Sábado, 18 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > DOSSIÊ PERFÍDIA

TVE gaúcha I

Por lgarcia em 21/02/2001 na edição 109

CARTAS

DOSSIÊ PERFÍDIA

Prezado Dines, solicito que repares com urgência uma incorreção contida no artigo "Observatório censurado na TVE gaúcha", na edição 108, de 14 de fevereiro. Como presidente da TVE do Rio Grande do Sul no período de janeiro de 1995 a 31 de dezembro de 1998, afirmo que cometes uma injustiça quando relatas um episódio de censura ao Observatório, que teria ocorrido em dezembro de 98. Durante o período em que presidi a emissora não houve qualquer tipo de ocorrência minimamente semelhante a esta, e para corroborar o que afirmo invoco os testemunhos dos presidentes da TVE Brasil, Mauro Garcia, e da TV Cultura, Jorge da Cunha Lima. Se o episódio ocorreu, o que desconheço, repito que não foi durante minha gestão, até porque nela o Observatório era transmitido ao vivo. Obrigado pela acolhida, com um abraço do

José Antonio Vieira da Cunha

Alberto Dines responde: José Antonio: não cometi injustiça alguma. Você não foi mencionado na notícia porque tudo deu-se à sua revelia. Mas dizer que estou cometendo uma injustiça sem investigar antes é mais do que injustiça. O caso foi relatado ao presidente da TVE Mauro Garcia ao longo do seu desdobramento. Sua reação: tirou o corpo fora. O Jorge Cunha Lima nada tem a ver com a TVE. Todas pressões foram exercidas pelo Geraldo Canali que assumiu alguma função importante na TVE-RS depois da eleição de Olivio Dutra. Foi o único interlocutor que tivemos. Ele também procurava insistentemente a nossa coordenadora de produção para dizer as mesmíssimas coisas, já que só estou na TVE às terças-feiras. Ele detesta o Augusto Nunes e queria tirá-lo do programa. Tanto o Marcelo Rech quanto outras pessoas da direção da Zero Hora foram avisadas da ocorrência. Posteriormente revelarei o nome de um político gaúcho que ofereceu-se para intermediar uma solução. Se você autorizar, gostaria de publicar esta sua carta, acompanhada de uma resposta. Saudações. A.D.

Dines, obrigado pela resposta, e autorizo a publicação, sim. Mas veja bem: nada pode ter ocorrido "à minha revelia", pois, se envolve o Geraldo Canali, é importante registrar que ele começou a trabalhar na TVE gaúcha no dia 1º de janeiro de 1999, como diretor de Programação na gestão do presidente José Garcez, que assumiu no mesmo dia, como meu sucessor na presidência da TVE. Portanto, certamente os fatos que relatas não ocorreram em dezembro de 1998, mas após a data acima mencionada. Com um abraço, Vieira.

José Antônio Vieira da Cunha

Pode ser que tenha havido um lapso de poucas semanas. Mas Geraldo Canali deve ter sido convidado antes de tomar posse, e nesta condição de futuro diretor tentou a censura. Seus contatos com a nossa equipe foram múltiplos. O ajuste das datas não afeta o teor do caso: 1) a TVE-RS tentou afastar um dos Observadores; 2) depois tentou intervir; 3) como não conseguiu, tirou o programa da sua grade. A. D.

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O caso do Observatório na TV / Dossiê perfídia – Alberto Dines e outros

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