Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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>>Erundina pede informações sobre contrato da CNT
>>Como melhorar o Congresso

Por Mauro Malin em 01/02/2007 | comentários

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Erundina pede informações sobre contrato da CNT


A deputada Luiza Erundina, do PSB de São Paulo, fará na próxima semana um requerimento de informação ao Ministério das Comunicações para saber se o contrato entre o empresário Nelson Tanure e a rede de televisão CNT respeita a legislação. A dúvida gira sobretudo em torno da responsabilidade pela programação. Se, por exemplo, o Ministério Público resolver processar a emissora, quem responde perante a lei? Tanure ou a família Martinez, detentora da concessão? A deputada prevê um prazo de 40 dias para receber uma resposta.


Renascer perde canal


A concessão de um canal de televisão que havia sido dada à empresa Ivanov, da Igreja Renascer, cujos líderes foram detidos nos Estados Unidos com dólares não declarados, foi revogada ontem pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa.


Como melhorar o Congresso


Alberto Dines diz que a mídia precisa ajudar o Congresso a recuperar-se da desastrosa legislatura que termina hoje.


Dines:


– Jornais e telejornais, portais e rádios, todos estavam ontem ocupados com a disputa pela presidência da Câmara. É natural, hoje saberemos qual o deputado que ocupará o terceiro posto na hierarquia da República, o sucessor do sucessor do presidente. Neste ano, a disputa oferece ingredientes inéditos porque de certa forma decide-se o futuro do PT confrontado ironicamente pelo grupo ideológico da base aliada. Mas até ontem a mídia não prestou muita atenção a um dado histórico de grande, mas grande relevância. A legislatura que hoje se encerra pode ser considerada como a mais vergonhosa da história republicana. O mensalão ou valerioduto, o besteirol e a renúncia de Severino Cavalcanti, os sanguessugas, as manobras da Mesa Diretora para livrar parlamentares dos castigos inevitáveis, a avalanche de concessões de rádio e tevê para parlamentares, a indecente tentativa de aumento de 92 por cento nos vencimentos foram os episódios mais chocantes. E, graças a eles, a Casa do Povo, vitrine da sociedade brasileira, transformou-se num show de horrores e indecência. Bandidos chegaram a declarar que se os deputados podiam fazer aquelas bandalheiras, eles não ficariam atrás. O desafio da nova Câmara é gigantesco. Além das reformas que tornarão viáveis os programas e os sonhos de crescimento, a Câmara precisará converter-se numa fábrica de estímulos positivos, estímulos, sobretudo, de ordem moral. Ao contrário do que afirmou o ministro Tarso Genro, a mídia não promoveu a “destruição cruel” do Legislativo, o Legislativo suicidou-se e a mídia flagrou este suicídio com grande fidelidade. Agora, devidamente treinada, nesta nova legislatura tem a obrigação de manter a mesma vigilância.



Meandros do Congresso


A cobertura jornalística do dia de hoje envolve eleição no Senado e um ou dois turnos na Câmara. Evidentemente, as escolhas para as presidências estão no centro do interesse. Mas a imprensa precisa dar à opinião pública boas informações sobre a composição das Mesas e das Comissões do Legislativo. Deus e o diabo moram nos detalhes.


A resposta da força


O delegado federal Rodney Miranda é hoje secretário de Defesa Comunitária do município de Caruaru, Pernambuco, onde foi secretário estadual de Segurança ee Defesa Social. Ele diz que a mídia em geral se limita a seguir o clamor instintivo da opinião pública por mais repressão, resposta que não dá certo.


Miranda:


– Historicamente no nosso país, toda vez que acontece alguma situação em que o poder público é cobrado, a sociedade como um todo exige mais policiais, mais viaturas e mais armas. E infelizmente só isso não está resolvendo, senão não seria o tema do século a questão da segurança pública. Eu acho que a mídia tem um papel muito importante nisso. Primeiro, para cobrar, como deve ser cobrada, a participação da sociedade como um todo e, segundo, para mostrar a situação como ela está.


Mauro:


– Rodney Miranda diz que a Força Nacional é um problema porque desfalca os estados de seus melhores homens. Hoje, no Globo, o secretário Nacional de Segurança, Luiz Fernando Correa, diz que atuação da Força Nacional nas divisas do Rio de Janeiro já está inibindo a entrada de armas e drogas no estado. E o repórter não pediu a ele nenhuma evidência, nenhum dado concreto.


Chávez acelera


O jornalista Pablo Uchoa, da BBC Brasil em Londres, analisa as medidas excepcionais adotadas por Hugo Chávez na Venezuela no quadro de uma aceleração que pode ter a ver tanto com as incertezas da renda petrolífera quanto com a vontade de ocupar sem contrastes o lugar deixado por Fidel Castro no continente.

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