Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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Por Mauro Malin em 04/06/2007 | comentários

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Operação Têmis
 
A Folha de S. Paulo apresenta hoje um bom dever de casa. Retoma o noticiário sobre a Operação Têmis, na qual a Polícia Federal acusa juízes federais de São Paulo de formar uma quadrilha para vender sentenças. Se fosse deixado à deriva, o caso terminaria esquecido, como tantos outros, em meio à atual saraivada de denúncias e operações.
 
Dinheiro de campanha
 
Alberto Dines aborda o financiamento de políticos por empreiteiras.  


Dines:
 
Veja não conseguiu provar que as contas pessoais do Senador Renan Calheiros eram pagas pela construtora Mendes Júnior, provou no máximo a sólida ligação entre o presidente do Senado e o lobista Cláudio Gontijo da mesma empresa. Mas quem produziu a mais arrasadora constatação sobre a íntima ligação entre empreiteiras e parlamentares não foi um veículo jornalístico. Foi o Tribunal Superior  Eleitoral. Como base em dados coletados pelo TSE  o Estado de S.Paulo e a Folha de S.Paulo apresentaram, ontem, domingo, diferentes denúncias sobre a mesma aberração. O Estadão, em manchete de primeira pagina, demonstrou que as empreiteiras dominam a Comissão Mista de Orçamento do Congresso. Dos 42 titulares desta comissão-chave para a distribuição de verbas, 28, repito 28, tiveram apoio financeiro direto ou indireto de empreiteiras em suas campanhas eleitorais. Já a Folha foi em outra direção para provar a mesmíssima coisa: quase 55% dos legisladores federais receberam algum tipo de financiamento das empreiteiras para as suas campanhas. Embora não tenha sido manchete, o quadro é  assustador. A única boa notícia é que o trágico Raio-X da corrupção parlamentar foi produzido por um órgão público. A dupla denúncia pode ter sido obra do acaso,  ou até articulada, pouco importa. Importa que neste ambiente sombrio em matéria de honestidade, o cidadão-contribuinte teve afinal uma recompensa: alguém está preocupado com o destino dos seus impostos.


Enfraquecer o Congresso é pior
 
Ilimar Franco constata hoje no Globo que o acúmulo de denúncias que envolvem o Congresso Nacional, como nos casos da Operação Navalha e da Operação Sanguessuga, deixa na sombra o papel de integrantes do Poder Executivo na articulação de esquemas de corrupção. O pior caminho a seguir agora seria reduzir os poderes de fiscalização do Congresso Nacional.


Ligação com o tráfico


A melhor declaração recente sobre criminalidade no Rio de Janeiro está em entrevista de José Pereira de Oliveira Júnior, dirigente da ONG Afro-Reggae, ao Estadão de ontem: “Não conheço ninguém que tenha mais ligação com o tráfico do que a polícia. Quem você acha que traz as armas para a favela?”. Júnior, que foi militar, diz que o Exército não tem preparação para agir em favelas.


Negro na TV pública
 
A Fundação Cultural Palmares, ligada ao Ministério da Cultura, distribuiu documento em que critica a baixa participação de negros e pardos na programação de três emissoras públicas, a TVE, a TV Cultura e a TV Nacional de Brasília. Um estudo que tomou como ponto de partida uma semana de programas das emissoras mostrou baixos percentuais de programação com temática sobre raça ou cultura negra. Nos três canais, o número de jornalistas brancos, ou eurodescendentes, como os chama o estudo, chega a 93,3%. O de apresentadores, a 88,6%. As outras categorias usadas no trabalho são afro-descendentes e índio-descendentes.
 
Duelo no ar e nos cabos
 
O Estadão fala hoje de um duelo entre redes de televisão e companhias telefônicas em evento na Bahia, no fim de semana. É interessante ver como o desentendimento entre essas grandes estruturas libera informações importantes, que vão desde dispositivos legais até o regime tributário. As tevês dizem que têm o fardo da propaganda eleitoral e partidária obrigatória. As teles trocariam esse fardo pela carga de tributos, que dizem chegar a 41%. Na Folha, a notícia sobre o mesmo evento aponta para um acordo entre os dois setores que estaria sendo articulado na Câmara dos Deputados.


Que fale a Justiça
 
A Folha dá hoje entrevista do presidente do Conar, Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária, Gilberto Leifert. Ele diz que restrições à publicidade contrariam a Constituição. O foro que discute a constitucionalidade de leis e atos de governo é o Supremo Tribunal Federal. Seria instrutivo ver a questão da publicidade de álcool chegar à mais alta instância do Judiciário.


A voz do poder
 
Em entrevista ao Estadão, um deputado governista da Venezuela, Ismael García, acusa a emissora estatal VTV de só transmitir informações e opiniões que algumas pessoas do governo de Hugo Chávez consideram adequadas.

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