Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

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Valor Econômico

Por lgarcia em 20/01/2004 na edição 260

MURDOCH AMPLIA IMPÉRIO

“Murdoch, finalmente, monta seu império”, copyright Valor Econômico, 14/01/04

“O controle da DirecTV dá à News Corp uma rede mundial de TV por satélite e mais poder a seu dono Murdoch, que há menos de 10 anos quase perdeu a empresa para os bancos, saneou as finanças e hoje tem caixa para investir

Cinco andares acima do burburinho do estúdio da Twentieth Century Fox, perto de Los Angeles, Rupert Murdoch se espreguiça em um sofá de couro para refletir por um momento. Vários aparelhos de TV cintilam. ?Hoje, sou um homem abençoado?, diz o chairman da News Corp., de 72 anos, elegante como sempre em uma camisa francesa azul sem gravata. Afinal, Murdoch derrotou um câncer na próstata.

Seus dois filhos, Lachlan, 32, e James, 31, ocupam cargos no topo da companhia, e a filha Elisabeth, 35, poderá unir-se novamente ao grupo em breve. Portanto, alguém com o sobrenome Murdoch certamente vai sucedê-lo um dia. A tempo para um café da manhã tardio, de salada de frutas, a terceira esposa de Murdoch, Wendi, 35 anos e magra como uma modelo, chega com a filha de dois anos, Grace – uma segunda menina, Chloe, nasceu em julho passado. E Murdoch está a dias de partir para duas semanas de férias na Austrália, sua terra natal, onde vai visitar sua mãe Dame Elisabeth, de 95 anos. Na ensolarada Califórnia, Murdoch está no topo do mundo.

E ainda sente-se abençoado por muitas outras coisas. Ele acaba de receber um telefonema de seu principal lobista em Washington, Michael Regan, com notícias de que as autoridades reguladoras federais americanas estariam para anunciar a aprovação naquele dia, 19 de dezembro, da aquisição de uma participação acionária que na prática lhe dá o controle da DirecTV, avaliada em US$ 6,8 bilhões, pela News Corp.

A decisão das autoridades daria a Murdoch a peça que faltava no sistema mundial de distribuição por satélite da News Corp., criando o verdadeiro império mundial de mídia com que ele sonhou por anos. Além disso tudo, financeiramente, sua empresa está mais sólida do que nunca.

Mesmo assim, como de costume, ele contém a animação. ?Não se preocupe. Não queremos controlar o mundo?, diz com um amplo sorriso. ?Só queremos um pedaço dele.? O mesmo sorriso provoca calafrios em metade do mundo, de Hollywood a Nova York e além. A captura de uma participação de 34% na DirecTV e seus 12 milhões de assinantes nos Estados Unidos marcam uma importante virada na ascensão de 50 anos que transformou um jornalista australiano em um dos mais poderosos executivos do mundo.

Ele agora comanda um império de mídia que gera US$ 30 bilhões ao ano e atinge praticamente todos os cantos do planeta. Isso é mais do que qualquer outro grupo de mídia dos EUA, com exceção da Time Warner.

O ?outsider? da Austrália, que imprime bíblias e publica mulheres nuas em seus tablóides de Londres, sempre foi um formidável editor e programador de TV.

Mas a DirecTV é a jóia da coroa, que lhe dá uma série única de poderes. Nenhuma outra companhia de mídia controla um mix de programação tão potente e os meios para entregar esse pacote aos lares de Melbourne ao Maine. ?Com a envergadura dos ativos que ele juntou, ele amedronta quase todo mundo?, diz Leo T. Hindery, presidente da Yes York, um canal de TV especializado em esportes de Nova York.

Veja só os domínios de Murdoch: Seus satélites transmitem programas de TV para cinco continentes, dominando o Reino Unido, Itália e várias partes da Ásia e Oriente Médio. Ele publica 175 jornais, incluindo o ?New York Post? e o ?The Times? de Londres. Nos EUA, ele controla a Twentieth Century Fox Studio, a Fox Network e 35 estações de TV que atingem mais de 40% do país.

