Domingo, 24 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº992
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Programa nº 343

Mauro Malin

>>Cuidado: governo fala em democratizar mídia
>>Festival de pesquisas

Por Mauro Malin em 31/08/2006 | comentários

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Juros e eleição


O Estadão atrela hoje ao processo eleitoral a decisão sobre juros do Comitê de Política Monetária. Um de seus mais qualificados comentaristas de economia, Celso Ming, responde que o Banco Central, do ponto de vista do candidato Lula, já fez muito ao garantir a redução da inflação.



Cuidado: governo fala em democratizar mídia


Alberto Dines pede toda atenção para o contexto em que o partido do governo anuncia a intenção de propor um sistema de mídia que seria mais democrático.


Dines:


– Caso o presidente Lula seja reeleito, o programa de governo preparado pelo PT deve incluir um novo sistema de mídia, segundo seus idealizadores, “mais democrático”. A notícia, adiantada pela Folha no último domingo, foi confirmada ontem pelo Estadão. Os detalhes mencionados pela Folha não foram incluídos no programa do PT para evitar atritos com os meios de comunicação. Mas a impressão que se tem é que a divulgação deste projeto, mesmo de forma genérica, coincidindo com a realização do 6º Congresso Brasileiro de Jornais visa justamente colocar na defensiva as empresas brasileiras de mídia de modo a não criarem embaraços para a candidatura de Lula na reta final das eleições. Tudo indica uma manobra apenas intimidadora, já que o governo e o PT ao longo dos últimos quatro anos não se interessaram em resolver problemas elementares na esfera midiática. De qualquer forma, é bom lembrar que quando um governo anuncia que tornará a mídia “mais democrática” é bom apertar o cinto, porque costuma vir chumbo grosso na direção contrária.



Horário falido


No programa de televisão do Observatório da Imprensa de anteontem o ministro do Supremo Tribunal Federal Sepúlveda Pertence, que por duas vezes presidiu o Tribunal Superior Eleitoral, disse que o sistema de divulgação de candidaturas nos meios de comunicação eletrônicos para cargos legislativos está totalmente falido. Está mesmo. Há décadas.


Festival de pesquisas


Nunca como agora tantos veículos de comunicação fizeram acordos com institutos de pesquisa e entre si, como a TV Globo com a Folha e com o Estadão. Por isso, existe excesso de pesquisas eleitorais. Saiu um Ibope no domingo e um Datafolha anteontem. Amanhã sairá novo Ibope. Retratam quadros semelhantes, com pequenas nuances. Os institutos faturam, as tevês matracam. Mas será que o eleitor fica mais esclarecido com a mera exposição de números?


Luta de classes


Uma característica nova em processos eleitorais brasileiros – a divisão partidária do eleitorado por renda e escolaridade – pode estar sendo revertida. O presidente-candidato Lula começa a atrair novamente fatias do chamado “andar de cima” da sociedade.



Temas valorizados


A diretora-executiva da Rádio CBN, Mariza Tavares, explica como foram feitas séries temáticas de reportagens durante a campanha, em complemento à cobertura das atividades dos principais candidatos.


Mariza:


– A gente fez isso obrigatoriamente para as quatro praças da CBN, São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Brasília, e sugeriu que todas as afiliadas fizessem com igual abrangência. Cada uma teve liberdade para determinar a amplitude dessa cobertura. Cada praça levantou cinco, seis ou até sete grandes temas que seriam extremamente caros ao ouvinte-eleitor, e a gente fez, sem a preocupação de ouvir os candidatos, e mais de mapear as mazelas e as soluções. Basicamente segurança, saúde, educação, saneamento, investimentos, o desenvolvimento econômico, foram assuntos que estiveram em todas as praças. Foram séries que ficaram de segunda a sexta, com matérias de quatro a cinco minutos, você conseguia desenvolver um raciocínio, pelo menos apresentar uma tese e o ouvinte conseguir acompanhar aquilo.


Mauro:


– Algumas das séries especiais, feitas no Rio de Janeiro, já estão no site da CBN, na página de Eleições 2006.


Inimigos externos e internos


Continua o alerta contra ataques do PCC em São Paulo, destacado no Estadão de hoje. A Folha noticia atritos entre o secretário de Segurança Pública, Saulo de Castro, e a cúpula da Polícia Militar, e atritos também com o Ministério Público. Quem quiser entender melhor o avanço da criminalidade precisa estudar esses conflitos políticos na administração estadual. E não perder de vista o tamanho da corrupção e da criminalidade nas Polícias.


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Todos os comentários

  1. Comentou em 01/09/2006 Fábio Mello

    Democratizar a mídia é um perigo. Onde já se viu? Acabar com as propriedades cruzadas, então, nem se fala. As grandes corporações de mídia são a nossa luz na luta contra os movimentos sociais e contra os partidos de esquerda.

  2. Comentou em 31/08/2006 Daniel Campos

    Engraçado… Por que tanto medo de uma tentativa de democratizar a mídia? poucos dias atrás vi várias notícias comprovadas de rádios comunitárias sendo fechadas à força pela Anatel (a qual diga-se de passagem não tem o direito de fazer isso) porque estariam fazendo ‘concorrência para as rádios comerciais’ (quase certamente controladas por políticos)… O ‘certo’ é manter o direito de informar (ou o privilégio de distorcer) nas mãos de uns poucos? Poupem-me…

  3. Comentou em 31/08/2006 Fabio de Oliveira Ribeiro

    Fale sério. O problema não é o Lula, mas os caras de batina que pretendem governar sem correr o risco de disputar eleições e demonstrar publicamente que mais do que salvar almas pretendem controlar mentes (e eventualmente torturar corpos, como fizeram há bem pouco tempo com um famoso teólogo da libertação). Já foi dito aqui que os batinados receberam dezenas de concessões de rádio e TV do próprio governo Lula. Portanto, a ‘reforma católica’ já começou. Outro dia li um livrinho de um dos luminares do catolicismo secular paulista (membro da academia paulista de escritores católicos) que disse textualmente que o Brasil precisa de um novo choque de cristianismo. Como não sou cristão e para falar a verdade acho um porre o mito do crucificado, temo mesmo é levar não um mas muitos choques (elétricos e nas partes pudendas porque todo fanático que se presta não tem o menor pudor mesmo).

  4. Comentou em 31/08/2006 zanuja castel branco

    Pq vcs têm tanto medo da redemocratização da mídia? Algum amigo político vai sair prejudicado?

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