Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

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Valor Econômico

Por lgarcia em 20/09/2000 na edição 98

E-NOTÍCIAS

TV PAGA & TECNOLOGIA

"TVA amplia em 9% seu número de assinantes", copyright Valor Econômico, 14/09/00

"Com investimentos na fidelização de clientes e em propaganda, a TVA conseguiu aumentar 9% seu número de assinantes entre janeiro e agosto. A empresa encerrou o mês passado com 336,8 mil clientes. E está aumentando o ritmo: no primeiro semestre, havia crescido 5,4%, enquanto a Globo Cabo, a maior empresa do segmento de TV a cabo, cresceu 2,9%.

O investimento em marketing, ampliado em 92% no primeiro semestre, para R$ 4,1 milhões, começa a dar resultados também na manutenção da base. A empresa reduziu de 26%, em 1999, para 18% a rotatividade dos usuários, e quer chegar ao fim do ano com um percentual de 15%.

Ao mesmo tempo em que investe na manutenção de sua base, a TVA prepara-se para mudanças em sua composição acionária. A primeira mudança será a ampliação da participação da Abril na TVA, por meio da capitalização de uma dívida de R$ 256 milhões que a operadora tem com o grupo. A operação foi aprovada pelo conselho da TVA em julho e deverá se concluir até o final do trimestre, acredita Marcelo Bonini, diretor financeiro da TVA.

Já a busca do novo parceiro deve demorar um pouco mais, de acordo com o mercado. Um dos principais candidatos a adquirir uma participação majoritária na TVA seria a Telefônica, impedida, no entanto, de entrar no segmento de TV a cabo pela regulamentação do setor. Os executivos da empresa não comentam essas informações. Dizem que as negociações com possíveis parceiros continuam e não há prazo para sua conclusão. (P.C.)

"Bloomberg ensaia televisão do futuro", copyright Valor Econômico, 12/09/00

"Esqueça a forma como você viu TV até hoje. A mídia que se tornou o símbolo da sociedade de massas do Século XX atravessa sua primeira grande revolução motivada pela tecnologia digital. Mais do que uma evolução técnica, a TV digital promete ser o ponto de partida para uma nova concepção de comunicação e entretenimento, pois pela primeira vez o espectador conquista o poder de ‘navegar’ pela programação e desenvolver seus próprios produtos.

Nos últimos seis meses, um seleto grupo de consumidores na Inglaterra tem sido usado como ‘cobaia’ pela agência de notícias econômicas Bloomberg, para o desenvolvimento de seu projeto de televisão interativa. O canal jornalístico da empresa, não muito palatável aos espectadores leigos, pois reúne imagens, gráficos e indicadores econômicos na mesma tela, tem o formato ideal para o lançamento de um conceito interativo de programação.

Desde o início do ano, a Bloomberg TV permite aos ingleses que montem a tela do canal, selecionando quais indicadores devem ser mostrados e que formato deve ter a apresentação dos programas. No futuro, os aficionados pelo mercado financeiro poderão até assistir a um filme, por exemplo, com uma barra lateral de notícias sobre as bolsas.

‘A Inglaterra é o nosso mercado teste, pois a TV digital está crescendo muito rapidamente lá. Nos Estados Unidos, os esforços do mercado estão mais direcionados ao uso de imagens em banda larga na internet’, explica a diretora geral da Bloomberg TV, Katherine Oliver, que veio ao país explicar a empresários o projeto de TV interativa do canal. Estima-se que existam hoje cerca de 100 mil proprietários de TV digital no Reino Unido com acesso ao sistema interativo da Bloomberg. Daqui a seis meses, o sistema estará disponível na versão francesa do canal. Por aqui, a novidade deve demorar para chegar, já que a TV digital apenas engatinha na América Latina.

Katherine destaca que a Bloomberg tem grandes vantagens competitivas nesse mercado, pois já possui uma larga base de informações próprias e clientes de alto poder aquisitivo. ‘A internet passou a representar uma importante fonte de acesso a informações do mercado financeiro para os pequenos investidores interessados em ter mais lucro em suas aplicações. O que pretendemos é ser a referência desse público dentro do novo formato de televisão interativa’, diz."

"Brasil precisa investir US$ 500 mi", copyright Valor Econômico, 12/09/00

"A popularização do sistema de TV digital no Brasil ainda é um sonho distante. Os setores ligados à nova tecnologia estimam que serão necessário investimentos de pelo menos US$ 500 milhões para adequar os sistemas de transmissão das redes de TV abertas e fechadas ao formato digital. Além disso, o alto custo dos aparelhos – nos EUA, as versões mais baratas não saem por menos de US$ 2 mil – inibe investimentos mais pesados da indústria para gerar escala de produção, que terá de se contentar com nichos de mercado.

Do ponto de vista da programação, os canais fechados também precisam investir muito dinheiro em conteúdo digital para um público restrito, o que torna os preços pouco atrativos aos consumidores. Juntando todas pontas, a TV do futuro só deve se tornar um mercado de razoável dentro de cinco anos.

Isso não impede, no entanto, que importantes competidores do setor comecem a se preparar para a era digital. Na frente da corrida estão os grande portais da internet, que vêm costurando acordos com redes de TV, caso do iG com a Bandeirantes. O Terra procura um parceiro e manifesta interesse em associar-se ao SBT.

Já o portal Globo.com representa a iniciativa das Organizações Globo para convergir todos os seus produtos no modo de transmissão de dados por banda larga. A empresa estuda projetos para TV digital, como a criação de comerciais interativos. No futuro, a rede espera que o público possa comprar os produtos que vê em seus programas com um simples ‘clique’ no botão do controle remoto. (A.C.)"

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