Domingo, 17 de Novembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1063
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PRIMEIRAS EDIçõES >

Sérgio Augusto

Por lgarcia em 06/02/2002 na edição 158

BIG BROTHER BRASIL

"No ar, mais uma gincana da era do cinismo", copyright O Estado de S. Paulo, 2/02/02

"A Holanda, que um dia nos enviou a missão de Mauricio de Nassau e ao planeta ofertou Espinoza, Rembrandt, Vermeer, Van Gogh, Erasmo, Frans Hals, Bert Hanstra, Mondrian, Nina Foch, Joris Ivens, Cruyff e a cerveja Amstel, agora vive de exportar uma cretina gincana televisiva cujo título vampiriza um clássico da literatura inglesa do século passado que nada tem a ver com folguedos competitivos e patacoadas exibicionistas. Se isso não é uma prova cabal da decadência deste mundinho em que passamos a viver, eu me chamo Eric Arthur Blair.

Ao estrear, na terça-feira desta semana, Big Brother Brasil atingiu 57 pontos de audiência. Quantos espectadores nesse universo de milhões saberão o que big brother quer dizer? E quantos, entre os que sabem que big brother significa grande irmão, conhecerão a origem daquela expressão? Ainda que o romance de George Orwell tenha se transformado num best seller mundial e esteja sempre em catálogo, não me atrevo a estimar quantos deles teriam lido 1984. Por tudo isso talvez seja útil lembrar que, em sua encarnação original, Big Brother representava o supra-sumo da tirania: um ditador invisível que a tudo e todos controlava, como se dotado de um imenso olho, tão ubíquo e oculto quanto o de Truman Show.

O mínimo que se pode dizer é que a picaretagem holandesa abrasileirada pela Rede Globo desfigura e banaliza uma das metáforas mais poderosas do mundo moderno. Mudarei meu nome para Winston Smith se daqui a algum tempo Big Brother não ficar mais conhecido como sinônimo de reality show do que como paradigma do despotismo onividente.

Big Brother Brasil? Poderia ter sido o apelido do SNI ou do DOPS durante a ditadura militar, e olhe lá.

Desvios – Reality show. Eta nomezinho, como direi?, misleading, enganoso. O Fantástico, em princípio, seria um reality show: Fantástico, o show da vida, vale dizer da ?realidade?, confere? Se Big Brother é todo montado e com elenco escolhido a dedo (honni soit qui mal y pense), onde nele, afinal de contas, começa e termina o real? ?Intimidade à mostra 24 horas por dia?, anunciava o Segundo Caderno de O Globo, no dia da estréia do programa. Ou isso é um oxímoro ou algum recente decreto, por mim desconhecido, estabeleceu que toda e qualquer intimidade, mesmo devassada por câmeras durante 24 horas, continua usufruindo do direito de ser chamada de intimidade. Se assim é, passemos a outro aspecto do programa.

?Quem gosta de bisbilhotar a vida alheia vai poder espiar livremente o cotidiano dos 12 anônimos de Big Brother Brasil.? Começava assim uma reportagem sobre o BBB. Desde quando bisbilhotar a vida alheia é algo que mereça ser incentivado, praticado e celebrado livremente? Não era feio fazer isso? Bisbilhoteiro e alcoviteiro já deixaram de ser pejorativos? ?Para quem só gosta de olhar?, alardeavam as chamadas de BBB na Rede Globo. Se isso não é um estímulo ao voyeurismo e psicopatologias correlatas, eu me chamo Richard von Krafft-Ebing. Não sei se Marisa Orth, hostess do programa, estava sendo sincera, fazendo média com a emissora ou apenas possuída pela Magda, mas o fato é que de sua boca brotou a seguinte pérola: ?Se observar as pessoas é uma tendência atual, eu quero ver como é e participar.? Seqüestrar também é uma tendência atual, mas nem por isso, Marisa, a gente, bem, deixa pra lá, você me entendeu.

