Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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>>Debate eleitoral
>>Operação Asfixia

Por Mauro Malin em 21/03/2006 | comentários

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Debate eleitoral


Não há, salvo a reeleição de Aécio Neves em Minas Gerais, nenhuma campanha eleitoral importante de 2006 em que já se desenhe um favoritismo claro. Isso é bom para a democracia, sobretudo se a mídia souber levar o debate para as grandes questões nacionais e regionais.



O método da desqualificação


A investida do governo contra o caseiro Francenildo, a permanecer como ação sub-reptícia, está ancorada numa tradição muito forte das instituições do país, que no PT se exacerbaram. São, notoriamente, a Igreja Católica, o Exército e o partido comunista. Funcionam internamente na base do ditado “macaco, olha o teu rabo”. Se uma pessoa tem algo a revelar contra outra, pode fazê-la calar-se. Essa matriz é disseminada na sociedade brasileira. Já funcionava na época da Inquisição.


Resultado: não se discute se o ministro Palocci mentiu a respeito de sua convivência fraternal com um grupo de negocistas – e esse é o ponto, não sua vida privada. Não. Procura-se desqualificar a testemunha. A revista Época colaborou desavisadamente nessa empreitada. Segundo Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo desta terça-feira, 21 de março, houve dedo da equipe do ministro da Fazenda na ofensiva contra o ex-caseiro da República de Ribeirão Preto.



Operação Asfixia


Alberto Dines questiona a falta de continuidade da discussão sobre a intervenção do Exército no combate à criminalidade no Rio.


Dines:


– Não é a primeira vez que se menciona aqui, neste Observatório, a incapacidade da nossa imprensa em dar continuidade à cobertura de assuntos candentes. Prova disso foi o caso da intervenção militar no Rio de Janeiro, que depois de 10 dias de intensa divulgação evaporou-se quase que completamente. Até hoje a mídia não esclareceu se a ocupação das favelas foi mesmo necessária e não se revelou o que há por trás da recuperação das onze armas que serviram de pretexto para o ruidoso episódio. Será que houve um conluio com alguma facção criminosa para que as armas aparecessem de repente, no meio do mato? Não há espaço, não há tempo, não há atenção nem muito menos disposição para cuidar dos fatos de ontem. E, assim, fica tudo mal explicado ou apenas insinuado, o que vem dar na mesma. Nosso Observatório vai retomar hoje a Operação Asfixia para discutir as diferentes atitudes da imprensa paulista e da imprensa carioca naquela cobertura. Às dez e meia da noite na rede da TV-E e às onze na rede Cultura.


Drogas legais


Coragem, mídia. É impossível falar seriamente na questão das drogas sem encarar as drogas legais, principalmente as bebidas alcoólicas. Dói no bolso dos veículos de comunicação e do governo, mas o cigarro foi banido da publicidade no Brasil e ninguém morreu por isso. Ao contrário. Já se pode dizer que muita gente deixou e deixará de morrer por isso.


Opinionismo


A jornalista Maria Clara do Prado argumenta que o espaço ocupado na mídia por não jornalistas aumenta a taxa de facciosismo na interpretação dos fatos econômicos, diminui a isenção e dificulta a comunicação.


Maria Clara:


– Os jornais brasileiros hoje são muito prolíferos na questão de colunas escritas por pessoas que não são jornalistas. E aí nós estamos falando de economistas, cientistas políticos, sociólogos, gente da academia que escreve com freqüência para jornais, como acadêmicos que são, dentro da sua especialidade, mas que, na minha opinião, estão longe de conseguir escrever como um jornalista escreveria sobre aqueles temas que são levantados. É óbvio que um economista, por formação, vai saber melhor entender aquele fenômeno, aquele fato jornalístico a partir de uma visão acadêmica, e até econométrica, mas ele pouca sensibilidade terá para explicar aquele fato econômico com a sensibilidade que o jornalista tem. E mais do que isso. Ele menos isenção terá, porque está afeto a correntes que existem no meio acadêmico, afeto aos próprios interesses em termos de correntes ideológicas e, obviamente, os economistas, os cientistas políticos e os sociólogos têm mais receio de errar. O jornalista não está preocupado com isso. Está preocupado em informar a opinião pública da melhor maneira possível, trazendo para o fato econômico uma análise que seja a mais arredondada possível.


Poder de barganha


Vai fazer duas semanas que a Folha de S. Paulo deu em manchete que estava encerrada, a favor do padrão japonês, a discussão sobre TV digital. Hoje, a Folha noticia que a Rede Globo está preocupada com o rumo da conversa porque os concorrentes europeus reagiram. O que o governo quer é fazer a melhor negociação.


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Leitor, participe: escreva para noradio@ig.com.br.  


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