Seus canais a cabo incluem a Fox News – que cresce rapidamente e que já superou a CNN em número de telespectadores, o canal de entretenimento FX, e 19 canais esportivos regionais.

No todo, um em cada cinco lares americanos em algum momento estará sintonizado em um programa da News Corp, seja produzido por ela, seja transmitido.

O alcance sem precedentes de Murdoch vai dar início a uma nova e decisiva fase nas guerras da mídia. Hoje, os sinais de TV são transmitidos de três maneiras para os 108 milhões de lares americanos com aparelhos de televisão: cabo, satélite e a maneira convencional.

Agora, Murdoch está se preparando para uma batalha que vai lançar a TV por satélite contra a TV a cabo pela supremacia no meio de transmissão. Esse processo poderá mudar o equilíbrio de poder no setor a favor de Murdoch.

Tradicionalmente, os criadores de programação de TV lutam pelo domínio contra aqueles que distribuem seus programas. A DirecTV torna Murdoch um general, tanto em conteúdo como na distribuição. ?É onde Rupert sempre quis estar?, afirma Sir Howard Stringer, CEO da Sony Corp. of America, que vende programação para Murdoch. ?Ele está numa posição invejável.?

Murdoch diz, modestamente, que está comprando o controle da DirecTV para garantir que seus próprios canais não sejam atropelados por gigantes da distribuição da TV a cabo, como a Comcast e Time Warner.

Mas é o astuto Murdoch em pessoa que deverá tornar-se o guardião mais temido, com um crescente poder de decisão sobre o que vai chegar nas casas das pessoas e em que termos. Ele conseguirá fazer isso de duas maneiras: especialistas do setor prevêem que ele não vai mais olhar para outros distribuidores e que vai derrubar os preços da programação esportiva e de entretenimento desses distribuidores. Com tantos telespectadores ligados na DirecTV, segundo esse argumento, nenhum programador vai arriscar ser chutado para fora de seu sistema, e que portanto vai ceder.

Ao mesmo tempo, Murdoch forçará seus rivais de TV a cabo e por satélite a exibir seus programas – a preços nobres. Sempre disposto a grandes apostas, Murdoch também vai suportar perdas temporárias para ganhar fatia no mercado.

Uma tática possível: distribuir gratuitamente equipamentos de US$ 300, que permitem fazer gravações caseiras de vídeo, para atrair assinantes para a DirecTV. Essa manobra é parecida com a que Murdoch utilizou no começo dos anos 90, quando deu de presente conversores digitais para atrair assinantes no Reino Unido.

Nenhum outro homem conseguiu tanto poder para moldar o mercado de mídia desde o magnata William Randolph Hearst, na primeira metade do século 20. Murdoch nega essa idéia afirmando: ?Às vezes me dão crédito demais.? Mas não há como negar que Murdoch tornou-se o símbolo de tudo que é ruim sobre a ?grande mídia?. Por exemplo, Murdoch, educado em Oxford, adora provocar o ?establishment? cultural usando seu tamanho para empurrar programação de mau gosto para as massas. Seus tablóides, regularmente, publicam histórias sensacionalistas e seus programas de TV seguem a linha popular.

O que preocupa muito mais seus críticos é que Murdoch não se intimida em usar seu império para perseguir agendas, sejam elas causas políticas conservadoras ou interesses próprios. Agora, sua audiência será bem maior. Murdoch negaria ser de direita, e muitos conservadores afirmam que rivais como a CNN e redes de notícias são liberais. Mas há poucas dúvidas de que ele tenha transformado a Fox News em uma coleção de comentaristas de direita. As coberturas da Fox e do ?New York Post? sobre a guerra no Iraque foram bastante criticadas por terem deixado de lado a imparcialidade jornalística.

Mesmo assim, Murdoch hesita em reverter posições para melhorar os negócios. Em sua mais famosa ?meia-volta? ele tirou a British Broadcasting Corp. (BBC) da grade de programação da Star, sua rede por satélite na China, em 1994, depois de reclamações dos chineses, substituindo-a por filmes falados em língua chinesa.

Ele também fez sua editora de livros HarperCollins publicar uma biografia do líder chinês Deng Xiaoping escrita pela filha mais nova deste, Deng Rong, numa iniciativa que segundo críticos teve como objetivo angariar favores entre os líderes comunistas.

