Sábado, 23 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

Programa nº 78

Mauro Malin

>>Declaratório deslavado
>>Um domingo histórico

Por Mauro Malin em 22/08/2005 | comentários

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Declaratório deslavado


Com as raras e honrosas exceções de praxe, a mídia continua mergulhada no declaratório. O declarante pode ser o presidente, o acusado Buratti, o ministro Palocci ou um opinionista de jornal ou revista, não importa. O método é o mesmo. Trabalhar com declarações e com insinuações. Um dos poucos acertos do presidente Lula nos últimos dias foi dizer que querem acabar com seu governo. Querem, sim, não há como desconhecer isso. Resta saber que tipo de mandato detêm os que o querem.


Grande parte da mídia embarcou no aventureirismo político, por incapacidade de fazer uma análise de boa qualidade, seja da política, seja da economia, seja da sociedade. Bastou um homem sozinho, sem truques nem subterfúgios, se apresentar diante dos jornalistas para provocar um recuo quase cômico. A mídia parece um moleque que xinga e se esconde atrás do amigo grandalhão. A revista Veja tem sido o pior exemplo dessa categoria.


Um domingo histórico


O Alberto Dines mostra como o ministro Palocci deixou claro para a mídia que a semana tem sete dias. Fala, Dines.


Dines:


− Foi um domingo histórico, Mauro. Não apenas porque o ministro Palocci conseguiu abortar uma crise histérica instalada na sexta-feira mas sobretudo porque foi uma aula de comunicação. O ministro mostrou ao comunicólogos e políticos de plantão como se enfrenta uma emergência e aproveitou para desfazer as denúncias divulgadas pela Veja no sábado. E, de quebra, ensinou aos jornalistas que a imprensa é uma atividade contínua. Se os jornais saem todos os dias, se as rádios e TVs estão no ar 24 horas por dia, precisam aprender a trabalhar aos domingos. Se a semana tem sete dias a semana jornalística no Brasil deveria estender-se além da sexta-feira.


O ministro achou que os mercados deveriam abrir com tranqüilidade na segunda-feira, por isso marcou a entrevista para o domingo ao meio dia. Mas as grandes vedetes do jornalismo que vivem em Brasília acharam que não deveriam interromper o agradável fim de semana e ficaram em casa. As manchetes do dia seguinte estavam garantidas. Está provado que a nossa imprensa não está a fim de fazer perguntas. Prefere respostas prontas. Ou denúncias sem investigação.


Lula não é José Dirceu


Dines, eu quero voltar à afirmação de que as redações são dirigidas e as edições são fechadas por pessoas que não têm preparação política. Não têm a dimensão da tragédia que está em curso. Não têm sagacidade nem põem o interesse público em primeiro lugar. Primeiro, a mídia está demorando a entender o papel negativo que tiveram, têm e terão José Dirceu e o grupo que ele comanda. Segundo, não consegue separar da crise no PT e no governo o papel do presidente Lula. Apesar de todos os erros que comete, apesar de seu irritante egocentrismo, até de deslizes éticos, Lula é o detentor do mandato popular e o fiador de uma continuidade institucional que vai mudar o patamar da vida pública no Brasil.


Nesta segunda-feira, 22 de agosto, o jornal Valor põe na capa um cenário da maior importância. São reportagens que mostram como, por convicção ou conveniência, forças do PT querem derrubar não o ministro Palocci, mas a política econômica. Lula reforçou no Café com o Presidente desta manhã seu apoio à política econômica conduzida pelo Ministério da Fazenda e pelo Banco Central. Felizmente.


Ainda pode piorar


No sábado, Dora Kramer escreveu no Estado de S. Paulo contra o açodamento. Lembrou que falhas de instrução do processo permitiram a Fernando Collor escapar da justiça. No Globo de domingo, Míriam Leitão escreveu: “Houve falha generalizada no sistema de acompanhamento do que se passa no país”. E mais: “Acho que nós, jornalistas, falhamos e precisamos aprender as lições da temporada”. Certo, Míriam, mas a temporada ainda não acabou.


