Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1067
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Teoria dos Jogos e a informação

Por lgarcia em 08/05/2002 na edição 171

JORNALISMO & GESTÃO

Hélio Ademar Schuch (*)

Tomar decisões unilateralmente não é, em si, um problema, basta ao agente desta decisão assim querer e poder e assumir seus riscos. Mas o que fazer numa situação em que há interdependência na tomada de decisões? Neste caso, forma-se um jogo, onde cada participante vai estabelecer estratégias de ação, baseado em informação (privada, pública), buscando maximizar benefícios e minimizar prejuízos.

Como em qualquer jogo, existem regras, e estas são determinadas conforme os tipos da disputa. A legislação, por exemplo, é uma regra em qualquer jogo que exija a obediência às leis. A pesquisa da simulação das estratégias racionais dos jogadores, com matematicidade, para que o resultado do jogo pudesse ser conhecido previamente, deu origem à Teoria dos Jogos, com o livro Theory of Games and Economic Behaviour, em 1944, de John Von Neumann e Oskar Morgenstern.

É uma teoria com aplicações em vários campos: economia, política, ética, sociologia, direito. Os jogos são divididos em duas categorias: não-cooperativos, ou competitivos, e cooperativos, ou não-competitivos. Este segundo caso foi objeto de estudo do matemático John Forbes Nash Jr., cuja vida é tema do filme Uma mente brilhante.

Analisando a teoria poucos anos após seu surgimento, o cientista criou um teorema que leva seu nome, "Equilíbrio de Nash".

Na Teoria dos Jogos, recurso fundamental é informação. Conhecer sobre adversários, competidores torna-se decisivo para a elaboração de estratégias. Aqui, aparece a função que as informações têm nas tomadas de decisões ? a utilidade real. Como difusores de informação, os veículos jornalísticos proporcionam conhecimento de realidades que são captadas pelos jogadores, conforme o acesso, o interesse e os graus diversos de interpretação. Desta forma, mesmo pública e por isso com possibilidade de alcance, a informação jornalística permite percepções diferentes, segundo a análise feita por cada competidor. Dentro deste quadro, observa-se a necessidade de informação e o papel do jornalismo nos processos decisórios.

(*) Jornalista e professor do Curso de Jornalismo da UFSC

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