Ninguém ouve mais alto o grito de batalha que se aproxima do que Brian Roberts, principal executivo da Comcast Corp., o maior sistema de TV a cabo dos EUA. Neste momento, o sistema a cabo possui uma vantagem importante, oferecendo alta velocidade, acesso de duas vias à internet e até mesmo capacidade telefônica.

O satélite ainda é principalmente um serviço de uma via. Murdoch compreende muito bem essa vantagem. Se ele tivesse entrado no sistema por satélite nos EUA mais cedo, talvez ?o sistema a cabo não tivesse feito esses investimentos e estaria mais vulnerável?, reconhece Murdoch. Agora, ambos os serviços brigam para ser grandes jogadores nas novas tecnologias de consumo, como o gravador de vídeo digital (DVR), a TV de alta definição e uma série de novas engenhocas que estão transformando o entretenimento doméstico na nova fronteira da mídia.

Como principal rival do sistema a cabo, Murdoch garante um assento na mesa enquanto todo mundo, dos fabricantes de equipamentos de TV e ligas esportivas aos mais poderosos magnatas de Hollywood, brigam pela fidelidade do consumidor. Seu novo poder também deverá reforçar sua consolidação entre os concorrentes menores da TV a cabo que estão correndo para buscar abrigo das grandes corporações.

Entretanto, o novo poder de Murdoch não é absoluto – ainda. Para conseguir a aprovação do negócio, Murdoch concordou em jogar limpo. A agência reguladora de comunicações dos EUA (a FCC) já havia proibido grandes operadoras de TV a cabo de discriminar a programação de concorrentes, e Murdoch concordou em seguir as regras.

Isso significa que ele não poderá mostrar os músculos da DirecTV e precisará submeter-se a processo de arbitragem se as operadoras de TV a cabo o acusarem de usar seus canais mais populares como ferramenta de barganha, como ele fez muito no ano passado quando tirou o programa Fox Sports do ar em alguns mercados da Time Warner Cable por causa de uma disputa contratual.

De modo parecido, sua unidade Fox forçou a RCN Corp., uma pequena empresa de Princeton (Nova Jersey) que compete com operadoras de TV a cabo e de telefonia, a incluir em sua programação para Boston o programa Fox Sports Español, para que ela pudesse ter também Os Simpsons. O problema? A RCN não tem clientes de língua espanhola no sistema de Boston, diz John Murawski, diretor de programação da RCN.

Mas as restrições são temporárias: elas expiram em seis anos, quando Murdoch prevê que terá mais 6 milhões de assinantes. As regras são ?band-aids em vários lugares?, disse o comissário da agência reguladora dos EUA (FCC), Michael J. Copps, que votou contra a compra da participação acionária na DirecTV, pela News Corp., argumentando que a aprovação do negócio ?colocou muito poder nas mãos de um único conglomerado?.

De qualquer modo, Murdoch provavelmente encontrará uma maneira de tirar vantagem disso – ele sempre encontra. ?Rupert adora essas brechas?, afirma Frank J. Biondi, ex-principal-executivo da Viacom. ?Se ele e seus vários advogados encontrarem uma, eles vão aproveitar.?

Murdoch vem se aquecendo para a batalha contra a TV a cabo há bastante tempo. Não é preciso olhar muito mais longe do que o Reino Unido para ver como ele conseguirá usar seu poder de fixar preços, poder sobre a programação e indiferença às perdas para vencer seus concorrentes.

Começando em 1989 com quatro canais e filmes de apenas metade dos estúdios de Hollywood, Murdoch, depois, assumiu o controle na British Sky Broadcasting Group. Passou a investir pesadamente na companhia e hoje a BSkyB tem mais de 7 milhões de assinantes, ou cerca de 30% dos 25 milhões de lares britânicos com aparelhos de TV.

Não demorou muito até que o sucesso da BSkyB o ajudasse a esmagar seus concorrentes maiores de TV a cabo, forçando um deles a encerrar as atividades e outros dois a entrar em reestruturações financeiras.

