Sábado, 18 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

Programa nº 85

Mauro Malin

>>A insinceridade de Lula
>>TV digital

Por Mauro Malin em 31/08/2005 | comentários

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A insinceridade de Lula


Hoje é dia 31 e o mês de agosto se despede. O quadro em que as instituições funcionam e o presidente da República luta para se defender, ainda que na base da insinceridade, instala o país numa espécie de normalidade emergencial. É preocupante que o presidente Lula continue se esquivando de uma discussão aberta sobre os problemas revelados no governo e no PT. Lula insiste em dar maior peso às denúncias não comprovadas do que às malversações evidentes. A qualquer momento pode vazar, por um dos muitos buracos abertos, alguma nova denúncia que afete este equilíbrio precário. Severino Cavalcanti faz o jogo do atraso, e beneficia o governo. E a situação de José Dirceu se complica. A do ministro Palocci não é das melhores.



TV digital


O editor do Observatório da Imprensa online, Luiz Egypto, destaca uma inesperada tomada de posição do ministro das Comunicações, Hélio Costa, sobre a televisão digital.


Egypto:


– O Comitê Consultivo do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) reuniu-se em Brasília, na segunda-feira, com a presença do ministro das Comunicações, Hélio Costa. Nesse encontro, o ministro declarou-se francamente favorável aos estudos para o desenvolvimento de modelos de negócios e serviços adaptados à plataforma digital. Essa posição foi uma surpresa para alguns setores do segmento audiovisual, que tinham uma outra imagem do ministro.


A certa altura, ele disse: “Para ver em alta-definição simplesmente o que já temos no ar, então não é preciso alta-definição”. E os integrantes do comitê perceberam nisso um sinal do governo em direção a algo capaz de promover a dinamização do setor e o atendimento de importantes demandas sociais. O fato é que estamos diante de uma oportunidade única para criar modelos adequados de conteúdo – e de ação social – no âmbito da tecnologia digital. Isto poderá colocar o país na vanguarda do desenvolvimento da TV digital no mundo. E o tempo urge.


Este é um dos tantos assuntos da edição online do Observatório.


A causa secreta


O Alberto Dines mencionou ontem no programa de televisão do Observatório da Imprensa um paradoxo: a Veja desta semana celebrou na carta aos leitores uma vitória obtida no Supremo Tribunal Federal contra um advogado que movera processo à revista sob a acusação de que uma reportagem afetaria a segurança nacional. O voto contra a censura do ministro Celso de Mello foi comemorado pela revista e aplaudido por outros veículos, mas ninguém disse o nome do advogado nem qual foi a peça objeto de ação no Supremo. Os leitores não podem nem sequer apoiar a revista, por desconhecer o que aconteceu.


O pedido de processo penal tinha como alvos o presidente do Conselho de Administração da Veja, Roberto Civita, o jornalista Marcelo Carneiro e o colunista Diogo Mainardi. O texto que mobilizou o autor do pedido, advogado Celso Marques de Araújo, foi publicado por Mainardi em 3 de agosto sob o título “Quero derrubar o presidente”.


Floração de blogs


Ontem a discussão no Observatório na televisão foi sobre a inovação provocada pelos blogs na crise do “mensalão”. Surgiu um blog com o nome de Marcos Valério, mas a notícia dada pelo Globo Online não esclarece se o autor é o próprio ou algum gaiato, o que é mais provável. O Ancelmo Gois noticia hoje no Globo a criação de um blog de Amigos do Zé Dirceu. Nesta guerra entram todas as armas.


Maquiagem de produtos


Assunto que a mídia trata de modo ainda relativamente tímido: o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, do Ministério da Justiça, puniu 32 empresas em processos de maquiagem de produtos alimentares, de limpeza, higiene, perfumaria e medicamentos. A Unilever foi a empresa que sofreu o maior número de punições, sete. Seguem-se Nestlé e Kraft Foods, PepsiCo do Brasil, Carrefour, Gillette do Brasil, Bauducco e Laboratório Farmaervas. A Johnson & Johnson anunciou que vai recorrer à Justiça contra a multa aplicada.



A entrevista falsa do Gugu


O apresentador do SBT Gugu Liberato fez acordo com o Ministério Público de São Paulo, para encerrar uma ação civil. Vai pagar multa de R$ 750 mil, em 12 parcelas, por ter apresentado em 2003, no programa Domingo Legal, uma entrevista forjada com falsos integrantes de uma facção criminosa paulista, um desses comandos organizados nas cadeias. Atores encapuzados faziam ameaças a apresentadores de outras emissoras de televisão. Apologia ao crime e um primor de irresponsabilidade. Gugu Liberato ainda responde a processo criminal.

Todos os comentários

  1. Comentou em 03/09/2005 JC Pereira

    Você escreveu: ‘A Unilever foi a empresa que sofreu o maior número de punições, sete’.
    Desinformou! Propositalmente? A Nestlé teve __nove__ punições.

  2. Comentou em 01/09/2005 diogo santos

    to preocupado. cade o audio?!

  3. Comentou em 31/08/2005 Carlos Vasconcellos

    Foi a nossa capa da Economia aqui no Globo. Informando num quadro o nome das empresas e os produtos maquiados.

  4. Comentou em 31/08/2005 Célio Mendes

    O ministro Hélio Costa deve uma satisfação à sociedade sobre seu posicionamento frente à adoção de software livre pelo governo federal, programa que estava em desenvolvimento na gestão anterior e que pelas demonstrações dadas até agora pelo Sr. ministro deve ser abortado ou colocado em ‘banho maria’. Pelas somas envolvidas em pagamento de licenças a empresa monopolista do setor, nós pagadores de impostos merecemos pelo menos uma justificativa.

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