Uma das concorrentes aos R$ 500 mil e ao indefectível convite para posar nua na Playboy prometeu, eufórica, ao telejornalismo global que apelaria ?para tudo? para sagrar-se vencedora do programa. Até intrigas, se necessário, faria. Por pouco não repetiu ipsis verbis a Lei de Gerson. Por acaso estarei exagerando ao desconfiar que Big Brother consagra e estimula alguns dos piores sentimentos do ser humano? Estribado no voyeurismo, no egotismo, no exibicionismo, no narcisismo e outros ismos, Big Brother – a Casa dos Artistas com IPTU mais elevado – é a gincana perfeita para a era do cinismo em que nos congelaram na década passada. Com tais sentimentos trivializados, exacerbados e disseminados, não se aprimora um povo, não se constrói um grande país, não se reduz a BIB (Baixaria Interna Bruta). No máximo, aumenta-se o contingente de pilantras que todas as noites desfila pelo Jornal Nacional, soltos ou algemados.

Enquanto BBB preparava sua decolagem, chegava às bancas dos EUA o último número da revista Scientific American, com um estudo sobre a teledependência. É sobretudo à custa de teledependentes – os viciados em televisão – que programas como Casa dos Artistas e BBB mantêm a sua elevada audiência. O teleadicto assiste a qualquer bobagem. É como o alcoólatra que, a partir de certo ponto, entorna até água de colônia.

?Soma? –

Faz tempo que eu digo que a televisão é a cocaína do povo, uma ?droga da felicidade? comparável ao soma de Admirável Mundo Novo. Dois professores americanos, Robert Kubey e Mihaly Csikszentmihalyi, acabam de confirmar isso cientificamente. Especialistas em comunicação de massas e psicologia, há anos que se dedicam a pesquisar como a televisão atua sobre os indivíduos. Empiricamente. Com o auxílio de aparelhos e métodos de avaliação sofisticados. As conclusões da pesquisa estão na matéria de capa da Scientific American de fevereiro.

Num passado não muito distante, outra fera do ramo, Percy Tannenbaum, da Universidade da Califórnia em Berkeley, desabafou: ?Poucas coisas são mais embaraçosas do que conversar com uma ou mais pessoas quando há um televisor ligado por perto. Não há como evitar que nosso olhar vez por outra se desvie para dar uma espiadela no que se passa no vídeo, e isso não ocorre só quando a conversa está chata. O vídeo realmente imanta o nosso olhar. Nenhum estudo sobre a relação da TV com o ser humano pode relevar essa potencialidade. Nem desprezar o fato de que, como o álcool, o jogo e as drogas, a TV é uma fonte de prazer para os seus consumidores.? Há décadas que cientistas como Tannenbaum investigam as relações de causa e efeito entre a violência no vídeo e a violência na vida real. A própria Scientific American já publicou dois importantes trabalhos a respeito, de Leonard Berkowitz (fevereiro de 1964) e George Gebner (setembro de 1972). Agora é o meio em si, não mais a mensagem, que está na proveta. Resultado dos exames: TV é mesmo uma droga.

No mundo industrializado, as pessoas costumam ver em média três horas de televisão por dia. Isso equivale à metade do seu tempo livre. A nenhuma outra forma de lazer tanto tempo é dedicado. Alguém que viva 75 anos terá passado nove diante de um televisor. Se isso fosse ?normal?, dois em cada cinco adultos e sete em cada dez crianças não teriam admitido, como admitiram, em distintas pesquisas do Gallup, uma de 1992 e outra de 1999, que estavam ?vendo televisão demais?. Outras pesquisas, do mesmo período, revelaram a existência de televiciados confessos, empenhados em livrar-se do vício, mas sem força suficiente para aguentar a abstinência.