Agora, Murdoch terá a chance de repetir esse desempenho nos EUA. As empresas de TV a cabo americanas são formidáveis, mas Murdoch já tem uma mão forte. Suponha que a Time Warner queira aumentar o preço da comissão mensal de US$ 0,78 por assinante que recebe da DirecTV para transmitir seu TNT Channel, um canal popular. Para tirar esses centavos de Murdoch, a gigante de mídia poderá ter pouca escolha a não ser pagar mais que os US$ 0,30 que a Time Warner Cable paga à News Corp. pelo seu FX Networks.

No front dos canais noticiosos, uma grande briga deverá ocorrer quando a Fox News começar a cobrar uma comissão comparável aos US$ 0,38 cobrados pela CNN, da Time Warner, afirma Michael Gallant, analista da CIBC Worldwide. Murdoch não quis falar sobre isso, mas certamente vai pressionar para que essas comissões sejam reduzidas.

?Nós herdamos um monte de despesas da DirecTV que são ultrajantes?, diz Murdoch. ?Se os programadores querem que transmitamos seus canais, eles terão que prometer que conseguirão audiência.?

A redução dos custos vai apenas beneficiar uma já robusta News Corp. Menos de uma década depois de quase perder sua endividada empresa para os bancos, o império de Murdoch está entre os grupos de mídia mais saudáveis do mundo.

Sua ação valorizou-se 38% no último ano, para cerca de US$ 36. A companhia teve lucro líquido de US$ 1,1 bilhão, um crescimento de 70% sobre receita de US$ 17,5 bilhões. Isso não inclui receitas de empresas nas quais ela tem participações (BSkyB e DirecTV), o que eleva a receita a mais de US$ 30 bilhões.

Tal força dá a Murdoch flexibilidade para investir na DirecTV. Seu plano é ganhar mais 1 milhão de assinantes por ano usando a tecnologia como atrativo. Este desafio recai sobre Chase Carey, que já foi diretor operacional adjunto da News Corp. Murdoch nomeou Carey quando as duas companhias fecharam o negócio, em 22 de dezembro passado.

Carey, de 50 anos, quer melhorar o serviço e gastar até US$ 1 bilhão para oferecer programação de TV local a todos os 210 mercados americanos até 2008 – um grande ponto de vendas no esforço para roubar clientes da TV a cabo, que mostra canais locais em todos os mercados.

Em breve a DirecTV estará oferecendo aos seus assinantes a possibilidade de escolher vários ângulos de imagens em acontecimentos esportivos, por exemplo.

Fortalecido por um balanço sólido, Murdoch espera investir em programação nova para dar mais força à News Corp. Uma possibilidade é um novo canal de negócios para concorrer com o CNBC.

Murdoch está pressionando suas tropas para que elas criem coisas novas e mais sedutoras. ?A TV a cabo é tão lenta que precisa de seis meses para descobrir o quer?, diz Carey. ?Nesse tempo, poderemos ter um monte de coisas novas que tornarão o que eles vendem uma coisa sem graça.? Carey e outros ajudantes têm bastante autonomia, afirmam fontes do grupo, mas Murdoch é o comandante supremo. Ele comanda seu império principalmente por telefone, não gosta de reuniões longas e detesta ter de usar a internet.

Com os dois lados – cabo e satélite – esforçando-se para superar o outro com novos serviços, os consumidores provavelmente serão os grandes vencedores. Os executivos da TV a cabo, por enquanto, estão contando com a clara vantagem de seus sistemas sobre o satélite e estão apressando-se para oferecer novos produtos como video-on-demand (o usuário escolhe o programa e o horário que quer assistir), telefonia e canais de alta definição. Eles gastaram mais de US$ 75 bilhões nos últimos oito anos para melhorar seus sistemas e com Murdoch tão perto, muitos estão correndo para lançar logo os novos serviços para evitar uma fuga de clientes.

Murdoch também estará de olho em seu concorrente de longa data, Charles Ergen, presidente da EchoStar, que tem 9 milhões de assinantes em sua rede DISH Network. Ergen conseguiu um raro feito sobre Murdoch há três anos, quando a Hughes Electronics, controladora da DirecTV, aceitou sua proposta em detrimento de uma de Murdoch.