Promotores, repórteres e videomakers


Tem cabimento um promotor atuar como repórter ao longo de um depoimento? Por que nenhum jornalista, nem que fosse por corporativismo, fez essa pergunta ao agora midiático Sebastião da Silveira de Ribeirão Preto? O Estadão escondeu num pé de página, no domingo, declaração indignada adivinhem de quem. Do líder da minoria, deputado José Carlos Aleluia.


Tem cabimento filmar com câmera oculta, em flagrante agressão aos direitos da pessoa, um depoimento dado em repartição pública da Justiça? Nem a concorrência da TV Globo questionou essa prática alucinada, atribuída à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.


Silêncio clamoroso


Algo que já ficou bem comprovado na crise do mensalão é o mau uso das relações de partidos e governos com agências de publicidade e propaganda oficial. Mas sobre isso a mídia mantém um silêncio cada vez mais constrangedor.

Todos os comentários

  1. Comentou em 14/11/2008 GILBERTO SANTOS

    Lamento, que nossa memória realmente seja, ‘uma vaga lembrança’, outros políticos podem ser presos e constantemente cassados, no entanto já esquecemos o que fez por ex. o Sr. Jose Dirceu, que hoje é celebridade na internet. com uma ‘moral’ incrível, comenta com estilo os problemas da economia, da política. É revoltante quem tanto pregava contra a impunidade não pediu nem desculpas pela farta distribuição de recursos públicos que proporcionou ele e seus comparsas. E viva nossa memoria e espero que um dia quem sabe haja vergonha na cara e ele resolva trabalhar duro arrumar um emprego produzir algo de bom na vida.

  2. Comentou em 26/08/2005 Matilde Eugenia Schnitman

    POIS É, MEUS AMIGOS. QUE IMPRENSA É ESTA?

    Venho dando “tratos a bola” para entender qual é a dos jornalistas nesta confusão toda. JORNALISTAS, TRABALHADORES DE EMPRESAS DE COMUNICAÇÃO!! Estas, as empresas, ninguém ignora, integram o aparelho de estado. Mas também são mecanismos de pressão sobre o próprio Estado. Se não leram, precisam ler Chateaubriand. Esclarece qualquer dúvida sobre o papel das empresas de comunicação, sobre como funcionam neste país, não só naquela época. E não creio que seja diferente no mundo inteiro. A única diferença, se é que existe alguma, seria uma pressão mais sutil, apoiada na parafernália tecnológica e no nível educacional do público. E o pouco tempo que temos hoje para jogar conversa fora com os amigos. Para nos perguntar o que ensina Alberto Dines – a quem interessa esta notícia?

    Talvez eu não devesse estranhar. Ainda “foca”, acompanhando colegas para cobrir a prisão dos elementos de uma gang que assaltava ônibus, me deparei com quatro jovens, negros, mal vestidos – os SUSPEITOS, segundo o delegado que entrevistávamos. Além de fotos, o colega pediu os nomes dos acusados. Posso divulgar? Perguntou ele ao delegado. Este respondeu prontamente – Claro. Pode sim.

    Como “pode sim”?!? Isto é condenar sem julgamento, disse para mim mesma. Até onde sei, enquanto não há provas, TODO SUSPEITO TEM O BENEFÍCIO DA DÚVIDA. Naquele momento, pensei: se fossem brancos, bem vestidos o tratamento seria outro! Seria? Talvez sim, talvez não.

    A moral da notícia é a venda. Vale o que ou quem vende mais.
    E nesta de vender mais, não importa quem fala. Ladrão, traficante, estuprador, criminoso de qualquer jaez. Vende? Dá uma boa manchete? Bota o homem pra falar!

