Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

Programa nº 430

Mauro Malin

>>Banco do Brasil
>>Museu da Maré

Por Mauro Malin em 05/01/2007 | comentários

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Folga menor


O presidente Lula resolveu abreviar a folga do primeiro escalão do governo. Mais um episódio em que críticas da mídia influem, presume-se que positivamente, no andamento da vida pública do país.



Álcool inconfiável


Os produtores de álcool brasileiros continuam pouco confiáveis, como aconteceu nas últimas décadas sempre que puderam forçar o aumento dos preços. Em microeditorial, o Globo prognostica que o governo, mais uma vez, não tomará as providências anunciadas para evitar aumentos.


Banco do Brasil


O Alberto Dines diz que a imprensa deveria ter sido a primeira a questionar uma campanha publicitária do Banco do Brasil, mas não o fez. Fala, Dines.


Dines:


– A quem cabe discutir uma discutível campanha publicitária? E a quem cabe defender o patrimônio e a imagem de um banco público como o Banco do Brasil? Nos dois casos, a resposta é: a imprensa. Mas como é que a imprensa pode discutir uma campanha que ela própria vai veicular sem colocar em risco o seu faturamento como empresa? Pois é: como a imprensa demorou em perceber o desperdício de dinheiro representado pela nova e milionária campanha de anúncios do Banco do Brasil quem saiu em defesa da instituição foram os seus funcionários, os bancários. Eles não gostaram da idéia de trocar o nome na fachada de trezentas agências em dez estados brasileiros. No lugar da marca tradicional as agências seriam rebatizadas de Banco do João, Banco da Maria, Banco do Raimundo, Banco da Ana com o mesmo desenho e cores do original. Mais tarde, evidentemente, os painéis das fachadas serão novamente trocados. Os bancários condenam o custo da brincadeira publicitária e não concordam com o desrespeito a uma marca que em 2008 completará duzentos anos de existência. Aliás, o pretexto para a campanha é justamente iniciar as comemorações para o ducentésimo aniversário do banco. A imprensa pode até defender a validade comercial e mercadológica da campanha, mas não pode ser a última a divulgar as discordâncias que está gerando. Fica parecendo que a imprensa não tem coragem para enfrentar os anunciantes. E convenhamos: às vezes não tem mesmo.



Na internet, não colou


A rádio CBN noticiou reclamações de internautas que também não gostaram da idéia. Acharam que estavam diante de pirataria na rede. Essa tal publicidade foi daquelas que entram na história pela porta dos fundos.


À venda


Ancelmo Gois informa hoje que a revista IstoÉ está à venda. E menciona dois candidatos: Nelson Tanure, que já controla os títulos Jornal do Brasil e Gazeta Mercantil, e arrendou a rede de televisão CNT, e o banqueiro Daniel Dantas.


Museu da Maré


O historiador Luiz Antônio de Oliveira é um dos coordenadores do Museu da Maré, uma favela do Rio de Janeiro. Ele participou em dezembro, em São Paulo, do I Fórum Brasil Memória em Rede e destaca a ajuda recebida da mídia para divulgar a atividade do Museu, inaugurado no ano passado.


Luiz Antônio:


– Ultrapassou muito as nossas expectativas. Dois dias antes já estavam ligando para entrevista, para ir no local. Um dia antes saiu cobertura. No dia, também, programas de rádio… Para a gente foi uma alegria. Porque ao mesmo tempo em que a imprensa chegava lá e falava: “Como é que vocês trabalham?” “A gente trabalhar com objetos que são doados por moradores”. Junto a isso tinha morador chegando com objeto. Então, não era uma fala abstrata. Concretamente aconteceu lá. Foi muito rico. E a imprensa fez uma cobertura muito generosa, muito legal. Abriu até uma perspectiva de discussão sobre museu na favela. “Ah, estão glamurizando a favela”. Nada disso. Então, serviu para a gente discutir isso, também. Ninguém quer glamurizar a favela, e sim fazer ali um processo de patrimônio histórico local. Faz parte do país, está integrado. É um trabalho cultural de identificação com o espaço. E daí se vê todo um trabalho de integração dos meninos, dos jovens, dos velhos.


Mauro:


– A colaboração da imprensa permitiu atingir um número elevado e diversificado de visitantes.


Luiz Antônio:


– Batemos sete mil visitas quando o museu fez seis meses. É importante constatar que uma massa grande da comunidade está indo ao museu, e grupos de fora. Muitos grupos de fora. Ônibus que são fretados, de universidades particulares, outros museus estão vindo ao Museu da Maré. E essas visitas são muito interativas, porque as pessoas narram, escrevem, no final, seus sentimentos em relação ao museu, à visita.

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  1. Comentou em 08/01/2007 Irineu Pedro Carniato

    Olá, Falar sobre segurança é algo que tem que ser pensado e discutido em todos segmentos da sociedade. Hoje o Brasil vive um dilema nacinal, não é só Rio de Janeiro, todo o país vive este dilema de insegurança. Não basta só reprimir é preciso apontar as causas na sua raiz e começar atuar já. As instituições policiais brasileiras foram esquecidas por muito tempo não se envestia em qualidade e sim em quantidade, fruto de uma didatura que perdura até hoje. É preciso investir em qualidade e dar autoridade para que os policiais possam trabalhar. Só para refletir (a única autoridade no meio policial é o Delegado de Policia, os demais são apenas meros servidores transvestidos de policiais) é preciso formar bons policiais , mas acima de tudo dar-lhes autoridade para que os mesmo atuem de maneira ordeira e civilizada e que busquem acima de tudo aperfeçoamento e auto-estima e compremetimento nas ações policiais. Na verdade no Brasil na área de segurança Pública e na educação sempre se pensou em quantidade, nunca em qualidade, tem que primeniramente valorizar o pessoal humano e formar sempre um excelente profissional e valorizar acima de tudo a profissão e dar condições que executem as leis, como se fossem ‘Delegados’, não adianta o policial estar na rua combatendo o crime iniciando uma ocorrência sendo que não será dado continuidade, ‘Pois..’

  2. Comentou em 06/01/2007 Marnei Fernando

    Folga menor —> Não creio que foram as críticas da imprensa que fizeram o presidente tomar a decisão de diminuir as férias dos ministros… O presidente, mais do que nós, sabe da irrelevãncia da crítica da mídia. Você presumir equivocadamente malin. Álcool inconfiável —> Que os produtores de álcool brasileiros continuam pouco ou nada confiáveis não há dúvidas. Agora, o que está mais que provado é que em micro, macro ou megaeditorial, qualquer prognóstico do e da Globo não merecem qualquer crédito. Banco do Brasil —> Sou publicitário e achei a campanha do BB muito boa… O Banco do Brasil é o banco de todo brasileiro… é seu é meu é do João é da Maria… a idéia é boa e louvável… A mídia como sempre dando pitacos preconceituosos como sempre… Será que se a campanha tivesse o Ronaldo Fenômeno e dissesse Banco do Ronaldo a mídia se importaria tanto? Se fosse Banco da Hebe Camargo teria tantos comentários contra? Mas se o banco é do Zé aí tem… Revista IstoÉ está à venda —> Uma pena muito grande… rogo a Deus que ela não caia nas mãos do golpista Daniel Dantas…

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