Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

Programa nº 74

Mauro Malin

>>Dusseldorf e Barcelona
>>Concorrência na TV

Por Mauro Malin em 16/08/2005 | comentários

Ouça aqui

Download

Dusseldorf e Barcelona


Duda, da Dusseldorf, e Toninho, da Barcelona, são as estrelas do noticiário desta terça-feira, 16 de agosto. Tudo em torno de tenebrosas transações.


Nassif critica Veja


Os conflitos transbordam do proscênio para outras partes do palco midiático. O jornalista Luís Nassif rebate hoje ataque que lhe moveu o colunista da revista Veja Diogo Mainardi. Nassif questiona os ares de jornalista dados a Mainardi por Veja. E critica o processo de edição da revista.



O partido de Lula


A mídia deixou deixou passar sem reparos trecho inicial do discurso do presidente Lula na sexta-feira. No entanto, nesse trecho está contida, numa cápsula, toda a explicação para o que está acontecendo agora. Eis o trecho: “Em 1980, no início da redemocratização, decidi criar um partido novo que viesse para mudar as práticas políticas, moralizá-las e tornar cada vez mais limpa a disputa eleitoral no nosso país”.


Lula dá a idéia de que todos os políticos em 1979, quando começou a ser criado o PT, e em 1980, participavam de modo imoral e sujo da vida pública. Convém relembrar alguns nomes da política da época: Ulysses Guimarães, Franco Montoro, Miguel Arraes, Leonel Brizola. Fizeram pela redemocratização talvez mais do que Lula. Na bancada federal paulista do PMDB figuravam Alberto Goldman, Audálio Dantas, Freitas Nobre. Todos faziam política de modo sujo? Ou era a própria política que sugeria a Lula a idéia de sujeira?


Finalmente, obrigado a fazer política desde que assumiu a primeira prefeitura, de Fortaleza, em 1985, o PT de Lula, que queria fazer política de modo diferente, entendeu erradamente que fazer política era fazer sujeira.



Concorrência na TV


O Alberto Dines saúda o advento de novo ciclo de concorrência entre telejornais, critica a incursão do presidente Lula no assunto índices de audiência e anuncia o cardápio do Observatório da Imprensa na televisão desta noite.


Dines:


Mauro, repara que o nosso telejornalismo, a partir de ontem à noite, entrou em nova fase. A estréia do tele-jornal do SBT criou finalmente um mínimo, um mínimo de diversidade. Agora temos efetiva competição em nossos televisores. O nivelamento não se faz mais por baixo. Isto é bom para todos.


Mas ruim, muito ruim, foi a entrada do presidente Lula na competição entre Silvio Santos e a família Marinho. Onde já se viu um Chefe de Estado, supremo magistrado, meter-se numa disputa por audiências? Se não gostou do resultado da última pesquisa eleitoral do DataFolha, o presidente não deveria envolver-se com Ibopes. Se um estadista está enrascado numa tremenda crise institucional não deveria meter-se numa disputa comercial em busca de audiências. Amanhã poderá ser acusado de favorecimento. A verdade é que Duda Mendonça foi rifado mas o espírito do marketing continua a dominar as ações da presidência da República.


Os correspondentes estrangeiros não estão entendendo nada. E são os correspondentes estrangeiros que estarão hoje à noite no Observatório da Imprensa. Confira com eles o que mundo pensa sobre a crise brasileira. Às 10 e meia na rede da TVE e às 11 da noite na Rede Cultura.


Argentina ajuda


O governo argentino deve anunciar hoje que a economia cresceu nove por cento no primeiro semestre, o que projeta previsão de crescimento de 6% em 2005. Os mais otimistas falam em 7%. A notícia está no Clarín. Isso significa um PIB de 108 bilhões de dólares no segundo semestre, superior ao de 1998, antes da recessão e da crise de 2001. É um dado que ajuda a economia brasileira.


