Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

Programa nº 193

Mauro Malin

>>Folclorização de CPI
>>Mas a faculdade é particular

Por Mauro Malin em 30/01/2006 | comentários

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Folclorização de CPI


A CPI dos Correios insiste em explorar a pista Duda Mendonça do valerioduto. Faz sentido. A CPI dos Bingos entra no nebuloso assunto dos dólares de Cuba. O governo agradece a folclorização dos trabalhos dessa CPI.



Ética em risco


A imprensa precisa esmiuçar melhor os conflitos no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. É onde há ações concretas contra malfeitos já fartamente caracterizados. E onde a ética corre grande risco.



Mas a faculdade é particular


O Alberto Dines aborda o conflito entre quantidade e qualidade nas universidades privadas, refletido nas páginas da Folha de S. Paulo.


Dines:


– Exatamente há uma semana, na segunda-feira passada, comentamos aqui a estranhíssima manchete da Folha no dia anterior, domingo: “Universidade privada domina o ranking”. Como falamos, este ranking não era de qualidade mas de quantidade, coisa que só foi dita para o leitor lá no fim da matéria. É óbvio que as universidades privadas – cujos padrões de exigência não são muito rigorosos – vencem as universidades públicas no item quantidade. E terminamos o nosso comentário dizendo que as universidades privadas são grandes anunciantes de jornais e revistas. Ontem, domingo, veio a prova na mesma Folha: um caderno de 36 páginas recheado de anúncios, e advinha vendendo o quê? Acertou quem respondeu “ensino superior privado”. Tipo “Pós-graduação em suaves prestações de 245 reais”. Há exceções naqueles anúncios mas a esmagadora maioria foi paga por universidades privadas, aquelas que comandam o ranking da indústria de canudos.


JB persegue, Estadão cala


Prosseguiu ontem, domingo, a campanha do Jornal do Brasil contra o repórter especial do Estado de S. Paulo Lourival Sant´Anna, iniciada há duas semanas. O Estadão não se manifestou até hoje.


Clonagem na TV


Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Estréia hoje o Jornal da Record, terceira cópia do Jornal Nacional, após o Jornal da Band, com Carlos Nascimento, e o Jornal do SBT, com Ana Paula Padrão. O programa que substitui o noticiário comandado por Boris Casoy terá como âncoras Adriana Araújo e Celso Freitas. Na retaguarda, vários jornalistas saídos da Rede Globo. Desde que começaram essas clonagens de noticiários, no ano passado, a Globo começou a dar aumentos a seus jornalistas, o que não fazia há seis ou sete anos.


Como dizia Milton Campos, um dos signatários do Manifesto dos Mineiros contra o Estado Novo, em 1943, se essas iniciativa não fizeram onda, certamente abriram vagas.


Abaixo o Minhocão


Reportagem de Valdir Sanches no Estadão de ontem alinha razões de urbanistas para a derrubada de vários monstrengos paulistanos, em primeiro lugar o Minhocão, depois a inominável Praça Roosevelt, a espantosa Praça 14 Bis e o fantasmagórico Edifício São Vito. Argumento do urbanista Michel Gorski contra o Minhocão: “Só serve para carros particulares, em cima, e moradores de rua, embaixo”.


O banco e a surfistinha


A Época desta semana vendeu a capa, chamada “sobrecapa publicitária”, para anúncio do Santandar Banespa estrelado por craques do futebol. Por puro azar da redação, a capa propriamente dita da revista é dedicada a Bruna Surfistinha, ex-garota de programa que criou um blog e escreveu um livro.


Como dizia Eduardo III da Inglaterra, “Honni soit qui mal y pense”: “Seja desonrado quem disso pensa mal”. Ou, como teria filosofado Toulouse-Lautrec cinco séculos depois, “a malícia está nos olhos dos maliciosos”.


Milícias em favelas do Rio


O Globo de ontem deu em manchete que milícias armadas, comandadas por policiais militares, já tomaram do tráfico o controle de 72 favelas. A primeira notícia sobre a formação dessas milícias foi dada pelo jornal há quase um ano, em tom otimista. Mas dois dias depois, em 22 de março de 2005, o Globo mencionava denúncias de que os grupos armados praticavam crimes. O secretário de Segurança, Marcelo Itagiba, determinou que as corregedorias de polícia apurassem as denúncias. De lá para cá, o número de favelas dominadas por milícias passou de 42 para 72.

Todos os comentários

  1. Comentou em 30/01/2006 José Carlos dos Santos

    Esse meu post não tem haver com a matéria de hoje, mas com a de alguns dias atrás sobre o Manifesto anti-Tanure, ao ler a matéria imemdiatamente procurei a página da fenaj, e assinei o Manifesto, dois dias depois recebi 3 e-mails apócrifos, ou melhor assinados ‘Leitora’, mas o endereço não deixa dúvidas jb@jb.com.br, e nesses longos e-mails há tentativa de explicar todas as denúncias contra Tanure e tentando me convencer que se trata de um anjo de candura e o que o Manifesto é coisa de seus inimigos invejosos, tentei repassar o e-mail para o OI mas não consegui por algum motivo não foi aceito, se quiserem que eu o repasse me mandem por meu e-mail um endereço que eu possa usar, espero com esse gesto ajudar a desmascarar esse senhor que persegue jornalistas sob cúmplice silêncio do Estadão.

  2. Comentou em 30/01/2006 Lazlo Kovacs

    Embora a discussão se dê em torno de um trabalho promovido pela Folha recentemente, aproveito esta oportunidade para tecer algumas considerações fora do tema. Os jornais ainda estão muito ‘silenciosos’ com relação ao secretário de educação do Estado de São Paulo, Gabriel Chalita. Expert em abafar problemas de sua gestão, aliando a isso uma grande capacidade de utilizar a máquina educacional para fazer claque ao seu governador, ele ainda não recebeu o devido ‘destaque’. É evidente que quaisquer de suas obras não seriam reconhecidas como relevantes por nenhum pedagogo que preze a profissão; que ele delira em torno de uma imitação do projeto educacional espanhol; que ele possui ligações com certos grupos que são, atualmente, acusados de beneficiamento. No entanto, ele é o ‘nome forte’ no pleito paulista. Apesar de tudo isso…

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