    Vender. Vender. Vender. E vende mais quem dá o “furo”. Nestes tempos de comunicação on-line, o “furo” já está nas telinhas bem antes dos jornalistas chegarem às redações. Como vender? Sem perceber, acho eu, CAÍMOS NA IMPRENSA SENSACIONALISTA. Com um detalhe perigoso: TRAVESTIDA DE IMPRENSA SÉRIA.

    À imprensa sensacionalista não interessa a apuração do fato. Interessa o escândalo. E no escândalo cabem criminosos de toda espécie. Mentiras de todo tipo, desde alguém diga, não importa quem. Até prostitutas. Profissionais do sexo que a hipocrisia da sociedade espolia sem a contrapartida dos direitos sociais. Elas sim, profissionais que são, sabem o que é “preservar a fonte”.

    A empresa de comunicação vende. E o empregado, o jornalista? Ganha o que? Melhor salário? Duvido. A ilusão dos holofotes? Sim, algumas vezes. Mas só enquanto for útil aos interesses da empresa. Tão logo sai do tom ou o tom muda… Rua! Como qualquer outro trabalhador. E ai dele se for para a Justiça do Trabalho! Tem que mudar de profissão!

    Muitos jornalistas tem consciência do seu papel social. E acredito que o número esteja aumentando. Caso contrário, não estariam retomando a discussão sobre a necessidade do diploma para exercer o jornalismo. Voltando a Dines, a quem interessa a cassação do diploma? Aos mesmos. Aos donos de empresa. Pagarão menos ainda e não serão questionados. Vão cobrir o empregado/jornalista com purpurina, fazê-lo brilhar sob o os holofotes e depois atirá-lo no lixo social.

    O que vale mais na formação dos jornalistas é o senso crítico. É a consciência do seu fazer profissional. É também a consciência de que não existe imprensa sem jornalista , nem jornalista sem imprensa. Como não existe empregador sem trabalhador, nem trabalhador sem empregador. Dependemos deles como eles dependem de nós. (Acho que alguns esquerdistas, se fossem marxistas, lembrariam disto).

    E tão necessário quanto senso crítico, na formação do jornalista, é a ética. Não esta “ética” de pares que acoberta as corporações de ofício. Ética – valores morais. Regras de convivência que garantem o respeito ao outro, não importa quem seja o outro. Valores que sustentam a saúde da sociedade. Valores morais que forjam o caráter de cada um de nós.

    Há um fosso profundo entre a geração de jornalistas do porte de Dines e a geração atual, moldada pela ditadura. Mas uma outra está chegando. Tropeçando ainda. Mas hão de chegar lá. Confio.

