Terça-feira, 17 de Setembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1054
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Tiras cômicas, uma paixão insuspeita

Por lgarcia em 16/01/2002 na edição 155

THE WASHINGTON POST

A decisão do Washington Post de deixar de publicar as tiras Six Chix, Tank McNamara e Liberty Meadows – este porque seu criador não produzirá mais para jornais – aumentou o número de e-mails e ligações recebidos pelo ombudsman do jornal: mais de 700 mensagens até a publicação da coluna, em 6 de janeiro.

Repórteres e editores não costumam prestar muita atenção às histórias em quadrinhos, mas Michael Getler afirma ter aprendido a lição da forma mais difícil: então editor do International Herald Tribune, o jornalista decidiu eliminar as tiras Peanuts e Calvin e Haroldo porque seus autores não as produziam mais e por sentir que publicar tiras antigas não era compatível com um jornal diário. Foi um grande erro, admite Getler, que recebeu centenas de cartas do mundo todo acusando-o de quebrar uma ligação primária com os leitores. "As cartas eram furiosas mas admiráveis, lembrando que as pessoas voltam aos museus para ver seus quadros favoritos." Diante de argumentos de que eliminar as tiras seria como "tirar o Louvre de Paris", Getler voltou a publicá-las, convencido da ligação humana que elas produzem, do quanto agradam estes "lembretes de que precisamos sorrir".

O Post investe bastante em tiras cômicas: são 56 no total. De vez em quando, o jornal cancela as que parecem esgotadas ou que não são mais populares e aceitam propostas novas. A chefe da seção, Shirley Carswell, diz ter ficado surpresa com a defesa que muitos leitores fizeram das tiras a serem eliminadas: muitos e-mails e cartas elogiaram o trabalho e pediram para que fossem mantidas. Seja qual for o resultado, conclui Getler, as tiras são mesmo um assunto sério.

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