Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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Por Mauro Malin em 26/01/2007 | comentários

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Crimes financeiros


O repórter da Folha de S. Paulo Mario Cesar Carvalho diz que a imprensa brasileira, de modo geral, cobre precariamente crimes financeiros.


Mario Cesar:


– A imprensa brasileira não faz um acompanhamento sistemático dos crimes financeiros. Só trata dos casos mais espetaculares que resultam ou em prisão, ou quando o criminoso é muito famoso, por exemplo, o caso do Edemar Cid Ferreira ou de um [Salvatore] Cacciola da vida. Mas não há um acompanhamento das rotinas desses casos. Por isso, na minha avaliação, a imprensa brasileira não tem know how, não sabe como cobrir esses crimes. Você vê um jornalista entrevistando um advogado especializado na área financeira ou um procurador, é uma coisa vergonhosa, porque as pessoas não sabem quais são exatamente as acusações, qual é o embasamento. Hoje em dia, por exemplo, tem toda uma legislação internacional que trata de lavagem de dinheiro. O crime financeiro hoje em dia é uma vanguarda dos crimes, tanto que os Estados Unidos, após o 11 de setembro, elegeram essa modalidade de crime como uma de suas prioridades.


Para você cobrir com o mínimo de inteligência esse tipo de matéria, você precisa conhecer a legislação internacional, precisa acompanhar os casos internacionais. Só para dar dois exemplos recentes: a promotoria de Nova York, de Manhattan, exatamente, abriu uma série de processos contra doleiros brasileiros sob a acusação de que eles operam em bancos de Nova York sem autorização. Outro exemplo é que a Suíça também abriu um processo que me parece bastante grande, porque é da ordem de 1 bilhão de euros o dinheiro que eles estão buscando, que seria dinheiro desviado da Parmalat do Brasil, e a forma como esse dinheiro foi tirado foi por meio de doleiros. Eu acho que é a primeira vez na história que a Suíça decide processar doleiros. Até então, esse tipo de crime era tolerado, hoje em dia não é mais. Eu acho que a questão do terrorismo, das drogas, do tráfico internacional mudou completamente a visão com que esses Estados têm sobre o crime financeiro.


Clique aqui para ler a entrevista completa de Mario Cesar Carvalho.


Coronel Ustra


A homenagem realizada ontem no Rio ao coronel da reserva Carlos Alberto Brilhante Ustra, que chefiou o DOI-Codi de São Paulo nos anos 70 e é processado por pessoas que foram torturadas, pede mais debate, não menos. É um equívoco do deputado Fernando Gabeira, citado por Ustra como terrorista, dizer que se trata de problemas do século passado. Violência e tortura fazem parte do cotidiano brasileiro. É só conferir nos jornais de hoje.


Economia ou política?


Alberto Dines valoriza a declaração política feita pelo presidente Lula ao lançar o PAC.


Dines:


– Parece que o presidente Lula não gostou das primeiras manchetes que reproduziam um certo ceticismo com relação ao PAC. Mas depois percebeu que no cômputo geral a reação foi positiva. Ainda bem que as primeiras queixas ao comportamento da imprensa não foram formalizadas, apenas sussurradas nos corredores do Planalto. O compromisso de promover o crescimento dentro da democracia e que foi assumido pelo presidente na cerimônia de lançamento do programa significa que o governo precisará aprender a ouvir, precisará aprender a dialogar e, sobretudo, precisará aprender a ter paciência. Democracia não combina com impaciência, o autoritário, mandão, é aquele que não sabe esperar, nem respeitar as discordâncias. O PAC levará tempo para ser implementado, vai exigir grandes doses de tolerância e capacidade de negociação. De todas as partes. Pode ser que os níveis pretendidos de crescimento fiquem aquém do que foi estimado e que as metas não sejam cumpridas, porém uma coisa é certa: mantido o compromisso de respeito à democracia, o PAC poderá ser apontado no futuro como um plano econômico frustrante em matéria econômica e, ironicamente, triunfante no campo político.


Dilma e Dirceu


A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, deu entrevista a vários jornais sobre o PAC. Sem arroubos. Contrasta com a artilharia de seu antecessor no cargo, José Dirceu, que pediu a demissão do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Dirceu é amigo de Lula. Muy amigo.


Romancista premiada


Ana Maria Gonçalves, autora do romance Um Defeito de Cor, ganhou ontem o prêmio de literatura brasileira de 2007 da Casa das Américas, em Cuba. O livro é uma ficção que descreve a vida dos escravos negros na Bahia durante o século XIX.


Chinaglia, Aldo e Fruet


O debate entre os três candidatos à presidência da Câmara organizado pela Folha de S. Paulo, que começa às 10 da manhã, poderá ser acompanhado ao vivo no site do Universo Online.



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