Mas o negócio de Ergen foi rejeitado pelas autoridades reguladoras, principalmente por causa do lobby de bastidores feito por Murdoch em Washington. Ergen não esqueceu. Há semanas seu staff vem se reunindo nos fins de semana para tentar descobrir uma maneira de bloquear o avanço de Murdoch.

Mesmo aos 72 anos, Murdoch tem o raro luxo de planejar o futuro. A Cruden Investments, controlada pela família Murdoch, detém 30% das ações da News Corp. e mantém o controle sobre o capital votante. E Murdoch está preparando os filhos James, na BSkyB, e Lachlan, que comanda as operações de jornais e estações de TV do grupo, para a sucessão. ?Quero estar por perto enquanto minha cabeça estiver boa, e minha mãe está muito bem aos 95 anos?, diz Murdoch.

É uma notícia amedrontadora para as operadoras de TV a cabo e outros magnatas da mídia. Com seu novo tesouro, o satélite, Murdoch poderá dizer que quer apenas um pedacinho do mundo, mas todo mundo sabe que ele está em busca de muito mais.”

 

EUA / CENSURA

“Agência quer banir palavrão na mídia dos EUA”, copyright O Estado de S. Paulo, 14/01/04

“O presidente da FCC, agência federal de comunicações dos EUA, Michael Powell, propôs banir o palavrão fuck, alusivo ao ato sexual, de programas de rádio e TV, independentemente do contexto. A polêmica começou em outubro, quando o roqueiro Bono Vox usou a palavra numa transmissão da NBC. (Reuters)”

 

CÚPULA DAS AMÉRICAS

“Jornal cubano sugere que EUA têm medo”, copyright Folha de S. Paulo, 14/01/04

“Em Cuba, único país excluído da Cúpula Extraordinária das Américas, o jornal ?Granma? afirmou que ?faltaram indícios precisos para explicar por que os EUA convocaram os 34 presidentes?, antecedendo o próximo encontro ordinário, em 2005. Sugere que a ?pressa? tenha a ver com o temor diante da evolução do processo de integração sul-americana e com a tentativa de reeleição de George W. Bush, em outubro.

O argentino ?El Clarín? citou o acordo entre Brasil e EUA para que na declaração final houvesse apenas uma referência ?morna? à Alca. ?Mas as concessões [norte-americanas] devem ser lidas com cuidado. A Alca é um projeto essencial para os Estados Unidos. Se houve concessões, foi para evitar que o encontro se tornasse um espetáculo de desavenças, como aconteceu em reuniões internacionais ao longo do ano passado.?”

“Para o ?NYT?, não foi ?o que os EUA esperavam?”, copyright O Estado de S. Paulo, 15/01/04

“No balanço dos dois dias da Cúpula das Américas, em Monterrey, o jornal The New York Times afirmou, na edição de ontem, que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ?passou horas acertando problemas com os vizinhos México e Canadá?, mas ?deixou outros líderes se sentindo excluídos?. Segundo o autor do texto, Tim Weiner, ?o modo como os EUA usam dinheiro e poder nesta parte do mundo ainda deixa furiosos alguns aliados?.

Um dos principais pontos da discórdia entre Bush e outros 33 líderes de nações da América, registra o jornal, é a forma como combater a pobreza na região – tema da cúpula. ?Para Bush, a melhor maneira é ampliar o comércio. (…) Muitos chefes de Estado e de governo presentes discordaram (…), disseram que as nações não vivem somente de comércio?, diz o texto, para em seguida citar as posições contrárias, entre outros, dos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Argentina, Néstor Kirchner.

Segundo o jornal, ?no encerramento da cúpula, o consenso parecia ser o de que Bush e os líderes que criticam a política americana falharam na tentativa de encontrar uma linguagem ou fundamentos comuns?.

A Declaração de Nuevo León, que resultou da reunião, ?não deu aos EUA exatamente o que eles esperavam?. De acordo com o jornal, ?Washington queria 2005 como prazo final para criar a Alca. O texto final não explicita uma data, assim como não bane governos ?corruptos? das discussões?.”

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