Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº975

PRIMEIRAS EDIçõES > REVISTAS

Talvez em 2003, quem sabe…

Por lgarcia em 02/10/2002 na edição 192

REVISTAS

O estudo World Magazine Trends concluiu que o mercado americano de revistas foi o mais atingido pela crise global de publicidade. O volume mundial de propaganda chegou ao patamar de 1999-99, antes do boom tecnológico e do pico do mercado financeiro. Além dos EUA, Alemanha, Itália e França são os países em que o lucro das publicações depende mais de propaganda. Em outros lugares, o grosso do dinheiro provém da venda das revistas ao consumidor, que tem ficado estável.

Países em desenvolvimento da Ásia, como China e Coréia do Sul, têm contrariado a tendência de queda, atraindo a atenção de editoras internacionais. A China tem três entre 10 das revistas de maior circulação no mundo. Empresas como AOL Time Warner, Hearst Corporation e Hachette Filipachi vêm buscando expansão internacional diante dos maus resultados dentro dos Estados Unidos. O total aplicado em propaganda em revistas genéricas americanas caiu de US$ 17,7 bilhões em 2000 para US$ 15,9 bilhões no ano passado. É a maior queda desde a Grande Depressão. Na Europa, como reporta o Financial Times [16/9/02], os dados foram um pouco melhores. A queda no volume de publicidade em revistas, em geral, diminuiu em 2001. O Reino Unido teve crescimento de 2,1%, mesmo registrando decréscimo em outras mídias.

Apesar de o estudo registrar algumas melhoras, a retomada do crescimento mundial das revistas só deve acontecer quando a economia melhorar em geral e as empresas voltarem a apresentar lucro. Na melhor das hipóteses, isso pode acontecer no fim de 2003.

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