Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

Programa nº 183

Mauro Malin

>>CPIs abarrotadas
>>Opus Dei e mídia

Por Mauro Malin em 16/01/2006 | comentários

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CPIs abarrotadas



Há um acúmulo de denúncias de corrupção que as próprias CPIs têm dificuldade de processar. A mídia tem estado atenta, mas cresce a importância do trabalho de articulação das informações, único capaz de dar rumo político às investigações.


PFL dividido


A sucessão presidencial não provoca duelos apenas no PSDB. Ontem, no Correio Braziliense, o prefeito do Rio, César Maia, deu entrevista em defesa da candidatura de José Serra. Hoje, na Folha, o vice-governador Claudio Lembo defende o nome de Geraldo Alckmin. Eles, e o vice de Serra, Gilberto Kassab, são os únicos integrantes do PFL com cargos importantes foram do Nordeste.


Opus Dei e mídia


O Alberto Dines chama a atenção para o fato de que 200 editores da imprensa brasileira passaram por cursos da prelazia católica Opus Dei.


Dines:


– A novidade jornalística do fim de semana foi a matéria de capa da revista Época, intitulada “Por Dentro da Opus Dei”. São 12 páginas com informações muito bem investigadas, e sobretudo apresentadas com grande equilíbrio. A parte doutrinária ou teológica não tem a mesma importância das duas páginas quase finais onde é flagrada a estratégia em conquistar os corações e mentes da imprensa brasileira. É a primeira vez que se divulga que já passaram pela doutrinação direta ou indireta da Opus Dei 200 editores, eu disse 200 editores da nossa imprensa. Não são estudantes, estagiários ou jornalistas iniciantes. São duas centenas de editores, portanto chefes, gente que influi no que sai, como sai ou deixa sair nos jornais, revistas, rádios e televisões nacionais.


Em teoria não há nada de errado, estamos num país democrático onde há total liberdade para crer ou para descrer. Neste país, os evangélicos podem ser donos de parte da mídia eletrônica, assim como a Opus Dei tem a liberdade para fazer a cabeça de quem está disponível. Mas quando se vê alguns críticos da mídia denunciando histericamente a infiltração esquerdista enquanto a Opus Dei cresce na sombra, então percebe-se a importância das revelações da última Época.


O Brasil no mundo


Enquanto surgem boatos de que o general Urano Bacellar foi morto, hoje no Jornal do Brasil faz-se uma comparação entre os gastos com a missão brasileira no Haiti e as verbas destinadas ao Rio de Janeiro para combater a insegurança. Resiste-se a entender que a inserção internacional do Brasil vai requerer sacrifícios e gastos.


O professor Clóvis Brigagão, coordenador do Centro de Estudos das Américas da Univesidade Cândido Mendes, do Rio de Janeiro, avalia positivamente a cobertura feita hoje pela imprensa brasileira sobre os assuntos internacionais mais relevantes que envolvem o país, mas julga que ela precisa ter mais clareza sobre a mudança do papel do Brasil.


Brigagão:


– O fato é que o Brasil cada vez mais vai ser chamado, e se quiser irá participar como ator relevante das relações internacionais. Até bem pouco tempo, o Brasil fazia seu papel, não incomodava ninguém, até, muito pelo contrário, agradava todo mundo, mas ficava como um bom moço. Hoje as relações do Brasil com o mundo, quer no sentido econômico, comercial, político e até militar, do ponto de vista de participação nas missões de paz, exige uma outra atitude. Principalmente uma atitude da sociedade civil, do Congresso, com mais debates, e particularmente da imprensa brasileira, que deve ter como pauta no seu noticiário esses assuntos internacionais, Haiti, a comunidade imigrante na Europa, nos Estados Unidos.



Viva o jornal impresso


O Estadão publica hoje uma brava e competente defesa do jornal impresso feita por Simon Jenkins, colunista do jornal The Guardian. Ele mostra que existe queda geral de circulação na Inglaterra, mas no segmento específico de jornais de qualidade o movimento é o oposto: aumento da tiragem. A informática modifica, mas não mata o jornal impresso.

Todos os comentários

  1. Comentou em 17/01/2006 Luiz Valério da Silva

    Nunca acreditei na previsão de que a mídia eletrônica mataria o jornal impresso. Acredito que são mídias complementares.

  2. Comentou em 16/01/2006 Betty Silberstein

    Prezado Dines
    Excelentes seus comentários a respeito do nosso digníssimo Governador ‘meio-opuslento’.
    Neste caso, considero a comparação como uma mulher estar… ‘meio-grávida’!
    A muito custo NÂO escrevi a este respeito no meu livro (A Falsa Obra de Deus)embora já tivesse estes dados em mãos, pois meu marido me fez jurar de pé junto que eu NÂO citaria nomes de políticos ou conhecidos juristas cheios de empáfia.
    Já que foi um ‘marido-cínio’, ele é quem patrocinou a edição do livro (NENHUMA editora quis nem sequer publicá-lo mesmo sendo sob nossa responsabilidade financeira ) … tive que aquiescer a esta norma por ele requisitada, já que alguns advogados o assustaram a respeito de uma possível falta de ‘segurança’ para nossa família.
    Afinal, acabei publicando o livro com nome, sobrenome E APELIDO, para Não haver dúvidas que era eu mesma… e pronto.
    Enfim, falo bem pouco do AOP : Apostolado da Opinião Pública da Opus Dei (capítulo 7), mas em compensação dou uns delicados (será??!!!) tapas com luva de pelica(que eu preferia que fosse de BOX) no ignóbil daquele
    janota, o Caloca. (Capítulo 24, D = >Ética) Como seu tempo deve ser curto mesmo, se der para você ler esses dois capítulos do livro e comentá-los… eu agradeceria MUITÍSSIMO. Sua opinião me é MAIS que valiosa.

    Grande abraço
    Betty Silberstein

  3. Comentou em 16/01/2006 Alberto Siciliano Villares

    Na semana passada ao ‘zapear’ pela TV noticiarios locais, ví um rabo de imagens de dezena ou mais carrinhos de supermercado WallMart acompanhado de comentário sobre ‘freezers’com a temperatura errada, alimentos com datas vencidas e outras falcatruas comerciais… Não sei se era repetéco da batida policial que ja acontecera quando da inauguração dessa empresa no BR (faz já bom tempo) ou se seria nova investigação de malfeitos atuais? No dia seguinte na imprensa escrita (Estadão) NADA se a noticia da tv era velha, por que requentá-la? Se era atual, cadê o seguimento no papel?

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