Domingo, 16 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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>>Capitanias
>>Ferramenta contra a complacência

Por Mauro Malin em 01/09/2006 | comentários

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IBGE sem cabresto


Nada mais previsível do que as manchetes politizadas sobre o modesto crescimento do PIB. Essa exploração já está desgastada e prejudica uma discussão mais séria sobre os rumos da economia. Importante, para as instituições, é que o IBGE tenha divulgado sem constrangimentos seus dados, em pleno período eleitoral. Não ocorreu, como se chegou a temer, uma domesticação do Instituto pelo governo federal.


Capitanias


Alberto Dines lamenta a aposentadoria precoce do Conselho de Comunicação Social, durante o governo de um partido que agora quer discutir a democratizar da mídia.


Dines:


– Ainda sobre o projeto da “democratização da comunicação” que o PT incluiu no programa de governo caso o presidente Lula seja reeleito. Ontem lembramos que nos últimos quatro anos o governo federal agiu na direção diametralmente oposta àquela que agora pretende adotar. O caso mais clamoroso foi a aposentadoria precoce do Conselho de Comunicação Social orquestrada pelo senador José Sarney e executada pelo imortal Arnaldo Niskier. O Conselho era apenas um órgão consultivo do Congresso, não tinha poder efetivo, mas durante o seu único mandato começou a discutir seriamente a questão da concentração da mídia no Brasil, coisa que jamais se fez em nosso Legislativo. É preciso lembrar que o senador José Sarney é um poderoso coronel eletrônico no seu estado natal. Se um eventual novo governo petista vai mesmo democratizar a comunicação no país, como é que ficarão as capitanias de mídia que prosperam pelo país afora?


Corrupção e mídia


Escutas telefônicas da Polícia Federal detectaram grande interesse de lobistas por concessões de rádio. As escutas foram feitas nos marcos da Operação Vampiro, que investiga fraudes em licitações de hemoderivados. A notícia está hoje no Painel da Folha. Negócios de mídia fazem parte do panorama brasileiro de corrupção pública e privada.


Discussão, só fora das campanhas


A campanha eleitoral propriamente dita é, como se sabe, um deserto de idéias ao som de sanfoneiros, marchinhas e até o primeiro tema da Quinta Sinfonia de Beethoven, que não merecia o ingrato destino tropical de ser trilha sonora de um partido fascistóide farsesco como o Prona. Por contraste, jornais importantes publicam cadernos temáticos especiais, como é o caso hoje do Estadão, sobre crescimento econômico, e do Globo, sobre segurança pública. Os principais veículos de comunicação têm promovido debates com os candidatos, individualmente. Aproveitam o período eleitoral para tentar extrair algumas idéias e compromissos.



Blog jurídico-eleitoral


O site Consultor Jurídico criou no portal do Estadão um blog coletivo de acompanhamento das eleições. Ontem informava que a Justiça Eleitoral paulista não considera pejorativa a expressão “Dança da Pizza”, relativa à comemoração protagonizada pela deputada Angela Guadagnin quando seu correligionário petista João Magno foi absolvido de mensalismo. E, como seu uso fica assim liberado, o blog repete a expressão várias vezes e ainda dá ao leitor um link para assistir ao famoso vídeo. O Consultor Jurídico diz também que a Justiça Eleitoral vai fiscalizar a prestação de contas de almoços e jantares de arrecadação de fundos para campanhas em São Paulo.


Ferramenta contra a complacência


O empresário Horacio Lafer Piva, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, escreveu para o Observatório da Imprensa uma crônica em que sintetiza sua relação com a mídia desde os tempos da faculdade. Piva diz que não anda muito feliz com o que lê e ouve. O ex-presidente da Fiesp fica arrepiado “com o caminho de execução sumária que a imprensa faz de todos que não lhe pareçam vestais, e que porventura tenham tido, verdade ou não, algum indício de crime”. E continua Piva: “A imprensa é um pilar da democracia, e para quem, como eu, acredita na mobilização da sociedade como essência da resposta para este país, é a ferramenta da democracia que, junto com educação, tirará o brasileiro de sua letárgica complacência’. Leia aqui o texto de Horacio Lafer Piva.


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