Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº954

PRIMEIRAS EDIçõES > ACM

Villas-Bôas Corrêa

Por lgarcia em 31/01/2001 na edição 106

ACM

"ACM, Jader e o livro", copyright no. (www.no.com.br), 22/01/01

"O livro lido – Com o fim de semana dedicado à leitura das 765 páginas do livro, lançado com ampla campanha publicitária, sob o título que não deixa dúvidas quanto ao conteúdo de ‘Memórias das trevas, uma devassa na vida de Antonio Carlos Magalhães’, de autoria do jornalista baiano João Teixeira Gomes, ACM desembarcou em Brasília, com opinião formada: não encontrou no calhamaço nenhuma denúncia à sua honestidade pessoal.

‘Li o livro todo’, garante. ‘Nele não há nada contra a minha honra.’ Segundo o presidente do Senado, ‘o livro trai todas as evidências de sermão encomendado e regiamente pago, provavelmente pelos corruptos que venho denunciando da Sudam, do DNER, dos portos’. A publicidade que se derrama por anúncios de meia página nos grandes jornais, em encartes em revistas revela o desespero dos que se sentem acuados e apelam para o recurso da intimidação.

Velhas desavenças da política baiana com o veterano jornalista do Jornal da Bahia, lubrificadas pelos adversários, reduzem o episódio às suas exatas dimensões, com a repetição das críticas ao seu temperamento truculento e as histórias de violências renovadas em todas as campanhas.

Distribuição de dossiês – Sem o sentido de resposta ao livro baiano, ACM informa que está preparando dossiê completo sobre as denúncias contra o senador Jader Barbalho para farta distribuição aos senadores, deputados, jornais, revistas, emissoras de TV, autoridades, refrescando a memória dos que parecem esquecidos das irregularidades que sinalizam a passagem do senador peemedebista pelos muitos cargos e mandatos em 32 anos de vida pública.

Lançando todas as cartas na mesa, ACM não deixa dúvida de que, se o senador Jader Barbalho for eleito, irá para a oposição."

"ACM acusa PMDB de financiar livro sobre seu passado", copyright O Globo Online, 22/01/01

"O presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), responsabilizou o PMDB pelo financiamento do livro ‘Memórias das Trevas – Uma Devassa na Vida de Antônio Carlos Magalhães’, do jornalista João Carlos Teixeira Gomes. Segundo o senador, o livro foi pago com dinheiro da Sudam , do DNER e dos portos, todos órgãos federais sob administração do PMDB. Para ele, os cúmplices que pagaram a obra não passariam por uma prova como um livro desses.

ACM disse que desistiu de mover um processo contra o autor do livro porque considerou que a publicação não traz nenhuma novidade em relação a ele.

– Só serviria para aumentar as vendas.

ACM acusou seus adversários de tentarem impedir a criação da CPI da Codeba, que investigará os contratos fechados pela Companhia Docas da Bahia. O senador disse que eles foram ao Supremo Tribunal Federal para tentar impedir a instalação da CPI.

– Eles não deveriam agir assim já que estimulam os outros a fazer denúncias.

A Codeba é presidida por Afrísio Vieira Lima, pai do líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima."

"Livro contra ACM vai parar no Diário Oficial após leitura na Assembléia baiana", copyright Isto É, edição 1635

"Na terça-feira 23, a vice-líder da oposição na Assembléia Legislativa baiana, deputada Moema Gramacho, subiu à tribuna com um grosso livro de capa preta nas mãos. Para uma platéia que incluía 42 deputados governistas, começou a ler o primeiro capítulo de Memória das trevas – livro lançado no último fim de semana pelo jornalista João Carlos Teixeira Gomes, que desvenda o passado do senador Antônio Carlos Magalhães. Outros políticos da oposição deram continuidade à leitura em plenário. O sarau oposicionista foi interrompido porque os pefelistas carlistas passaram a evitar essas sessões a fim de que fossem suspensas por falta de quórum. Estamos lendo em plenário para que o texto seja publicado no Diário Oficial do Estado, explica a deputada. Segundo ela, na semana que vem, a presença de mais um deputado da oposição acabará com o boicote garantindo o quórum necessário. A ironia é que na terra de ACM milhares de baianos terão acesso ao livro, pelo DO, em fascículos diários.

Surpreendido pelo lançamento de Memória das trevas, o senador passou o fim de semana debruçado na leitura. Na segunda-feira, chegou ao Congresso destilando veneno. Os que pagaram o livro foram os ladrões da Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia), do DNER (Departamento Nacional de Estradas e Rodagem) e dos portos, disse ACM. Quem pagou deve ter comprado vários de uma vez. Vai lá no gabinete do Jader (Barbalho) e pega cinco ou seis, completou. Escaldado com os desgastantes bate-bocas com ACM, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) não entrou na polêmica. Deixou que o líder Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) respondesse pelo partido: É um best seller, classificou o deputado. Geddel só lamenta a ausência de comentários no livro sobre as obras no aeroporto Luiz Eduardo Magalhães pela construtora OAS.

O autor do livro, João Carlos Teixeira Gomes, rebateu as acusações de que teria recebido ajuda de peemedebistas: O maior patrocinador é ele próprio, com suas perseguições contra tanta gente. O interesse pelo livro se deve a esses atos tirânicos de ACM. Quanto à declaração do senador de que o livro não atinge sua moral, o autor ironiza: Ele queria que desse o número de sua conta em Caymann (paraíso fiscal), como denunciou o Ciro Gomes? Ele é uma mistura de Al Capone, Augusto Pinochet e Waldick Soriano, ironiza. Publicado pela Geração Editorial, Memória das trevas já está na segunda edição, com 25 mil exemplares vendidos. O dono da editora, Luiz Fernando Emediato, afirma que só não manda rodar a terceira tiragem pois teme que ACM mude de idéia e resolva entrar na Justiça para recolher os exemplares. Como não estou recebendo dinheiro de ninguém, tenho de tomar minhas precauções, explica o editor. ACM é um coronel nordestino em decadência. O Brasil não tem espaço para esse perfil de político, conclui Emediato. (Colaborou Adriana Souza Silva)"

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