Terça-feira, 23 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1010
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>>Direito de resposta
>>Siga o dinheiro

Por Mauro Malin em 20/11/2006 | comentários

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Direito de resposta


O ombudsman da Folha de S. Paulo, Marcelo Beraba, critica o trabalho do jornal em face do episódio que contrapôs na Justiça o cientista político Emir Sader e o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen. O ombudsman mostra que houve uma ofensiva cerrada contra o professor, condenado em primeira instância por crime de injúria. Beraba critica também o fato de Emir Sader não ter pedido direito de resposta, o que está previsto no Manual de Redação do jornal.


O ombudsman da Folha diz também algo muito importante: “O jornalista cioso do seu direito de opinião deve ser o campeão na defesa do direito de qualquer pessoa recorrer à Justiça ao se sentir ofendida. O recurso não viola a liberdade de expressão – (e sim) a legitima”.


Anorexia e hipocrisia


Também na coluna do ombudsman de ontem uma carta de leitora põe o dedo na ferida da hipocrisia da mídia. Amélia Artes diz, em relação ao caso da modelo que morreu de anorexia, previsível assunto de capa de três revistas semanais: “Vocês valorizam esses ´modelos de beleza´, ´vendem´ esses produtos e depois se dizem chocados! Por que não boicotar esse tipo de exploração da magreza humana?”.


Editorial da Folha na mesma edição diz que “informação e conscientização é o máximo que se deveria esperar desse debate – jamais medidas liberticidas, como vetar modelos ´magras demais´”.


E desde quando agir contra a autodestruição das pessoas seria uma “medida liberticida”?


O Jornal da Globo de sexta-feira passada ouviu representantes de agências, que procuraram se isentar de qualquer responsabilidade no assunto, mas em seguida entrevistou um médico do Hospital das Clínicas da USP que contestou as agências.


Siga o dinheiro


A Folha mapeia doações de empresas públicas e privadas para campanhas eleitorais de parlamentares que, de algum modo, participaram de decisões relativas às áreas de atuação dessas empresas. O Globo expôs ontem doações da Petrobrás a entidades que se engajaram na campanha pela reeleição, e mostra também a briga por 86 altos cargos em estatais e bancos públicos. Hoje a Folha diz que as doações não declaradas somam valores superiores aos das declaradas. Nessas reportagens se aplicou o método “siga o dinheiro”. E as pistas levaram, sem nenhuma surpresa, aos mesmos e velhos centros de financiamento da política: grandes empresas, privadas e públicas.



Livro de História sobre caso Herzog


Será lançado na quarta-feira, dia 22, na Livraria Martins Fontes da Alameda Jaú, São Paulo, o livro O Ocaso da Ditadura – Caso Herzog, do professor de História Mário Sérgio de Moraes. O primeiro capítulo do livro trata da concepção de Vladimir Herzog, assassinado há 31 anos, sobre a informação democrática. Segundo Mário Sérgio, que também é professor da Universidade de Mogi das Cruzes e da Faap, Herzog, então diretor de jornalismo da TV Cultura, defendia ‘a informação que politiza, sem doutrinar, o cidadão’.


Herzen no Brasil


Outra notícia literária importante é a confirmação do lançamento, ainda sem data, de uma edição brasileira do livro Passado e Pensamentos (em tradução livre), do escritor e jornalista russo Alexander Herzen, publicado pela primeira vez em 1861. Herzen e sua obra foram apresentados ao leitor brasileiros em livros do pensador Isaiah Berlin. A tradução brasileira será publicado pela editora Girafa.


Consciência Negra


O Brasil entenderá melhor a questão do negro a partir do momento em que todas as mídias – televisão e cinema incluídos – se dedicarem a mostrar como foi o drama dos escravos depois da Abolição.



Arapongagens


Boa pista sobre os conflitos que, há um ano e meio, fizeram vir a público o esquema do “mensalão”. Em reportagem da IstoÉ sobre o projeto de subordinação da Agência Brasileira de Inteligência, Abin, à Polícia Federal, lê-se que Mauro Marcelo Lima e Silva, então diretor da Abin, atendendo a um pedido do então chefe da Casa Civil, José Dirceu, abre aspas, “mandou seus agentes investigarem as atividadades da multinacional Unisys dentro da Previdência, e acabaram atingindo a Unisys e o grupo de Roberto Jefferson nos Correios”, fecha aspas. A reportagem também informa que partiu da Abin, na gestão anterior, de Maria Del´Isolla, o vazamento de informes sem provas a respeito de supostos financiamentos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, Farc, para a campanha de Lula em 2002. Essas informações tiveram abrigo em reportagem de capa da Veja, no ano passado.





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