  3. Comentou em 22/08/2005 Renato Colombo de Almeida

    É impressionante o tiroteio da mídia contra o governo Lula. Já pedem em coro a cabeça do Presidente, antes mesmo de terminar a investigação em andamento. Por oito anos silenciaram as falcatruas e as safadezas do governo FHC de FHC,ACM, BORNHAUSEN…e por aí a fora, e agora, em uníssono, instigam as massas desavisadas à derrubada de Lula. Seria tudo isso uma revanche à frustrada tentativa do governo Lula em criar o Conselho de Jornalismo (que iria acabar com a ditadura dos proprietários da imprensa)? Qual a liberdade de imprensa que eles defendem: a do jornalista empregado ou a do patrão? Chega de ver presidente, governadores, prefeitos e vereadores eleitos pela mídia. E, mais, precisamos de um governo peitudo que acabe de uma vez por todas com essa arrogância do Poder Judiciário. Se hoje Brasília é uma mar de lama a responsabilidade por tudo isso é do Judiciário. É ali que mora o perigo. Lá nos pequenos municípios, onde o juiz é amigo do candidato a prefeito, onde o juiz namora a irmã do advogado que defende o candidato corrupto, que tudo inicia. Tive provas e mais provas disto aqui no Sul do Brasil nas últimas eleições municipais. Outra, minha gente. Dizer que no Brasil não existe compra de votos é a maior MENTIRA do mundo. Aqui no Sul, nas últimas eleições, candidatos vitoriosos a Prefeitos e Vereadores (cidades de 2 a 5 mil eleitores) pagavam MENSALÃO aos eleitores dos mais variados tipos (1 VOTO valia uma vaca, uma antena parabólica,uma televisão, um porco gordo, uma bezerra, três arrobas de fumo, um terno de camisetas de futebol, uma dúzia de sacas de soja, dez sacas de arroz, quatro cestas básicas, R$ 1.000,00…), (2 VOTOS valiam duas vacas gordas, três caminhões de pedras para construção, uma dúzia de sacas de cimento, quatro milheiro de tijolos, dois milheiro de telhas, 20 quilos de ferro para construção, uma viagem ao Nordeste e até cheques pré-datados). Os votos eram comprados no atacado ou no varejo. Teve famílias onde tinha cinco eleitores, que candidatos fecharam o pacote por R$ 6.000,00 (isto é, seis mil reais). Teve uma cidadezinha onde o candidato a prefeito queria colocar uma reportagem difamatória contra o seu opositor. Acontece que o jornaleco desta cidade não tinha jornalista profissional para assinar a tal reportagem. Ele me fez a proposta e queria que eu fosse o jornalista responsável por esse jornaleco por apenas 30 dias. Na conversa que tive com esse corrupto sabe o que ele me ofereceu? – 10.000,00 (dez mil reais) ‘O que eu quero é comprar a tua imunidade jornalística por 30 dias’, disse. Já pensaram o que é isso? E ninguém fez nada. Teve prefeitos vitoriosos que compraram votos com cheques pré-datados e que foram denunciados. Mas o nosso Tibunal de Justiça absolveu o fulano de tal. Desculpe o desabafo, mas não consigo mais ver tantas quadrilhas infiltradas nos meios de comunicação fazendo o jogo do poder e o nosso Juduciário envolto em tanta corrupção. Espero que esse material seja publicado.

  4. Comentou em 22/08/2005 Renato Colombo de Almeida

    Equipes de imprensa dentro de Jornais, Revistas e Televisão disputam posição de destaque dentro de seus veículos. Durante um fato de peso como uma crise política ou econômica nem sempre ajudam, até prejudicam. Outros de forma irresponsável divulgam o trabalho de terceiros para não ter trabalho. A imprensa, já sabemos, tem seu papel dentro da sociedade, todavia às vezes perdem o controle e vendem suposições, suposições que já são suposições de terceiros e que se consolidam como mentiras. E quem assume que errou? Falta profissionalismo? Às vezes nos deparamos com uma imprensa suja fazendo campanha política durante uma CPI e pensam que o povo não percebe. Neste momento mesmo existe muita gente nas CPI(s) em plena campanha eleitoral para 2006 e com a ajuda da imprensa, o que é ilegal. Às vezes só querem vender seu papel e faturar alto. As leis e a Constituição são respeitadas neste momento? Importante que as disputas internas nos órgãos de imprensa não tragam sérios prejuízos à sociedade e ao ganha-pão de seus funcionários. Aprendemos no passado que, entre outros exageros, a imprensa deu abertura a uma ditadura militar em 1964, depois ficou amordaçada por 20 anos. Opine a respeito, vamos falar da forma de trabalho da imprensa brasileira, que como juízes querem julgar, e o pior, julgar baseados naquilo que alguém anônimo falou… Isso não é conspiração?

  5. Comentou em 22/08/2005 Carlos Gilberto Alves

    Prezado Mauro,

    Sem dúvida, foi um Domingo histórico. Não em função da entrevista de Antônio Palocci, que agiu como determina qualquer manual de RP. Mas, em função da reportagem de Isto É – Dinheiro, informando que o Presidente Lula decretou sigilo sobre os gastos com cartões de crédito da Presidência da República. E, pior ainda, que funcionários do Planalto utilizaram os cartões para sacar dinheiro vivo.

