Sábado, 24 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº975

PRIMEIRAS EDIçõES > COBERTURA EUROPÉIA

Teledemocracia sob a ótica britânica

Por lgarcia em 09/10/2002 na edição 193

COBERTURA EUROPÉIA

Eles fazem de tudo para chamar a atenção no pouco tempo que lhes é destinado por lei. Um aparece ao lado de um leão, outro, de um burro (“A violência é tanta que até meu burro foi seqüestrado”, alega), outro repete o nome sem parar durante 30 segundos. O programa em questão, cheio de presenças bizarras, é o horário eleitoral brasileiro, conta Alex Bellos em matéria para o jornal inglês The Guardian [2/10/02].

Apesar da excentricidade ? uma maneira de tentar se destacar dos 18.800 candidatos que disputam os cargos da eleição atual ? o horário obrigatório é o principal campo de batalha política no país. “A democracia brasileira se tornou uma teledemocracia”, diz Nelson de Sá, colunista da Folha de S.Paulo. “Nossos cidadãos, no geral, não têm educação, e um resultado disso é que a maioria se informa pela TV.” Carlos Tibúrcio, do PT, concorda: “A televisão é a única maneira que muitas pessoas têm de se envolver no processo democrático. A TV tem um papel decisivo entre os que têm menos educação. Poderia decidir a eleição inteira.”

Bellos diz que, embora muitas pessoas critiquem esse papel decisivo da TV e embora a programação política tenha perdido audiência (de 40% das casas nas primeiras cinco semanas para 25%), os especialistas acreditam que o horário eleitoral é uma parte fundamental da democracia brasileira.

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