Quarta-feira, 17 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1009
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>>Folclorização de CPI
>>Mas a faculdade é particular

Por Mauro Malin em 30/01/2006 | comentários

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Folclorização de CPI


A CPI dos Correios insiste em explorar a pista Duda Mendonça do valerioduto. Faz sentido. A CPI dos Bingos entra no nebuloso assunto dos dólares de Cuba. O governo agradece a folclorização dos trabalhos dessa CPI.



Ética em risco


A imprensa precisa esmiuçar melhor os conflitos no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. É onde há ações concretas contra malfeitos já fartamente caracterizados. E onde a ética corre grande risco.



Mas a faculdade é particular


O Alberto Dines aborda o conflito entre quantidade e qualidade nas universidades privadas, refletido nas páginas da Folha de S. Paulo.


Dines:


– Exatamente há uma semana, na segunda-feira passada, comentamos aqui a estranhíssima manchete da Folha no dia anterior, domingo: “Universidade privada domina o ranking”. Como falamos, este ranking não era de qualidade mas de quantidade, coisa que só foi dita para o leitor lá no fim da matéria. É óbvio que as universidades privadas – cujos padrões de exigência não são muito rigorosos – vencem as universidades públicas no item quantidade. E terminamos o nosso comentário dizendo que as universidades privadas são grandes anunciantes de jornais e revistas. Ontem, domingo, veio a prova na mesma Folha: um caderno de 36 páginas recheado de anúncios, e advinha vendendo o quê? Acertou quem respondeu “ensino superior privado”. Tipo “Pós-graduação em suaves prestações de 245 reais”. Há exceções naqueles anúncios mas a esmagadora maioria foi paga por universidades privadas, aquelas que comandam o ranking da indústria de canudos.


JB persegue, Estadão cala


Prosseguiu ontem, domingo, a campanha do Jornal do Brasil contra o repórter especial do Estado de S. Paulo Lourival Sant´Anna, iniciada há duas semanas. O Estadão não se manifestou até hoje.


Clonagem na TV


Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Estréia hoje o Jornal da Record, terceira cópia do Jornal Nacional, após o Jornal da Band, com Carlos Nascimento, e o Jornal do SBT, com Ana Paula Padrão. O programa que substitui o noticiário comandado por Boris Casoy terá como âncoras Adriana Araújo e Celso Freitas. Na retaguarda, vários jornalistas saídos da Rede Globo. Desde que começaram essas clonagens de noticiários, no ano passado, a Globo começou a dar aumentos a seus jornalistas, o que não fazia há seis ou sete anos.


Como dizia Milton Campos, um dos signatários do Manifesto dos Mineiros contra o Estado Novo, em 1943, se essas iniciativa não fizeram onda, certamente abriram vagas.


Abaixo o Minhocão


Reportagem de Valdir Sanches no Estadão de ontem alinha razões de urbanistas para a derrubada de vários monstrengos paulistanos, em primeiro lugar o Minhocão, depois a inominável Praça Roosevelt, a espantosa Praça 14 Bis e o fantasmagórico Edifício São Vito. Argumento do urbanista Michel Gorski contra o Minhocão: “Só serve para carros particulares, em cima, e moradores de rua, embaixo”.


O banco e a surfistinha


A Época desta semana vendeu a capa, chamada “sobrecapa publicitária”, para anúncio do Santandar Banespa estrelado por craques do futebol. Por puro azar da redação, a capa propriamente dita da revista é dedicada a Bruna Surfistinha, ex-garota de programa que criou um blog e escreveu um livro.


Como dizia Eduardo III da Inglaterra, “Honni soit qui mal y pense”: “Seja desonrado quem disso pensa mal”. Ou, como teria filosofado Toulouse-Lautrec cinco séculos depois, “a malícia está nos olhos dos maliciosos”.


Milícias em favelas do Rio


O Globo de ontem deu em manchete que milícias armadas, comandadas por policiais militares, já tomaram do tráfico o controle de 72 favelas. A primeira notícia sobre a formação dessas milícias foi dada pelo jornal há quase um ano, em tom otimista. Mas dois dias depois, em 22 de março de 2005, o Globo mencionava denúncias de que os grupos armados praticavam crimes. O secretário de Segurança, Marcelo Itagiba, determinou que as corregedorias de polícia apurassem as denúncias. De lá para cá, o número de favelas dominadas por milícias passou de 42 para 72.

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