Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

Programa nº 446

Mauro Malin

>>Força Nacional passeia no Rio
>>O Dia, Tanure e o missionário

Por Mauro Malin em 29/01/2007 | comentários

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Força Nacional passeia no Rio


O jornalista Carlos Amorim, autor do livro CV_PCC: A irmandade do crime, diz que a Força Nacional está completamente desviada de suas funções precípuas.


Amorim:


− Eles estão usando uniformes camuflados, bota de marcha, aquela bota pesada do Exército, estão usando armas americanas, fuzil AR-15 A2, que é uma arma moderna, M-16, lá, que eles chamam, munição de alta velocidade, que é aquela calibre 223. Essa munição é altamente perigosa, porque ela foi concebida para produzir dor. Quando essa munição se choca com o alvo, ao invés de fazer aquele movimento circular que as balas fazem normalmente, essa gira sobre ela mesma. Ela aumenta o estrago que ela produz no alvo. E são armas de combate.


A idéia é que são forças de choque, como a Swat americana, a própria Guarda Nacional americana, que é um exército de ação interna. O que você tem que fazer? Você tem que dar um alvo para ela e dizer assim: Vai lá e entra naquela casa e prende todo mundo. Vai lá e ocupa aquela penitenciária que está rebelada. Missões muito claras, para que ela possa fazer sentido.


E o que esses caras estão fazendo num posto da Polícia Rodoviária Federal, parando carro, revistando motocicleta. Isso desmerece a Força Nacional, deixa ela sem sentido.


Mauro:


− O que se deduz é que até agora a destinação da Força Nacional no Rio foi escolhida exatamente para ela não fazer aquilo que é sua missão. E a explicação, segundo Carlos Amorim, é política.


Amorim:


− O governo quer a presença da Federação. E o estado não pode admitir a presença da Federação, a não ser de uma maneira negociada, como essa aí que o Sérgio Cabral negociou: OK, pode mandar vir a força de segurança, eu quero. Mas bota num lugar onde ela não é útil.


Enquanto isso, teve um massacre no Rio de Janeiro semana passada.


Mauro:


− É curioso que a Força Nacional tenha divulgado pelos meios de comunicação os locais onde foi fazer fiscalização de barreiras. É como se dissesse aos bandidos: Cavalheiros, evitem essas estradas.


O Dia, Tanure e o missionário


Informa o Radar da Veja que estão à venda todos os veículos de comunicação do grupo do O Dia. Há dois candidatos mencionados pela Veja: um é o empresário Nelson Tanure, que já controla a Gazeta Mercantil, o Jornal do Brasil e a rede de televisão CNT. Tanure é especialista em gestão de empresas naufragadas, o que não é o caso do O Dia. O outro candidato é o missionário R.R. Soares , astro da Igreja Internacional da Graça de Deus que comanda na Rede Bandeirantes, diariamente, o Show da Fé. Sua igreja tem, segundo uma lista publicada na internet, 1.948 igrejas, em todos os estados do Brasil, em Portugal e no Uruguai. A emissora Nossa Rádio FM opera em quatro estados. Soares controla também uma Rede Internacional de Televisão, fundada em 1999.


[O Grupo O Dia desmente a nota de Veja: clique aqui para ler o comunicado da presidente, Gigi Carvalho.]


[Em tempo: por erro meu, foi omitido o interesse da Igreja Universal no negócio. Está na nota publicada pelo Radar da Veja.]


Sob os holofotes


Um subproduto do primeiro debate entre os candidatos à presidência da Câmara foi a pauta da reportagem de hoje na Folha sobre o crescimento do patrimônio do deputado Arlindo Chinaglia, do PT de São Paulo. Daqui a pouco, às 11 horas, na TV Câmara, realiza-se o segundo debate.


Mídia no interior


O Estadão publica hoje reportagem sobre a correlação entre expectativa de reeleição e corrupção em municípios brasileiros. O estudo indica que candidatos à reeleição são mais cuidadosos, porque denúncias de corrupção seriam entraves a seus objetivos. Os pesquisadores suspeitam que não haja propriamente inibição da bandalha, apenas adiamento. Mas o ponto principal, mencionado na reportagem, não foi posto em primeiro plano: o que faz a diferença é a presença ou não de imprensa com um mínimo de liberdade. É isso que precisa urgentemente ser estudado nos estados e municípios brasileiros.


Badalação e ineficiência


Mas também só mídia não resolve. Uma das mais badaladas iniciativas anticorrupção no interior, a ONG Amarribo, que em 2002 conseguiu destituir o prefeito de Ribeirão Bonito, interior paulista, acusado de corrupção, mostrou-se impotente para evitar a repetição da corrupção de vereadores, um deles delegado de polícia, flagrada em gravação clandestina pelo prefeito e exibida no início do ano. E o pior é que o próprio prefeito denunciante estava sendo investigado por outra suposta irregularidade. Se a Polícia, o Ministério Público e a Justiça funcionassem, a conversa seria outra.


Nova voz da OAB


Expressa conceitos adequados a entrevista à Folha do novo presidente da OAB, Cezar Britto.


O roubo do BC


Foi preso na Mooca um acusado de participação no assalto ao Banco Central em Fortaleza. Chama-se Tubão. Quanto tempo ele ficará vivo? Muitos outros já foram mortos. E o dinheiro não aparece. Deve ser coincidência.

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