Domingo, 17 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

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Walter Ceneviva

Por lgarcia em 20/10/2000 na edição 100


"Emissoras ensaiam um contrato anti-assédio", copyright Folha de S. Paulo, 16 /10/00

"Está circulando nas redes de TV uma minuta de termo de compromisso que pretende pôr fim ao assédio, por parte de uma emissora, a artistas, técnicos e executivos que estejam cumprindo contrato na concorrência.

A primeira versão do documento é datada de 17 de fevereiro e previa multa de R$ 10 milhões para a emissora que tirasse um artista da outra. Há um mês, chegou aos departamentos jurídicos das TVs uma nova versão do rascunho de contrato, desta vez prevendo multa de R$ 150 milhões.

O primeiro texto foi sugerido pelo SBT, como uma forma de criar uma ‘aliança das geradoras de programação nacional’ diante do esvaziamento da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV, que hoje só congrega a Globo). O código de ética da Abert prevê a expulsão da emissora que assediar artista de outra.

O pacto ganhou força com a recente contratação pela Record de Adriane Galisteu, que tinha contrato com a Rede TV! até 2001.

No entanto, executivos ouvidos pela Folha acham que o pacto não deverá se realizar. ‘A Globo tira quem ela quiser. Isso apenas penalizaria as outras emissoras’, diz um dirigente de TV que pede para não ser identificado.

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