Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

PRIMEIRAS EDIçõES > PROVÃO

Surpresa e quebra de um modelo

Por lgarcia em 12/06/2002 na edição 176

PROVÃO

Victor Gentilli

As portarias já insinuavam, mas ninguém prestou atenção. No sítio do Inep, quem consultasse o modelo da prova de Jornalismo encontraria apenas a seguinte frase: questões discursivas.

Todas as provas anteriores, vistas a partir de agora, seguiam uma espécie de modelo: as primeiras perguntas, técnicas e mais trabalhosas e de maior pontuação; e as demais perguntas, que oscilavam em número e dificuldade prova a prova. Em geral, a prova tinha de três a quatro questões na primeira parte e em torno de dez, na segunda.

Esta foi a prova que teve menor número de questões e, no entanto, a mais diversificada. Com apenas oito questões, tentou abranger a totalidade dos conteúdos, das habilidades e competências do jornalista.

As duas questões efetivamente técnicas que tinham a maior pontuação, com 25 e 10 pontos, ficavam no final da prova. A primeira oferecia muita informação e pedia aparentemente pouco. Poder de síntese e hipertexto demandam estudo e dedicação para responder a questão 7. Por outro lado, sem um bom conhecimento da história contemporânea era impossível responder com eficiência a última. Se a primeira aparentemente pedia pouco, o infográfico da segunda e última apenas aparentemente oferecia as informações para um título e um texto de 7 linhas.

A única questão ostensivamente teórica tratava da obra de Umberto Eco. Exigia também domínio técnico, pois o enunciado solicitava uma pauta para uma entrevista com o autor.

A maioria das demais questões levantava questões importantes, mas sempre a partir de um bom estímulo: o encontro de um líder do MST com Yasser Arafat; declarações sobre a televisão antes e depois do videotape; que começou a ser usado em 1960; a música O Jornal, de Gilberto Gil; e as primeiras páginas de O Globo e do GloboOnline. Se esta tinha uma certa semelhança com uma questão que mostrava a primeiras páginas de O Estado de S.Paulo na prova do ano passado, inclusive no enunciado, as respostas exigiam conhecimentos bem diferentes.

A prova surpreendeu. Manteve a idéia original mas encontrou caminhos interessantes e diferentes. Vamos aguardar os resultados.

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