mais Você é a melhor revista feminina da TV.

Tradicional, porque calcado no passo-a-passo de receitas culinárias, o programa da Globo sobressai-se, se comparado aos similares.

Nada há de mais malfeito na TV do que as atrações carimbadas como ?femininas?. No fim da década passada, o modelo sofreu mesmo um retrocesso em relação aos anos 80, época em que o TV Mulher agregou às prendas domésticas discussões sobre sexo, direitos da mulher e a crítica bem-humorada de Henfil ao machismo.

A própria Ana Maria Braga foi quem ressuscitou o formato jurássico – na base da casa e cozinha – quando levantou o Ibope e a receita da Record com o Note e Anote, influenciando os outros canais. A partir daí, a pièce de résistence dos programas passou a ser a ?formação?: voltaram a ensinar a mulher a cozinhar, confeitar bolos, a fazer flores de espuma de náilon, velas, mas desta vez, com o objetivo de fazer dinheiro com o que aprendia e ajudar no orçamento da família.

Hoje, no entanto, esses programas estão tomando rumo menos ?didático?. A fofoca sobre os bastidores do show biz rouba o tempo das prendas domésticas.

Assuntos da vida privada de celebridades – alguns bem banais, tais como o primeiro banho do filho de um pagodeiro ou a visita da Simony à Basílica de Aparecida -, antes restritos a colunas de jornais, revistas e ao rádio, entram nesse cotidiano da maneira mais tosca possível. As ?notícias? são ditas – como no caso de O Melhor da Tarde, da Bandeirantes – ou folheadas e lidas ipsis litteris nos sites, revistas e jornais, como em A Casa É Sua, da Rede TV!

Por economia ou falta de idéia melhor, mata-se o tempo com a exibição de shows gravados precariamente, reportagens feitas em festas de lançamento de novelas ou entrevistas de repórteres ?descontraídos? até nos corredores da própria emissora. A ?engraçada? repórter do Mulheres, da Gazeta, por exemplo, veste-se de noiva para entrevistar o costureiro encarregado de fazer o modelo do casamento de Carla Perez.

A impressão que fica é que, na ?nova? concepção das redes, a mulher é um ser fútil, cujo interesse só vai do fogão de casa à cama dos artistas. E que fica feliz se, de vez em quando, for contemplada com conselhos de ginecologistas sonolentos ou de psicólogas especializadas em maus modos infantis."

MERCADO

"NBC paga US$ 1,98 bi pela 2 maior rede americana de língua espanhola", copyright O Globo, 12/10/01

"A cadeia americana National Broadcasting Co., mais conhecida pela sigla NBC e que faz parte do grupo General Electric, anunciou ontem que está comprando a segunda maior cadeia de televisão hispânica dos Estados Unidos, a Telemundo Communications Group Inc., por US$ 1,98 bilhão em dinheiro e em ações, esperando ampliar seu acesso ao segmento de maior crescimento entre a população do país.

Ao lado da ABC e da CBS, a NBC é uma das três maiores redes de televisão dos Estados Unidos. A compra da Telemundo, incluindo US$ 700 milhões em dívidas, é a maior feita pela NBC, disse o presidente da empresa, Andrew Lack.

Os Estados Unidos contam com mais de 35 milhões de hispânicos, o equivalente a mais de 13% da população do país, de acordo com o censo do ano passado. Esse público detém um poder de compra anual estimado em US$ 500 bilhões, e a publicidade dirigida a esse segmento continua aumentando, mesmo com a crise no mercado de publicidade.

A NBC estima que essa poderá ser, em pouco tempo, a segunda minoria mais importante dos Estados Unidos, superando até mesmo a comunidade negra. Por isso, afirma a empresa, a compra da Telemundo é uma oportunidade muito atraente de crescimento nesse mercado.

– O mercado de língua hispânica constitui uma parte significativa da economia americana – disse ontem o presidente da empresa.

Telemundo chega a 88% dos lares hispânicos dos EUA

A Telemundo, número dois no segmento, atrás somente da Univision, chega a 88% dos lares hispânicos dos Estados Unidos e tem valor de mercado estimado em US$ 6 bilhões. A cadeia é propriedade, hoje, dos grupos Sony Pictures Entertainment, Liberty Media e de um consórcio de investidores privados.

A segunda maior rede de língua hispânica dos Estados Unidos conta com cerca de 40 afiliadas e cobre 64 mercados americanos. O grupo americano Viacom (cadeia CBS) também estava interessado na Telemundo. A Hispanic Broadcasting também havia manifestado seu interesse, assim como o grupo AOL Time Warner, proprietário de várias redes a cabo, como CNN e HBO, e outras empresas de mídia tradicional e internet.

A operação anunciada ontem pela ainda deve ser aprovada pelas autoridades americanas de defesa da concorrência, que provavelmente só se pronunciarão a respeito em 2002."

OS NORMAIS

"Globo veta sadomasoquismo em ?Os Normais?", copyright Folha de S. Paulo, 15/10/01

"A TV Globo jogou fora um capítulo inteiro do seriado ?Os Normais?, que já estava gravado e custou cerca de R$ 80 mil. A decisão foi tomada por Mário Lúcio Vaz, responsável pela área artística da emissora, que achou ?muito pesado? o principal assunto do episódio: sadomasoquismo. A informação foi confirmada pela Central Globo de Comunicação.

O episódio, ?Tédio É Normal?, tem participação especial de Daniel Dantas e deveria ir ao ar neste mês. A emissora ainda não decidiu se irá refazê-lo ou não.

No programa, segundo Alexandre Machado, um dos roteiristas de ?Os Normais?, os protagonistas Rui (Luiz Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres) estão muito entediados e resolvem quebrar a rotina sexual, buscando ?novas experiências?.

De acordo com Machado, não há sequer insinuações de cenas de sexo com sadomasoquismo. Apenas aparecem personagens vestidos com roupas de couro apertadas e apetrechos sadomasoquistas, como chicotinho. ?Não tem nada de anormal?, diz Machado.

Mário Lúcio Vaz, ao assistir à fita do programa, concluiu que as imagens eram inadequadas mesmo para o horário do seriado cômico, exibido por volta das 23h, às sextas-feiras. É a primeira vez que ?Os Normais? sofre censura.

O programa já tratou de assuntos ?picantes?, como a infidelidade, e mostrou personagens ?exóticos?, como ?drag queens?."

    
    

                     

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