Experimentos de laboratório, com monitoramento de ondas cerebrais, foram úteis para avaliar as reações orgânicas dos telespectadores, seus batimentos cardíacos, suas alterações oculares, etc. Robert Kubey e Mihaly Csikszentmihalyi partiram para algo mais conseqüente, a que deram o modesto nome de Experience Sampling Method (ESM). Os participantes dessa pesquisa andaram, durante uma semana, com um bipe permanentemente à mão, que era acionado de seis a oito vezes por dia, nos horários mais diversos. A cada bipe, o cobaia anotava o que estava fazendo e como se sentia, seguindo uma tabela padronizada de notas.

Os que estavam vendo TV quando soava o bipe confessaram-se mais relaxados, passivos e com um baixo nível de atenção. Até aí, nada demais. O problema é que quando o televisor era desligado, só a sensação de relaxamento ia embora. As outras permaneciam, como se a TV lhes tivesse sugado todas as energias cerebrais, deixando-os mentalmente exauridos, com dificuldades de concentração bem maiores do que tinham antes. Quase o efeito inverso de quando largavam um livro ou uma revista, acabavam de praticar algum esporte e interrompiam um hobby.

Eis algumas descobertas e confirmações do ESM: Quem sabe que ficará menos relaxado após desligar o televisor tende a mantê-lo ligado mais tempo, assistindo a mais programas do que podia e gostaria.

A cota de satisfação oferecida pela TV é inversamente proporcional ao número de horas que passamos diante de um televisor.

Uma expressiva porcentagem de televiciados mantém uma relação de amor e ódio com o veículo e boa parte deles se diz constrangida e culpada ?por não estar fazendo outra coisa mais proveitosa?.

Quanto mais viciado em TV, mais ansioso, estressado, impaciente e irritadiço o sujeito é.

Os teleadictos participam menos de atividades comunitárias e esportivas, engordam com mais facilidade e desenvolvem mais doenças típicas do sedentarismo.

Dúvida – E agora uma pergunta ainda em aberto: as pessoas escravizam-se à TV para fugir do tédio e da solidão ou a TV é que as torna mais suscetíveis ao tédio e à solidão? O placar, por enquanto, beneficia a primeira hipótese. Mas já existem pesquisas justificando a segunda.

Há mais de 25 anos, o psicólogo Tannis M. MacBeth Williams, da Universidade da Columbia Britânica, estudou o comportamento de uma comunidade montanhesa do Canadá sem acesso à televisão, acompanhando de perto a instalação dos primeiros televisores no vilarejo e as conseqüências dessa mudança nos hábitos e costumes de sua gente. Com o tempo, crianças e adultos ficaram menos criativos na solução de problemas simples e complexos, menos perseverantes em suas tarefas e menos tolerantes a contratempos e situações que demandam paciência, como enfrentar filas, por exemplo.

No que diz respeito à síndrome de abstinência televisiva, a pesquisa mais respeitada continua sendo a que Gary A. Steiner, da Universidade de Chicago, fez há quase 40 anos, numa época em que ainda era possível encontrar uma casa dotada de apenas um televisor. Quando o único televisor de determinada família pifou de vez, Steiner entrou em cena, passou-lhe uma conversa e, em nome da ciência, convenceu-a a experimentar viver duas semanas sem ver televisão. Foi terrível.

Ficaram todos atônitos, abúlicos, com os nervos à flor da pele e as crianças, histéricas. Qualquer coisa virou motivo de briga. Sem saber como usar seu tempo livre, a maioria entregou-se à ansiedade, ao enfado e até ao tabagismo.

Charles Winick, da City University de Nova York, desenvolveu estudo similar e concluiu que os primeiros três ou quatro dias de abstinência são os piores, independente do nível de viciamento dos cobaias. Qualquer semelhança com o que ocorre com viciados em álcool e drogas não é mera coincidência."

 

"Ai, ó! Diz, bró! Só!", copyright Carta Capital, 4/02/02

" A Globo disparou um boeing desgovernado esta semana e, a julgar por sua trajetória inicial, é uma daquelas aeronaves suicidas que, tendo a bordo uma malta de talebans a quem move apenas a fé obstinada no alá da grana e no profeta da notoriedade, arrisca-se a provocar o maior dos estragos numa conhecida torre platinada. O ground zero fica agora no Jardim Botânico e o pior é que não há nenhum Rudy Giuliani com cara do Boni por perto.

