Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES > IMPRENSA DO IRAQUE

Sob rédeas americanas

Por lgarcia em 26/08/2003 na edição 239

IMPRENSA DO IRAQUE

O governo dos EUA indicou um representante para governar as emissoras e a imprensa iraquianas. O responsável estabelecerá programas de treinamento para jornalistas e planejará a construção de uma emissora de rádio e TV estatal. A medida faz parte dos esforços americanos em regular a mídia noticiosa que floresce no Iraque, sem, contudo, "pegar pesado" no controle do país.

Daniel Williams [The Washington Post, 19/03] conta que em junho, L. Paul Bremer, administrador civil no Iraque, distribuiu guias para todos os meios de comunicação locais, proibindo-os de incitar violência e "ódio étnico e religioso" ou circular falsas informações que "promovam calculadamente a oposição".

O novo comissário de mídia será Simon Haselock, porta-voz e supervisor de mídia para autoridades da ONU em Kosovo. Em junho, ele traçou uma proposta de regularização de atividades jornalísticas por meio de um gabinete apelidado de "comissão de reclamações". A comissão, que contaria com jornalistas, aplicaria multas. Os transgressores poderiam apelar e o sistema seria similar ao operante em Kosovo.

A criação de uma emissora estatal é um campo minado de polêmicas. A Iraqi Media Network (IMN), fundada pelos EUA, é o embrião do futuro sistema estatal. A Science Applications International Corp., uma companhia americana contratada pelo Pentágono para lançar a IMN, está supervisionando as operações e fornecendo equipamentos.

Apesar de funcionários da IMN insistirem que o mandato de Bremer não censura a emissora, enfrentam inevitavelmente um dilema sobre como definir o "incitamento" proibido.

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