Quinta-feira, 18 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1009
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>>Alckmin, Serra e o homem da rua
>>O suicídio do general

Por Mauro Malin em 12/01/2006 | comentários

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Alckmin, Serra e o homem da rua


O balé de pré-candidaturas acontece há décadas no Brasil. A imprensa ainda não aprendeu a se distanciar do jogo de cena e fazer sempre as perguntas essenciais, colocando-se na pele do homem da rua. Ou será que a pura disputa no PSDB mobiliza o homem comum?


O velho clientelismo


O Globo dá hoje em manchete que sete parlamentares não cumpriram a promessa de repassar a entidades benemerentes o dinheiro da convocação extra do Congresso.


A reportagem mostra como a imprensa local é usada para propaganda de políticos. É o caso de emissoras de rádio do Sul fluminense que trombetearam doações feitas pelo deputado Carlos Nader, do PL, a oito entidades filantrópicas. Duas não receberam os recursos.



O suicídio do general


O Alberto Dines diz que a mídia deveria ter encarado sem hesitações o suicídio do general Urano Bacellar no Haiti.


Dines:


– Não foram apropriados os comentários do comandante do Exército, ontem, depois da cerimônia fúnebre em Brasília em memória do general Urano Bacellar. O general Francisco Albuquerque insiste na tese de que não há certeza sobre o suicídio do comandante da tropa das Nações Unidas no Haiti, embora o laudo oficial seja categórico. A imprensa, desde o primeiro momento, veio mantendo a hipótese do suicídio em segundo plano, muito mais preocupada com as questões políticas relativas à substituição do general Bacellar do que com esta tragédia.


Repete-se mais de 70 anos depois o que aconteceu com Santos Dumont. O Pai da Aviação também se matou – estava física e psicologicamente doente. E durante mais de três décadas a imprensa e a maioria dos biógrafos contentaram-se com um atestado de óbito adulterado onde se dizia que Santos Dumont morreu de um ataque cardíaco. É louvável a discrição em casos de suicídio, sobretudo por causa dos sobreviventes da tragédia. Mas tragédias precisam ser registradas. Ou pelo menos encaradas. O ser humano não é uma máquina insensível. Às vezes os mais frágeis podem ser os mais valorosos.


Improvisação brasileira


A Folha de S. Paulo publicou na terça-feira entrevista na qual o coronel da reserva Osvério Ferreira Motta diz que o então tenente Urano Bacellar já falava em suicídio quando ambos serviam na Brigada Pára-Quedista, no Rio. Nos anos 70, Bacellar, segundo Motta, questionava os métodos usados pelo regime para combater opositores e se dizia deprimido.


O professor Clóvis Brigagão, da Universidade Cândido Mendes, do Rio de Janeiro, critica a improvisação brasileira, o “jeitinho”. Diz que o governo achou que a situação seria resolvida com alguma facilidade no Haiti. Inicialmente criou-se até ilusão em torno de um jogo de futebol. Mas o conflito na sociedade haitiana é muito grave, e as regras das missões de paz da ONU são muito estritas, tornam mais espinhosa a tarefa. Para Brigagão, a ação é relevante, e por isso mesmo precisa ser planejada nos menores detalhes.



Mercado mal conhecido


O editor do Observatório da Imprensa Online, Luiz Egypto, reivindica informações sobre a evolução da publicidade na internet brasileira.


Egypto:


– O faturamento publicitário na internet disparou e está em plena ascensão. Os dados foram colhidos pelo blogueiro Miguel Ormaetxea, editor da página Balas Mediáticas, do portal espanhol Periodista Digital.


Nos Estados Unidos, as receitas publicitárias na rede chegaram a 12 bilhões de dólares em 2005, contra 9,6 bilhões de dólares no ano anterior. Nos dez primeiros meses de 2005 a publicidade em internet na França aumentou 74% – chegando a 850 milhões de euros. E na Espanha os investimentos publicitários na rede foram de 66 milhões de euros no primeiro semestre do ano passado, com crescimento de quase 53% sobre o mesmo período do ano anterior.


As taxas de crescimento são muito parecidas, mas os volumes são bem diferentes.


E no Brasil, a quantas andaremos?


Gesto democrático


O presidente Lula vai manter em suas funções o jornalista Bernardo Kucinski. Kucinski, que trabalha no Planalto, criticou em entrevista a maneira como o presidente se relaciona com a imprensa e também a maneira como é tratado por ela.

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