Sábado, 15 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
Menu

Programa nº

>>Cenário palaciano
>>Eleitor vigilante

Por Mauro Malin em 11/08/2006 | comentários

Ouça aqui

Download

Temporada marqueteira


Vai começar nova temporada de marquetagem eleitoral. O interesse pelo horário obrigatório parece ter-se reduzido, mas ele ainda é o mais universal dos veículos nas campanhas políticas.


Cenário palaciano


Alberto Dines mostra como poucas vezes o oficialismo da TV Globo ficou tão claro como na entrevista de ontem com o presidente Lula.


Dines:


– O presidente Lula tem repetido sempre em tom de blague que em determinados momentos não sabe distinguir se é Chefe da Nação ou candidato à reeleição. Ontem, no Jornal Nacional, esta perigosa ambigüidade ficou evidenciada com toda a clareza e para todo o país. Se Luís Inácio Lula da Silva estava sendo entrevistado como candidato para um mandato na presidência da República, por que razão a entrevista foi realizada no Palácio do Planalto [correção em 13/8: da Alvorada] e não nos estúdios da TV-Globo como aconteceu com os demais concorrentes ao próximo pleito? Se os entrevistadores designam os entrevistados com o título de “candidato”, por que então este candidato é entrevistado na sede do governo, o mais importante gabinete do país? Afinal, quem estava no Jornal Nacional, o presidente Lula ou o candidato Lula? E se foi o candidato, foi uma decisão errada que abriu um precedente extremamente perigoso. Naquele local, mesmo que não queiram, os entrevistadores sofrem uma natural coação. Se Lula, o candidato, sobe em improvisados palanques pelo Brasil afora, por que razão não foi aos protegidíssimos estúdios da Globo no Rio de Janeiro? É preciso reconhecer que William Bonner e Fátima Bernardes fizeram algumas perguntas duras ao presidente. Mas, reconheça-se também que foram muito mais duros com Alckmin ou Cristóvão Buarque. Na bancada do Jornal Nacional não ficariam tão intimidados.


Eleitor vigilante


Antes das eleições o Congresso não punirá envolvidos com a máfia das ambulâncias. Mas novos fenômenos do jornalismo em período eleitoral poderão fazer com que o castigo venha do eleitor, acredita o jornalista do Globo José Casado, que trabalha na cobertura da campanha.


Casado:


– Você tem problemas na cobertura jornalística desta eleição, mas acho que você tem grandes novidades. Uma delas é o papel crescente do jornalismo regional. Porque os jornais regionais passaram a ter sites, e transferem para o seu público um tipo de informação que até então não chegava aos leitores do jornal. Um exemplo concreto é lista de deputados envolvidos ou suspeitos de envolvimento na chamada máfia dos sanguessugas. Essa lista vai ser consultada pelos eleitores. Não há a menor possibilidade de isso não acontecer. As pessoas estão interessadas. Eu ando aqui pelo interior do Estado do Rio e vejo – as pessoas perguntam para os cabos eleitorais, o tempo inteiro: Fulano está na lista? Se está na lista, eu estou fora.


Mauro:


José Casado aponta outros elementos novos, em especial a memória acumulada por jornalistas sobre malfeitos de candidatos à reeleição.


Casado:
– É visível nas redações, o Globo mesmo tem uma equipe destacada para isso, cobertura da eleição parlamentar, regional, para governador, com garra, com um arquivo de informações que essa equipe construiu no último ano e meio, invejável, e uma competência que eles demonstram no dia-a-dia.


E outra novidade são os blogs, na internet, que, pela velocidade proporcionada pelo meio, conseguem não só sair na frente dos sites de informação geral, como também acrescentam informações próprias e comentários que mudam o panorama de análise de cada informação que você recebe hoje.


Por fim, as tevês a cabo. Os canais noticiosos têm uma margem muito mais ampla que a TV aberta, tradicional, e exploram direito essa margem na cobertura da eleição.




Manipulação enfraquecida


Juízes mostram que a saída de presos em datas comemorativas é rotina, tanto quanto a saída diária dos que estão em regime semi-aberto. E comandantes militares não endossam a idéia de jogar tropas na guerra contra o PCC e outros grupos criminosos, ainda que terroristas. É um pouco de água fria na manipulação política do tema da insegurança pública, manipulação veiculada pela mídia.


Imagem e som


No ano passado, a Rede Globo apresentou o videomaker e governador Ivo Cassol, de Rondônia, como herói da luta contra a corrupção. Agora ele está em apuros por causa de gravações feitas pela Polícia Federal.


# # #


Outros tópicos recentes


De Alberto Dines


Os sinos dobram pelos imparciais


Acima de tudo, a paz


Réquiem para a Era da Informação


 


 Do blog Em Cima da Mídia


“Indulto” é só um dos benefícios, e não é dado agora


Crise do terror é desafio para os jornais


Colunista diz que na TV que sexo é café pequeno


Redutos na sombra


Munição que era do PT agora é do PSOL

Todos os comentários

Programas Anteriores

1 2 3 4 5 última

1 de 2625 programas exibidos

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem