Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº975

PRIMEIRAS EDIçõES > CORRESPONDENTES

Trauma de guerra

Por lgarcia em 02/10/2002 na edição 192

CORRESPONDENTES

Um estudo da Universidade de Toronto com 140 correspondentes estrangeiros que cobriram guerras e outros conflitos armados revelou que o grupo tinha altas taxas de depressão grave e estresse pós-traumático, desordem que geralmente atinge veteranos de combate.

"É um grupo de indivíduos que retornou repetidamente à guerra e freqüentemente passou longos períodos de tempo em zonas de conflito", disse o Dr. Anthony Feinstein, professor-associado de psiquiatria, principal autor do estudo. A pesquisa concluiu que mais de um quarto dos jornalistas entrevistados teve desordem de estresse pós-traumático em algum momento ? na maioria dos casos, após terem começado a cobrir o conflito ? e 21,4% teve depressão grave.

Alguns foram profundamente afetados pelos sintomas da desordem, que incluem flahsbacks, pesadelos recorrentes, irritabilidade e hipervigilância. Os correspondentes também disseram ter dificuldades sociais, como incapacidade de se ajustar à sociedade e o uso de álcool. A maioria conhecia muito pouco sobre a desordem, não reconheceu os sintomas e não procurou ajuda profissional.

Erica Goode [The New York Times, 17/9/02] conta que os correspondentes entrevistados tinham passado em média 15 anos em zonas de conflito como Bósnia, Ruanda, Chechênia, Somália e Afeganistão. Segundo Feinstein, o estudo não pretende "patologizar" a profissão, mas "destacar o fato de que uma minoria de jornalistas de guerra tem problemas emocionais e se beneficiariam de um tratamento".

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