    Duvido que alguém, com mais de 60 anos, tenha visto um fato de tal gravidade na Presidência da República. É bem verdade que a maioria dos brasileiros com mais de 60 anos, incluindo juízes e membros do Ministério Público, não têm noção da gravidade da reportagem da Isto É – Dinheiro.

    O que vemos são funcionários sacando milhões de reais ‘cash’ sem prestar contas a quem quer que seja. E qual motivo para os saques ‘cash’? Nenhum motivo porque a entrega de numerário a servidor deverá ser precedida de empenho na dotação própria, para despesas de pronto pagamento. É o que diz a principal lei sobre o conteúdo da comunicação social do Governo, a 4320/64, também conhecida como Lei dos Meios.

    Outro fato importante – que só fiquei sabendo pela Isto É Dinheiro – é a determinação de sigilo sobre esses gastos. Santo Deus: será que não havia um único jornalista em Brasília capaz de dar um alerta sobre isso? Há uma lei específica para dizer o que pode ser sigiloso no Governo. E são poucos assuntos onde o sigilo é permitido. Inaceitável, sob qualquer ponto de vista, é o presidente Lula determinar sigilo nos gastos feitos com cartões de crédito. Ora, o uso desse instrumento é justamente para dar mais transparência ao uso com verba de representação.

    É possível que o assunto esquente nos próximos dias. Mas, é lamentável que o show de Palocci tenha gerado mais atenção pública do que a bandalheira com os cartões de crédito. Que revela duas tendências no atual Governo: uma, criminal, porque rouba diretamente os cofres públicos; outra, política, de tendência fascistóide, porque usa a lei para amoitar os roubos.

    Vamos ver se o jornalismo acorda.

  6. Comentou em 22/08/2005 Mauro Malin

    Pede-se aos seguintes leitores que enviem seus e-mails: Rodrigo Santos, Rodrigo Rodrigues, Robson Freire, Wilson Silva. Não serão aceitos comentários de pessoas que não informem seus e-mails. Obrigado.

  7. Comentou em 22/08/2005 Diogo Santos

    Que somos vistos como ‘bois e vacas’ pela grande mídia agora está mais do que provado.

    Que interesses de coorporações estão por trás das ações da grande mídia, também, está mais do que provado.

    Agora falta, como disse o senador Pedro Simon, descobrir quem são os corruptores, ligar o ventilador, e nós sabemos que pode voar para todo lado.

    Cade todos os dados que o Delcídio Amaral falou que ia cruzar em tal programa de computador e obter os nomes dos envolvidos em todo o esquema? cade?!

    olha, eu não sei quanto a vocês mas eu estou cançado de ser enganado!

  8. Comentou em 22/08/2005 Célio Mendes

    Concordo com o que foi escrito, que a mídia tem feito mais fumaça do que fogo, mas não consigo acreditar que o que tem sido feito possa se creditar apenas a despreparo, açodamento ou concorrência exacerbada pela manchete mais impactante, podem me chamar de ‘teórico da conspiração’, mas sendo conhecedor do fato de que nossa mídia é controlada por algumas poucas empresas que dominam o mercado (Abril no mercado editorial e Globo no audiovisual) acho improvável que estas empresas não se aproveitem de suas posições para direcionarem o noticiário conforme o seus interesses empresariais comprometendo sobremaneira a qualidade da informação que chega ao grande publico, tentam (e conseguem na minha opinião) tanger o publico como faz o vaqueiro com a boiada, resumindo para essas pessoas nós somos como o gado que deve ser conduzido. O gado o é para o matadouro, nós humanos quem sabe para onde.

  9. Comentou em 22/08/2005 Vera Candido

    E não é só isso, Mauro: agora já começaram alguns jornais a desancar o projeto de redução de gastos em campanhas eleitorais pela mídia, que mal ou bem, com que interesses sejam, reduzirá a fortuna paga pelos partidos à própria mídia e aos intermediários, agências, produtoras, etc. Vai acabar ficando tudo como está. Vera

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