Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

PRIMEIRAS EDIçõES > ESPANHA

Terror via postal

Por lgarcia em 25/12/2002 na edição 204

ESPANHA

Uma carta-bomba com 50 gramas de explosivo foi descoberta na sucursal do diário espanhol El País, em Barcelona. O pacote explodiria ao ser aberto, mas os agentes de segurança que examinam toda correspondência que chega desconfiaram do conteúdo e chamaram a polícia. Havia cerca de 50 pessoas no edifício no momento em que a bomba foi localizada e boa parte delas poderia ter se ferido se a detonação tivesse ocorrido.

De acordo com investigações iniciais, os responsáveis pelo atentado são de um grupo "anticapitalista" italiano que enviou o pacote de Milão. Dentro da correspondência havia um livro e uma carta em italiano assinada pela organização CCCCC (sigla para Célula contra o Capitalismo, os Cárceres, os Carcereiros e sua Celas). Os supostos líderes desta célula, os anarquistas Claudio Lavazza e Giovanni Barcia, estão cumprindo pena de 50 anos de prisão em Huelva, no sul da Espanha, pelo assassinato de dois policiais em 1996. Autoridades italianas atribuem outros atentados ao CCCCC, incluindo uma bomba que explodiu em julho de 2001 na emissora de televisão RT4, ferindo levemente uma pessoa.

O caso no escritório do El País é semelhante à tentativa frustrada de atingir o jornalista Jesus Maria Zuloaga na redação do La Razón, em Madri, em abril de 2000, quando outra bomba foi descoberta durante revista de correspondência. Segundo os Repórteres Sem Fronteiras [13/12/02], os profissionais de imprensa são alvo recorrente de terroristas na Espanha. Cerca de cem jornalistas se encontram sob proteção policial ou de empresas de segurança no país.

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