Com o estardalhaço que simula emoção e ansiedade, somos informados de que o seqüestro fundamentalista terá a documentá-lo 37 câmeras e 60 microfones, numa alusão franca e orgulhosa aos ?olhos e ouvidos do grande irmão?, e, se o alvo da fé é, para os xiitas do corão da fama, o reconhecimento público, ainda que ao preço do ridículo e da humilhação, aos instigadores do sacrifício ritual parece inspirar apenas o enorme desejo de, com a cumplicidade do Ibope, reduzir o idioma que se fala hoje no Brasil a uma cesta de monossílabos e a uma batelada de sons guturais dignos do Tarzan.

Nesse aspecto, o casting brilha. Na comparação inevitável com seus êmulos e pósteros, Alexandre ?É uma parada? Frota poderia se fazer passar por catedrático em Harvard.

Big Brother Brasil gasta muita vela para tão pouco defunto. É sopa fria, feijoada requentada, café aguado, com um aparato promocional que torna mais risível ainda a rasteira que lhe deu o sorrateiro Silvio Santos, primeiro e único padroeiro da vulgaridade canarinho. Liminares e mandados sobrevoaram as instâncias judiciais, vocês se recordam, e agora se sabe que se tratava apenas da feroz batalha para saber quem é o pior dos piores.

Triste sina essa que coroa o sucesso de uma emissora de jeans e t-shirt e de uma cultura de ousadia legendária, capaz de fazer do Chacrinha um performer cult, o Andy Warhol da massa com o marketing do bacalhau em lugar de Marilyn Monroe, e apta a destilar, através da ficção aguda de suas novelas, a essência original de uma dramaturgia autenticamente nossa. Rebaixar-se a esse ponto no campeonatinho de fricotes, vilanias e cafajestices explícitas, não me venham dizer que se trata da legítima reação de um competidor aguerrido apunhalado pelas costas.

Big Brother é lixo reciclado e enlatado, antecipado num timing ingrato só por pavor da concorrência, de tal forma que se torna uma incógnita saber o que ocorrerá no carnaval, entre um e outro saracoteio da Globeleza e as evoluções seminuas, porém castíssimas, da abespinhada Luma de Oliveira. Como se trata de besteira inominável, uma bobagem campeã, não é de todo improvável que irrompa do fundo do sofá escarrapachado o grito opaco e bêbado: ?Chega de porta-bandeira! Queremos a verdadeira sacanagem!? E, quando Lecy Brandão falar em ?comunidade?, as imagens esvoaçarão fatalmente para o Carandiru das nulidades globais. É, como a seleção felipão, ruim demais para que a audiência não desfrute desse inédito privilégio.

Sem perceber a auto-ironia que os holandeses, donos da marca, lhe deram, parodiando a circunscrição opressora de Orwell, o grande irmão da nação tupi é só uma madrinha sádica de candidatas e candidatos a Cinderela, mantidos entre grades, mas com direito a banho de sol e mergulho na piscina, e sob uma dieta de arroz, feijão e goiabada. Não me perguntem o porquê da goiabada, em vez do, digamos, marmelo ou do açaí. Por pudor, evitou-se o merchandising manjado daquela geléia de mocotó cuja indústria já integrou, ou ainda integra, o formidável e sempre surpreendente império dos irmãos Marinho.

Essa tevê que elege príncipes e princesas instantâneos, fadados a uma piscadela de olhos para a fama e a fortuna (além, é claro, de se empenhar em eleger presidentes da República), condena, contudo, suas reservas de prestígio ao constrangimento de uma espontaneidade estudada, frases frouxas e sorrisos amarelos. Por obra da bruxa da mediocridade, correm o risco de virar sapos. Marisa Orth já teve melhores textos na sua vida. Pedro Bial, antes de se vestir para a gincana diária, diz adeus às páginas de seu Guimarães Rosa. Bial sacou, de cara, a perspectiva de ?uma roubada?.

