Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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Uma relação conflituosa

Por lgarcia em 17/10/2001 na edição 143

THE WASHINGTON POST

Em sua coluna de 7/10, anterior aos ataques americanos ao Afeganistão, Michael Getler conta o esforço dos editores de organizações noticiosas para tentar planejar a cobertura do conflito. Ao mesmo tempo, escreve o ombudsman do Washington Post, o governo Bush tenta achar um jeito de revelar o "menos possível" para a imprensa ou mesmo impedi-la de observar.

O governo e a imprensa deveriam entender duas coisas, diz Getler. A imprensa deve compreender que muitas operações importantes nesta batalha serão dissimuladas, e que inteligência e informação serão tão ou mais importantes que o uso de forças militares convencionais. Este tipo de informação, portanto, será extremamente protegido, "como deve ser", concorda.

O governo, por sua vez, deve entender que a imprensa não é sua inimiga, não foi a responsável pelo fracasso da guerra do Vietnã ? como muitos alegavam, pedindo o controle de cobertura ? e que ela encontrará uma maneira de cobrir os americanos na guerra. Porque "não há história maior", explica Getler. Os editores de notícias, embora "isto possa parecer fora de moda para as autoridades", de fato "sentem a obrigação, em uma sociedade aberta e democrática, de trazer relatos independentes do conflito para seus leitores, mesmo que alguns leitores não o queiram". Para isto também conta o fato de que as organizações de mídia são muito competitivas.

Apesar de suas diferentes missões, os repórteres não cobrirão os combates sem alguma cooperação dos militares. "Eles precisam de acesso, freqüentemente de transporte e, em alguns casos, de proteção." O desafio é encontrar uma maneira de preservar a segurança militar sem descartar a obrigação do jornalismo de prestar contas aos cidadãos.

Após a Guerra do Golfo Pérsico, nove "princípios para cobertura noticiosa de combate" foram definidos. Um diz que jornalistas "devem ter acesso a todas as grandes unidades militares". Até então, quatro porta-aviões, centenas de aviões e milhares de soldados haviam se deslocado para o local do conflito. Nenhum repórter foi junto com eles. "Mas ainda há tempo", observa Getler.

    
    
                     

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