Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

PRIMEIRAS EDIçõES >   CRISE EM ALAGOAS

Valor Econômico

Por lgarcia em 29/08/2001 na edição 136

REVISTAS

“Globo reformula projetos de Criativa e Crescer”, copyright Valor Econômico, 22/08/01

“Em setembro, a Editora Globo vai levar às bancas edições reformuladas das revistas Crescer e Criativa. O investimento nos dois projetos é de R$ 2 milhões e a expectativa da editora é conseguir, apesar do cenário desfavorável, aumentar a circulação das duas publicações.

Com a presença de celebridades na capa e mais matérias sobre sexo, a Criativa – que ocupa o quarto lugar no segmento – experimentou, nos últimos três meses, um incremento significativo na circulação paga. Em maio, segundo o IVC foram 96,3 mil exemplares contra 83,7 mil em março. Os números foram um sinal de que o caminho estava certo.

Segundo Laura Capriglione, diretora das revistas femininas da Editora Globo, as publicações dirigidas a esse público não traduzem mais a mulher atual. O sucesso das femininas populares, que oferecem muitas matérias de serviços foi levado em conta. ?O leitor respondeu bem a esse modelo e não há porque a mulher de classe A e B não ter interesse em serviços?, diz. Nos EUA, segundo ela, as femininas são fortes em serviços.

No projeto de reformulação, a Revista Crescer, líder no segmento, terá seu foco alterado. ?Vamos deixar de dar ênfase ao bebê e à gestante para fazer uma revista dirigida à toda a família?, diz a psicóloga Rosely Sayão, colunista da Folha, contratada pela editora para dirigir a revista.

Com a abertura do leque etário, a Crescer espera conquistas novos anunciantes. ?Podemos atrair anúncios da indústria automobilística e escolas?, diz Paulo Gregoraci, diretor de marketing da editora. A expectativa é de atingir em seis meses a circulação paga de 120 mil exemplares. Em maio, o total foi de 546 mil.”

 

FOTOJORNALISMO

“A poesia do fotojornalismo em foco no Senac”, copyright O Estado de S. Paulo, 22/08/01

“Com o perdão do clichê, se uma imagem vale mais que mil palavras, imagine a força narrativa de uma seqüência fotográfica que, muitas vezes, acompanha quadro a quadro um fato ou uma história. Também conhecido como ensaio fotográfico, esse tipo de trabalho ganhou espaço na fotografia brasileira e vem conquistando cada vez mais importância em jornais e revistas do País. Para refletir e discutir o papel do ensaio no jornalismo brasileiro, o Senac abre hoje a mostra O Ensaio Fotográfico no Fotojornalismo, sob a curadoria de João Kulcsár. ?Nas últimas décadas, a função da imagem na imprensa mudou radicalmente, deixando de ser mero apêndice do texto para atingir um nível de destaque?, analisa Kulcsár.

Segundo o curador, em determinadas situações, os ensaios passaram até a ser usados para descrever uma situação especial por assumirem com perfeição o papel de diário iconográfico.

Para Kulcsár, a fotografia havia perdido essa importância com o surgimento da televisão. ?Antes da TV, revistas como a Life, criada na década de 30, combinavam texto e imagem e promoveram a evolução da fotografia única, meramente ilustrativa. Mas a imagem dinâmica da televisão acabou por tomar esse papel do ensaio fotográfico e a foto passou novamente a ser coadjuvante dos textos?, explica.

Só nos últimos anos esse papel da imagem vem sendo retomado na imprensa mundial. Apesar da sensibilidade dos fotógrafos brasileiros, a fotografia do dia a dia acaba exigindo muita pressa do profissional e não há tempo para ?pensar? uma foto. Trabalhando com o ensaio, o fotojornalista pode estudar e pesquisar antes de sair para a reportagem, o que garante um melhor resultado estético e até mesmo técnico. Quem visitar a mostra vai poder conferir o resultado dos trabalhos realizados por fotógrafos de vários veículos brasileiros, como os jornais Estado, Folha de S. Paulo, Diário Popular, as revistas Veja, Época e Istoé, e o site Fotosite. Entre os fotógrafos estão Kathia Tamanaha, Mônica Zarattini, Sérgio Castro e Vidal Cavalcante, do Estado. ?Para mostrar a seqüência das idéias, cada ensaio é composto de quatro fotos. O mais interessante é que os temas, escolhidos pelos próprios fotógrafos, são muito ecléticos, alguns em tom mais documental, outros mais líricos e subjetivos?, conta o curador.

Por esse ecletismo, além de comemorar o Dia Internacional da Fotografia (18 de agosto), a exposição constata a sensibilidade do fotógrafo brasileiro que, ao flagrar desde idosos em um asilo até o enterro de integrantes do MST, encontra tempo para registrar detalhes poéticos desse cotidiano.”

 

MERCADO

“Diários Associados à venda”, copyright No. (www.no.com.br), 23/08/01

“O grupo Diários Associados está à venda. Paulo Cabral de Araújo pede R$ 320 milhões pelas empresas. Uma das causas da crise é a disputa jurídica com os herdeiros de Assis Chateubriand, que brigam pela indenização de R$ 220 milhões que o grupo recebeu do governo federal em 1997 pelo fechamento da Rádio Clube de Pernambuco durante a ditadura militar.”

 

CRISE EM ALAGOAS

“Funcionários de Collor querem paralisar rádio, jornal e TV”, copyright CidadeBiz, 27/08/01

“A ameaça de redução de 25% nos salários e a possibilidade de demissões em massa podem levar os 650 funcionários da Organização Arnon de Mello, em Maceió (Alagoas), do ex-presidente Fernando Collor de Mello, a uma paralisação geral nas dez empresas do complexo de comunicação.

Duas assembléias convocadas pela direção dos Sindicatos dos Jornalistas, Radialistas e Gráficos, marcadas para esta terça às 9h e às 20h, vão definir a posição das categorias que serão atingidas pela proposta da Superintendência da Organização Arnon de Mello, que alega estar passando por uma série crise financeira.

Há dois meses, a direção sugeriu a implantação do banco de horas, que serviria para substituir o pagamento das horas extras por descansos semanais. Depois de várias negociações, os funcionários aceitaram a proposta, mas com a promessa de suspender as demissões.

Os funcionários do departamento de jornalismo da TV Gazeta, afiliada à Rede Globo, propõem que, caso fique confirmada a implantação da redução de 25% nos seus salários, se faça o ?aquartelamento? – tática adotada pelos policiais militares durante o período de greve, que resultaria na negativa de qualquer atividade de trabalho na redação da empresa, onde trabalham 50 funcionários.

A média salarial na redação da TV Gazeta é de 1.060 reais para jornalistas e 498 reais para radialistas.”

    
    
              

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