Abaixo o Minhocão


Notícia alvissareira publica hoje a Folha de S. Paulo: o prefeito José Serra pediu estudos sobre como seria a demolição de parte do Minhocão, um pavoroso viaduto construído por Paulo Maluf no antigo Centro de São Paulo. O projeto foi feito por Faria Lima para atender um cardeal-arcebispo, por sinal o saudoso cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcellos Motta, que queria evitar o deslocamento da arquitetonicamente bisonha igreja da Consolação. No Rio de Janeiro, durante o Estado Novo, a soberba igreja oitocentista de São Pedro de Alcântara foi demolida para a passagem da medonha Avenida Presidente Vargas.


O Minhocão piorou a devastação de toda uma área da capital paulista. É um símbolo de muita coisa nefasta. Uma boa causa para a mídia seria a discussão de sua demolição.

Todos os comentários

  1. Comentou em 19/08/2005 geraldo moura da silveira

    Caro Mauro, além de ajudar a economia brasileira, a Argentina deveria servir de modelo ao Brasil. Kirchner peitou a potência hegemônica e o FMI, caloteou 75% da dívida e – contrariando os Consensistas – retomou um desenvolvimento sustentável sem servilismo. Restabeleceu o sentimento de soberania meio perdido no povo argentino, alçou-se condição`de verdadeiro líder latino-americano e está c… para a confiança dos mercados. E o mercado aos poucos vai aderindo ao seu plano de pagamento. Torço para que Tabaré Vasquez siga o mesmo caminho no Uruguai. Quanto ao Brasil, depois do malogro do PT, não tenho muita esperança. O PSDB vem aí para terminar o serviço. Da privataria e da dívida. Queria lhe informar que o ‘Hitler de Santa Catarina’ é o senador Bornhausen, aquele dos 5 bilhões de dólares supostamente evadidos via Banestado e Araucária, lembra? O MP Federal entrou com ação penal em 2003. Para tentar intimidar o procurador, o distinto senador moveu queixa-crime de calúnia contra ele. Em sede de habeas corpus, o Supremo trancou a ação, por falta de justa causa. Eis uma suma da biografia do ‘Hitler de Santa Catarina’! O que acha?

  2. Comentou em 17/08/2005 Rafael Belincanta

    O Hitler de SC ao qual se referiu o amigo do RS é o Jorge Bornhausen, acredito.

  3. Comentou em 17/08/2005 Renato Colombo

    É impressionante o tiroteio da mídia contra o governo Lula. Alguns oportunistas já pedem a cabeça do presidente, antes mesmo de terminar a investigação em andamento. Por oito anos silenciaram as falcatruas e as safadezas do governo FHC, ACM, BORNHAUSEN, JADER BARBALHO, MAIA… e por aí a fora, e agora, em uníssono, instigam as massas desavisadas à derrubada de Lula. Seria tudo isso uma revanche à frustrada tentativa do governo Lula em criar o Conselho de Jornalismo (que iria acabar com a ditadura dos proprietários da imprensa)? Qual a liberdade de imprensa que eles defendem: a do jornalista empregado ou a do patrão? Chega de ver presidente, governadores, prefeitos, senadores e vereadores eleitos pela mídia. Onde estavam estas ‘vestais imaculadas da moralidade’ no governo FHC Uma pergunta que precisa de resposta. Onde FHC meteu toda a dinheirama das privatizações? No tempo de FHC todas as semanas acontecia acidente na Petrobrás. Era plataforma afundando, navio vazando. Aconteceram mais de 30 acidentes. Por que esses acidentes pararam de acontecer? Na época, não seria um modo de desvalorizar esta empresa para depois dar de presente aos amigos do ACM, FHC, SERRA e o HITLER de Santa Catarina?

  4. Comentou em 16/08/2005 Bruno Langeani

    Mainardi está para Veja como
    Barbara Gancia está para a Folha.

    acusações sem provas e opiniões polêmicas,

  5. Comentou em 16/08/2005 Mauro Malin

    Uma retificação. O projeto do Minhocão não foi feito ‘para preservar a Igreja da Consolação’, como eu escrevi e li há pouco. O final dele, a emenda com a chamada ligação Leste-Oste, é que o foi, dando lugar à Praça Roosevelt, uma das grandes aberrações urbanísticas de São Paulo.

Programas Anteriores

1 2 3 4 5 última

1 de 2625 programas exibidos

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem