Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

Programa nº 441

Mauro Malin

>>Chávez pontifica
>>Eleição desvendada

Por Mauro Malin em 22/01/2007 | comentários

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Hora de decisão


Os rumos imediatos da economia brasileira dependerão em boa medida do programa de aceleração do crescimento que será anunciado hoje pelo presidente Lula. No Estadão, Marco Antonio Rocha adverte que as medidas precisam ter um grau de coerência que lhes dê credibilidade aos olhos dos operadores da economia. No Globo, economistas destacam que é necessário alterar o contrato social vigente e falar sério em matéria de educação. O que o presidente vai conseguir fazer em seu segundo mandato, para o bem ou para o mal, será plantado agora. Olho vivo.


Com a palavra, Alckmin


Confunde-se no caso do metrô paulista o método das parcerias entre governo e iniciativa privada e falhas cometidas na concepção e na execução.


Seria útil que o responsável pelo contrato, o ex-governador Geraldo Alckmin, saísse do esconderijo e esclarecesse a opinião pública sobre a maneira como a linha quatro do metrô foi contratada. É dever da mídia cobrar isso dele.



Chávez pontifica


Alberto Dines critica a ausência de resposta do governo brasileiro às claras interferências do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em assuntos internos do país que o hospedou na semana passada.


Dines:


– O governo brasileiro parece não estar preocupado com a velocidade do processo autoritário na Venezuela. O presidente Lula mencionou no encerramento da Cúpula do Mercosul, no Rio, a necessidade de se aceitar o que ele chamou de “pluralismo ideológico”, mas Caracas está sendo fabricando um pluralismo institucional, e isto é muito mais complicado. Nós somos uma democracia e a Venezuela parece empenhada em mostrar que muito em breve deixará de sê-lo. Parceiros tão diferentes podem não ter problemas agora, mas amanhã certamente vão se estranhar. O pior é que em nome da integração regional o governo brasileiro está se acostumando a engolir todos os sapos. O pronunciamento do caudilho contra a mídia brasileira na última sexta foi uma clara intervenção em nossa vida e soberania. Dirão alguns que Chávez reclamou apenas contra um veículo nacional, O Globo, cuja manchete leu, parece que entendeu e não gostou. Não importa, como hóspede do país, o magnata do petróleo não tem o direito a imiscuir-se em nossa vida, não tem o direito, sobretudo, de investir contra setores ou entidades que gozam de todas as garantias constitucionais. Mas como o presidente Lula foi à Venezuela falar mal da nossa imprensa, seu colega achou-se no direito de imitá-lo. A mídia venezuelana não está neste momento em condições de contestar o todo-poderoso chefão. Nós temos obrigação de fazê-lo.


Eleição desvendada


O repórter do Globo em Brasília Gerson Camarotti anota mudança definitiva da cobertura das eleições das Mesas do Congresso.


Camarotti:


– Esses últimos dois anos foram marcados por tantas denúncias, escândalos, que isso está levando a um cuidado redobrado na cobertura destas eleições na Câmara. Antes tinha eleição, mas pelo menos nesses últimos 12 anos que eu estou aqui em Brasília, nunca foi tão, assim… Virou um fato muito importante. Pela primeira vez vai ter debate dos candidatos, pela cobrança da mídia. A barganha que teve ano passado, em associar o aumento do salário dos deputados, no final do ano passado, com a eleição na Câmara. A mídia teve um papel de divulgar isso, de explicitar isso muito claramente, uma vinculação desse aumento com o apoio a um dos dois candidatos, Aldo ou Chinaglia.


Mauro:


– Camarotti atribui o novo quadro à maneira como a mídia cobriu todos os escândalos, desde o mensalão até a tentativa de aumentar os salários dos deputados para 24 mil reais.


Camarotti:


– Tudo isso você explicita muito mais. Deixa a Câmara muito mais sensível à opinião pública. Essa é a primeira eleição da Câmara muito aberta para a sociedade. Era uma coisa [que acontecia] só internamente, ninguém se preocupava. Hoje existe uma consciência de que são dois cargos muito importantes e de que precisa ter uma atenção especial. Eu acho que população cobra isso, também. Eu acho que cria um padrão. Daqui para a frente, eleição da Câmara dos Deputados e do Senado, para a presidência, para o comando das Mesas, você não pode ter uma cobertura sem questionar pontos de interesse da sociedade.


Mauro:


– Os jornalistas devem agora cobrir com atenção, também, a composição e o funcionamento das Comissões permanentes do Congresso.

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