Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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Programa nº 334

Mauro Malin

>>Coro sem platéia
>>PCC adora notícia

Por Mauro Malin em 18/08/2006 | comentários

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Maluf busca imunidade


Informa-se que 3 milhões e 200 mil pessoas deixaram de ver ontem no estado de São Paulo o chatíssimo horário obrigatório. Perderam a inesquecível oportunidade de ver Paulo Maluf pleitear uma cadeira na Câmara dos Deputados que, caso seja conquistada, lhe dará melhores recursos, como a imunidade parlamentar, para enfrentar os processos que lhe são movidos pelas autoridades.



Coro sem platéia


Alberto Dines diz que o manifesto das entidades de empresas de comunicação caiu no vazio.


Dines:


– Pior do que reação contrária é a ausência absoluta de reação. Cair no vazio é pecado mortal. O manifesto das cinco entidades empresariais de comunicação simplesmente não aconteceu. Ninguém deu bola, inclusive os próprios jornais que o veicularam. Divulgada na terça à noite por todas as tevês, publicada na manhã seguinte na capa dos principais jornais do país a nota não foi lida e se foi lida não foi entendida. E caso tenha sido entendida foi descartada pelos leitores como irrelevante. A novidade era a convocação de um pacto político contra o terror, mas o título além de errado lembrava os dizeres das faixas de passeata em Ipanema. Alguma coisa está errada com uma imprensa que mesmo em uníssono e aos berros não consegue ser ouvida. Este foi o problema mais grave desvendado pela nota conjunta divulgada chá dois dias. Estava tudo pronto para que nossos meios de comunicação se apresentassem à sociedade brasileira como uma força moral capaz de impor-se à classe política, aos governantes e numa hora de emergência estabelecer as prioridades nacionais. Simplesmente não colou. Resta perguntar: e o que é que cola? Qual o ingrediente capaz de emocionar uma sociedade que a própria mídia tornou passiva?



Conselho omisso


Ausência clamorosa em todo o debate sobre o seqüestro do jornalista Portanova e do auxiliar técnico Calado, da TV Globo, foi a do Conselho de Comunicação Social. A primeira onda de ataques contra a polícia paulista começou na madrugada de 12 para 13 de maio. O Conselho, órgão auxiliar do Congresso Nacional, se reuniu no dia 7 de agosto e não tomou conhecimento do assunto.


PCC adora notícia


A repórter do Jornal da Tarde Rita Magalhães está convencida de que a mídia, depois de ter lutado para mostrar que o problema do crime organizado existia, ao contrário do que pretendiam autoridades policiais paulistas, agora passou a ser utilizada pela quadrilha denominada PCC.


Rita:


– Quando nós começamos a falar sobre o PCC, denunciar o que o PCC estava fazendo dentro dos presídios, a intenção era alertar as autoridades de segurança para mostrar que a facção existia e que ela estava partindo para a ação criminosa. Durante muito tempo, pelo menos uns dois anos, até o governo realmente aceitar a existência do PCC, foi essa a nossa luta. De 2001 para cá muita coisa mudou. O que a gente percebe hoje é que o PCC tem orgulho de ver suas ações divulgadas, promovidas. E esse seqüestro ocorrido no sábado mostra isso claramente, para mim. Eles seqüestram um jornalista da Globo para que seja divulgado o que eles querem que seja divulgado. Sinto que a gente é usada pela facção. Hoje para mim talvez fosse a hora de desacelerar e realmente pesar o que deve ser publicado ou não. Porque a gente está promovendo uma facção criminosa, e eles gostam disso. Eles aplaudem, eles fazem festa no presídio quando vêem que as suas ações deram certo. E agora, com certeza, depois do que a Globo fez no sábado, pararam o presídio para fazer uma nova festa.



Ditador paraguaio


É alarmante, mais do que decepcionante, que a reportagem biográfica do New York Times sobre o ex-ditador paraguaio Alfredo Stroessner, falecido anteontem após longa permanência no Brasil, tenha sido incomparavelmente melhor e mais completa do que qualquer dos registros feitos na imprensa brasileira. Stroessner foi alvo de dezenas de processos sob acusação de ter mandado matar, prender, torturar, e de ganhar muito dinheiro com contrabando. O argentino La Nacion publicou um relato da participação do ditador paraguaio na Operação Condor, que promoveu assassinatos, prisão e tortura de opositores das ditaduras militares do Cone Sul. O New York Times relatou que a Sociedade Inter-Americana de Imprensa, SIP, concedeu ao general Stroessner, em 1961, uma condecoração chamada “Medalha Civil”.


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Todos os comentários

  1. Comentou em 20/08/2006 Marco Antônio Leite da Costa Costa

    O objetivo é justamente varrer essa gente, a qual vossa senhoria relacionou para um lugar bem longe daqui, se possível com passagem só de ida. O povo somos nós, eu, você, ele e aquele que está inserido no contexto do homem trabalhador e comum. Neste pacto, é proíbida a entrada de proxenetas do sistema, pessoas que sofrem de desvio burguês, bem como aqueles que se acham acima de tudo e de todos, às famosas ESTRELAS sem brilho, que defendem interesses contrários aos da massa atrasada.

