Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

Programa nº 1578

>>A falta de sustentabilidade na gestão
>>Pregando para convertidos

Por Luciano Martins Costa em 27/06/2011 | comentários
Texto de apoio: 'Relatório do Inquérito Policial Militar (IPM), setembro de 1954', in Textos de História do Brasil, vol. VI, pg. 783

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A falta de sustentabilidade na gestão

Mais de 30% de todas as empresas globais ainda são administradas segundo critérios inadequados, considerando-se o estado do mundo, as novas tecnologias e o conhecimento que recomenda a busca da sustentabilidade.

A conclusão foi apresentada em pesquisa da área de Mudanças Climáticas e Sustentabilidade da empresa de consultoria KPMG e é tema de reportagem curta na seção Planeta do Estadão desta segunda-feira, dia 27.

O levantamento foi feito com executivos dos Estados Unidos e Canadá, além de representantes da Europa, América Latina, Ásia Pacífico, África e Oriente Médio.

Os números revelam que a economia mundial carrega um peso negativo equivalente a um terço das empresas, que não fazem esforços metódicos para combater os problemas ambientais e sociais ligados aos negócios.

Segundo o estudo, essas empresas não aplicam estratégias de crescimento adequadas às atuais circunstâncias e, com isso, comprometem a sustentabilidade dos empreendimentos e deixam de contribuir para as ações de mitigação dos problemas globais.

Embora seja do senso comum que todas as iniciativas de produção devem levar em conta a necessidade de reduzir seus efeitos sobre o meio ambiente, por exemplo, ainda é grande o número de empresas que não buscam esse tipo de eficiência.

No entanto, o estudo revela que tem havido alguma evolução.

Em sua versão anterior, realizada em 2008, o número de empresas que declarava estar realizando algum esforço pela sustentabilidade representava 50% dos consultados.

Na pesquisa atual, 60% das companhias abordadas afirmam que estão aplicando estratégias para a sustentabilidade corporativa.

Entre as que não dispõem de uma estratégia nesse sentido, 70% afirmam que deverão estar atuando de maneira sustentável num prazo de um a cinco anos e 25% não têm uma perspectiva clara de quando estarão mudando sua gestão.

O levantamento indica também que quase 50% dos executivos acreditam que a implementação de programas de sustentabilidade deverá contribuir significativamente para o desempenho da empresa, por meio da redução de custos ou aumento da rentabilidade.

Segundo fonte citada pelo Estado de S.Paulo, a maioria das empresas entende o que precisa ser feito, mas precisa de apoio na construção de sistemas de informação para avaliar os ganhos com estratégias de sustentabilidade.

Pregando para convertidos

A própria KPMG, em estudo divulgado através de seu site, abordava recentemente a necessidade de as empresas de todos os tipos levarem em conta a complexidade do estado do mundo em suas decisões de gestão.

Segundo essa visão, métodos tradicionais de gestão, que costumam isolar as decisões empresariais de seus contextos físicos, sociais e culturais, não são mais adequados para garantir a continuidade e o progresso dos negócios.

Essas observações (que podem ser obtidas em inglês no site da organização – https://www.kpmg.com/BR/PT/Estudos_Analises/artigosepublicacoes/Documents/Confronting_Complexity_Research_Findings_and_Insights.pdf) servem também para empresas de jornalismo, que têm justamente o estado do mundo como matéria prima de seus produtos informativos.

No entanto, o que se observa é que as empresas jornalísticas são capazes de assumir eventualmente como verdadeiros e bem fundamentados os alertas sobre a necessidade de buscar a sustentabilidade, mas nem sempre aplicam esses princícpios em sua própria gestão.

Algumas empresas jornalísticas, como aquela que publica o jornal O Estado de S.Paulo, já desenvolvem estratégias em busca da sustentabilidade e até fizeram mudanças em seus sistemas de balanços, adotando os relatórios que contabilizam emissões de carbono e outros quesitos de controle ambiental.

No entanto, o tema ainda não está devidamente implantado nas prioridades do negócio jornalístico,.

Um exemplo disso é a própria reportagem sobre a pesquisa da KPMG.

Isolado numa seção que costuma tratar do tema ambiental, o texto deperdiça oportunidades de leitura por parte do público ao qual seria naturalmente destinado.

Se o jornal estivesse realmente comprometido com aquilo que está publicando, reportagens sobre sustentabilidade das empresas deveriam ser publicadas no caderno de Negócios, e não isoladas nos nichos destinados ao leitores já convertidos à causa ambiental.

Se o tema é assim tão importante como afirmam alguns textos, deveria cobrir transversalmente todo o noticiário, da primeira à última página.

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