Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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>>A imprensa nos palanques
>>Professor Bonner

Por Mauro Malin em 29/09/2006 | comentários

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Ausências


Os principais jornais dão hoje grande destaque à ausência do presidente Lula do debate da Globo. Será que aconteceu algo semelhante em 1998, quando Fernando Henrique recusou-se a participar?


Adendo às 20h22


O diretor de redação do Globo, Rodolfo Fernandes, faz a seguinte crítica à nota acima:


 

Você faz uma indagação hoje na sua coluna cuja resposta não é possível dar: não dá para comparar o debate de ontem  com 1998 e a propalada recusa do FH em participar de um encontro desse tipo. Pelo simples motivo de que não chegou propriamente a haver um debate naquela eleição. A TV Globo nem chegou a organizar um e, pelo que me lembro, nem a TV Bandeirantes. O motivo: a legislação eleitoral mudou de lá para cá, facilitando a organização de debates sem a participação de todos os candidatos. Em 1998, vale lembrar, eram nada menos que 12 candidatos, a na época era obrigatória a presença de todos – ou seja, jamais a TV Globo organizaria um encontro desses, seria impossível até formular regras para isso. Nem o Osvald de Souza…

 

A imprensa, que já está num fogo cruzado danado na eleição de agora, não merece a culpa por algo que não fez.’

Trevas paroquiais


Os jornais mencionam de raspão a falta de luz na praça onde Lula fez o comício de São Bernardo, cidade governada por um aliado de José Serra, William Dib. É golpe baixo.


A imprensa nos palanques


Alberto Dines diz que nesta eleição não se discutem os problemas brasileiros, discutem-se manchetes.


Dines:


– No encerramento do debate da Globo entre os candidatos à presidência, ontem à noite, o jornalista William Bonner agradeceu aos presentes mas esqueceu de mencionar o ausente nem mostrou a cadeira vazia. Nota zero neste quesito. E o presidente Lula, fez a opção correta ao preferir o comício em São Bernardo do Campo ao debate com os adversários? Isso só se saberá nas sondagens de sábado e domingo, ou quando as urnas começarem a despejar os resultados no domingo à noite. De qualquer forma, o noticiário de hoje e de ontem não foi nada favorável ao candidato-presidente: a Polícia Federal concluiu que o assessor de Aloisio Mercadante foi o responsável pela entrega do dinheiro aos compradores e divulgadores do Dossiêr-Vedoin. Isso talvez não tenha muita repercussão junto ao eleitorado cativo do presidente. Mas certamente trará graves conseqüências no plano jurídico e legal. Com as novas conclusões da Polícia Federal, a imprensa volta a ser empurrada para os palanques: IstoÉ fica mais encalacrada e a tropa de choque do governo voltará a criticar a imprensa pela intensidade da cobertura do escândalo. Nesta eleição, não se discutem os problemas brasileiros, discutem-se as manchetes.



Professor Bonner


Para tomar sua decisão de não ir ao chamado ‘debate’, o presidente Lula aplicou o mesmo método usado pela Rede Globo em suas decisões estratégicas (e táticas): pesquisas de opinião pública.


Se não dá para dizer como isso afetará o voto no próximo domingo, uma coisa ficou evidente: a iniciativa circense da Globo murchou sem a presença da principal estrela. De todo modo, o horário tardio não contaria com grande audiência.


Na abertura, o apresentador William Bonner disse:


– Aqui no bairro de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, nós teremos a partir a partir de agora mais uma oportunidade de avaliar os planos e as idéias dos candidatos à presidência da República.


Mauro:


– Piedosamente, concedamos que os candidatos presentes ao chamado “debate” têm idéias melhores do que as que foram apresentadas. O formato teve vários defeitos. Além de ficar parecendo uma “escolinha do professor Bonner”, com os candidatos indo e voltando para suas carteiras, como escreve hoje Nelson de Sá na Folha de S. Paulo, não se previram restrições a agressões contra alguém ausente. E as houve.


Recordar é morder


Mônica Bergamo tira dos arquivos, na Folha de hoje, a informação de que em 1994 a empreiteira Odebrecht, integrante do consórcio de empresas contratadas para construir o metrô de Brasília, pagou despesas da campanha ao governo do Distrito Federal de Cristóvam Buarque, então petista. O PT concordou em receber duzentos mil reais por intermédio de Paulo Okamotto, hoje presidente do Sebrae.


Releitura engajada


Os jornais deram destaque à capa da revista The Economist desta semana, que sai com foto de Lula e Chávez e pergunta: quem lidera a América Latina? O Valor traduziu o editorial e resumiu uma reportagem especial de balanço do governo Lula. A Folha fez um pequeno resumo em que só aparecem os pontos negativos da reportagem. O Estadão fez um resumo maior, mas também seletivo, tratando principalmente dos casos de corrupção.


A The Economist não demoniza Lula. Diz que ele perdeu o brilho e terá dificuldades para governar num segundo mandato, caso seja reeleito. É mais objetiva do que dão a entender os resumos da Folha e do Estadão.


Adeus, Hemingway


Depois de Günter Grass, que em recente autobiografia revelou ter se alistado na tropa SS nazista, cai do pedestal um escritor com grande influência no jornalismo moderno: Ernest Hemingway. O noticiário de hoje aborda cartas em que ele se vangloria de ter matado, após o fim da Segunda Guerra Mundial, 122 prisioneiros alemães desarmados. Hemingway se suicidou em 1961.


TV no celular


Daniel Castro noticia hoje na Folha que a TV por assinatura chega ao telefone celular. É o início de uma revolução que em alguns anos vai mudar todo o quadro da mídia no país.


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