  2. Comentou em 19/08/2006 JOÃO CARLOS LOPES LOPES

    A coisa está errada com a Imprensa, que perde credibilidade, pois partidariza as suas matérias. A sociedade compreende, sim, que a Imprensa defende interesses financeiros e políticos, em detrimento de informação séria e elucidativa. A sociedade sabe que o PCC é responsabilidade do governo de SP e suas autoridades policiais, que foram incompetentes em combatê-lo.

  3. Comentou em 19/08/2006 Marco Antônio Leite Costa

    Senhor jornalista sou admirador do seu excelente trabalho. No entanto, não concordo com a sua réplica. Se esses indivíduos não cumprem com a Constituição de 1988, nada mais correto ao se fazer um pacto com o povo sofrido deste grande navio a deriva.

  4. Comentou em 19/08/2006 Marco Antônio Leite Costa

    Parece piada de mau gosto. Um pacto político contra o terror, pacto este que será feito por elementos que estão envolvidos direta/indiretamente com tudo o que ocorre de ruím no Brasil. Esse pacto só terá sucesso se for feito pelo povo brasileiro. Desta forma, teremos plenas condições e capacidade para derrotar não só o terror existente na periferia, como tembém, aquele que emerge nos corredores dos palácios da bela capital Federal. A imprensa tem um papel muito importante nesta história, ao inves de trabalhar para manter tudo como esta, seria interessante se essa mesma imprensa trabalhasse a cabeça do povão, a fim de colocar o bloco na rua e, desinfetar essa gentalha para longe do país. Caso isso não ocorra, passaremos milhões de anos sendo roubados, massacrados e tratados como idiotas úteis.

  5. Comentou em 19/08/2006 jose murilo junior

    olá mauro,

    esbarramos ontem de manhã naquela entrevista na radiobrás, lembra? não tinha idéia que íamos debater eleições (?!), mas a conversa inspirou o post da semana no globalvoices.

    http://www.globalvoicesonline.org

    Transparency is Promoted and Debated in the Brazilian Election Process

    então… na hora que ia esquentar o debate… acabou o tempo. eu entendi sua crítica à cobertura da mídia, mas acho que poderíamos trocar boas idéias sobre o potencial dos blogs no processo político, e por isso mencionei o Lieberman, que é o ´case´ do momento.

    espero termos outras oportunidades.
    saudações…
    deste assíduo leitor do observatório.

  6. Comentou em 19/08/2006 Fabio de Oliveira Ribeiro

    É claro que o PCC gosta de publicidade. Como todo partido político a publicidade, mesmo contrária, só faz aumentar seu poder e influência. Hitler não teria chegado onde chegou se os jornais alemães que pertenciam aos judeus que ele atacava não ficassem repercutindo amplamente os feitos de seu minúsculo partido em meados do anos 1920. Muitos jornalistas não percebem o dilema a que estão sujeitos: mostrar uma tendência socialmente perversa e correr o risco de fortalecer a mesma ou omitir a informação e se tornar irrelevantes. A questão do PCC na verdade é apenas um lado da moeda. O outro é a perversão do próprio Estado brasileiro, incapaz de corrigir distorções sociais seculares; bem como a perversão dos beneficiários destas distorções cuja insegurança ou debilidade intelectual os impede de assumir um papel construtivo. Os membros da elite querem desfrutar seus privilégios e calar na porrada as reivindicações sociais de melhor distribuição de renda. Construiu o monstro (PCC) que vai devorar seus filhos. Assistirei à antropofagia brasílica com interese renovado.

  7. Comentou em 18/08/2006 jose de pontes pontes

    por favor a populaçao esta preucupadas com os caramujos gigante africano e nao e para menos esta praga pode levar ao obito porque se alimenta de varias coisas contaminadas depois vao para verduras e frutas os contaminando as mesma se alimentam de fezes de ratos e urinas dos mesmos e ajudando na proliferaçao da dengue a matyeria feita pela tv no sbt brasil mostrouy que nao estao vendo os risco a saude esta praga o certo nao se pode tocar de forma alguma somente com formulas se pode atrair depois faz a captura , por favor entre na internt dedetizador zeca preto ou dedetizador jose de pontes ja fui reconhecido na camara federal df mas sao voces da imprensa que podem mudar este descaso mostrando a verdade a populaço brasileira e ajudando os moradores para que se preucupe com as crianças que sao alvo de ingerir esta praga e os idosos que ao pisar em cima podem cair trazendo varias complicaçoes no quadro clinico ; alem de ajudar a proliferar a dengue ajudando a proliferaçao da dengue espero que urgentemente ajudem a salvar este povo abraços jose de pontes rg-20-325-375-9

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