Roubada, nonada. Para citar alguém que a galera do Big deve imaginar ser subgerente de futebol do Vasco, esse tal Guimarães Rosa, viver é perigoso. Fazer tevê, mais ainda."

"?Big Brother? é muito artificial", copyright O Estado de S. Paulo, 3/02/02

"Fazia tempo que a euforia não baixava no terreiro da Globo como na estréia do reality show Big Brother Brasil. A média de 49 pontos no Ibope (na Grande São Paulo) correspondeu ao alarde feito pela emissora durante o mês, por meio de chamadas na programação, campanha publicitária e de promoções que, dizem, mobilizaram 500 mil brasileiros.

O pessoal da Globo fez tudo direitinho para chamar a atenção para o novo programa, mas não deve esquecer, no entanto, de creditar um naco do seu sucesso a Silvio Santos, que cometeu a façanha de ?plagiar? a priori e provar sua inocência na Justiça.

O Big Brother Brasil, que nasceu com a sigla BBB, provavelmente para contornar as dificuldades do grande público com línguas estranhas, tornou-se familiar ao telespectador bem antes de seu primeiro episódio. Mais precisamente em novembro, quando a Globo acionou judicialmente SS por copiar seu projeto, com Casa dos Artistas.

É consenso que a Globo ajudou o programa, protagonizado pelo terceiro escalão do estrelato nacional, quando partiu para o litígio. O SBT retribuiu o favor ao fazer de Casa dos Artistas o fenônemo do ano. Sem o confronto, é possível que essa massa de telespectadores não estivesse em frente ao vídeo na noite de terça.

Paradoxalmente, ao sair na frente, Silvio Santos criou um paradigma para o que o Brasil entende por show da realidade ou ?a novela da vida real?, como inventou a agência de publicidade do SBT. Então, é impossível olhar o BBB sem pensar na Casa.

Por mais brega que fosse a produção da Casa dos Artistas, o show tinha alma.

A alma de Silvio Santos que, com toda a tarimba acumulada ao longo de 50 anos de microfone, fazia da gincana um retrato da natureza humana, com a exposição do caráter do povo brasileiro.

O requinte da produção da Globo (que construiu uma casa em vez de alugar a do vizinho de Roberto Marinho), a disponibilidade de recursos técnicos e humanos não conseguiu disfarçar a artificialidade do show. Pedro Bial (a credibilidade) e Marisa Orth (o humor) formaram uma dupla que, se os dois tiverem um mínimo de autocrítica, vão esforçar-se para apagar de seus currículos. O que é aquilo? Como repórteres que cobrem o carnaval e que pedem para ?levantar o astral? convocam mulatas desnudas e velhas baianas a mostrarem o ?samba no pé?, Pedro e Marisa agiram como mestres-de-cerimônias bobocas empenhados em dar emoção à cretinice.

Os participantes da gincana, talvez a pedido da direção do show, comportaram-se como adolescentes debilóides em busca da diversão. A farrinha impediu o telespectador de entender as falas e de conhecer os personagens que vão conviver compulsoriamente por dois meses. A edição, metida à MTV, matou a possibilidade de o público identificar-se com qualquer dos participantes, relegando-os a coadjuvantes de um espetáculo que nem a dupla de apresentadores conseguiu tornar convincente. Pelo que nós vimos, está pintando um clima entre ?fulano e ciclana?.

A ênfase dada aos R$ 500 mil de prêmio ou meio milhão de reais (era uma piada!) e às provisões da despensa – ?arroz, feijão e goiabada!? – foi puro nonsense. Afinal, o que a Globo considera miséria pode ser um banquete em lugares em que o sinal da emissora chega.

A estréia do Big Brother Brasil pareceu mais um making of do que um programa. Resta esperar agora pelo espetáculo."

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