Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1016
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>>Inteligência, nem policial, nem jornalística
>>Ministro Marco Aurélio na TV

Por Mauro Malin em 08/08/2006 | comentários

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Inteligência, nem policial, nem jornalística


Como as autoridades divulgam pela mídia trechos de grampos telefônicos, os bandidos agora evitam celulares e usam visitas para transmitir instruções. Não existe inteligência policial. A cúpula do governo não ouve quem conhece a realidade dos presídios. Tampouco existe trabalho jornalístico adequado. Quase tudo é feito em gabinetes oficiais, fora dos locais onde se produz a crise. A mídia só reage. Espasmodicamente. E não questiona as autoridades, porque elas são suas principais fontes de informação. Perdão. De desinformação.


O aprendizado do terror


A jornalista Márcia Glogowski foi durante muitos anos editora de Geral e de Cidade no Estado de S. Paulo. Ela chama a atenção para o ineditismo da crise atual.


Márcia:


– Os cadernos de Cidade vivem um grande desafio no momento, que é como informar bem a população quando se vive pela primeira vez em São Paulo um clima de terrorismo. Os criminosos do PCC desde maio têm lançado essas ofensivas, para desmoralizar totalmente a segurança, e deixando a população de São Paulo com medo. Só que São Paulo, historicamente, é a cidade de empreendedores. Em qualquer nível. Não precisa ser gente rica. Os pobres também aqui são muito empreendedores. E é essa a resposta que a população tem que dar. A função dos jornais no momento, então, é descobrir caminhos e não deixar essa população desorientada. Tentar achar uma solução, pôr essa discussão nas páginas. Vai ficar pesado demais? Vai. Muitas vezes o leitor quer ler uma coisa menos dura, menos séria. Como fazer? Pensar em algum jeito gráfico para manter sempre o alerta. Talvez tentar, não ensinar, mas dar uma orientação para a população de como manter a calma, não se deixar levar por boatos e manter a sua normalidade na vida para enfrentar essa situação de terror.


Leia ‘Terror é desafio para os jornais’, de Márcia Glogowski.


Estado de defesa


Usar o terror do PCC na briga eleitoreira é uma afronta à população. Mais um sintoma de degenerescência da política. Se o governo federal, por exemplo, quisesse agir, uma das opções seria recorrer ao estado de defesa, previsto na Constituição para “preservar ou prontamente restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza”. Exatamente o que acontece hoje em São Paulo, onde o governo estadual perdeu o controle da situação. Isso não significa apenas ou necessariamente mandar tropas federais, mas, por exemplo, intervir na cúpula da (in)segurança pública, em defesa da população. Mas, para fazer isso, o governo federal precisaria ter autoridade. Num quadro de alianças com mensaleiros e sanguessugas, nem pensar.


Ao mesmo tempo, sem políticas sociais, sem descriminalizar as drogas, sem controlar o tráfico de armas, não se avançará.


Ministro Marco Aurélio na TV


Alberto Dines anuncia que o entrevistado de hoje no programa de televisão do Observatório da Imprensa será o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio de Mello.


Dines:


– Não é a primeira vez que um Presidente da República tenta se reeleger. Em 1998, FHC também tentou e conseguiu. A única diferença é que embora fosse a primeira vez, aquela reeleição foi menos, digamos, atribulada. O presidente Lula chegou a comentar em tom de blague que não sabe quando é candidato e quando é Chefe da Nação. Por outro lado, o desvendamento do escândalo do mensalão e suas conexões com o caixa dois obrigou a Justiça Eleitoral a criar paradigmas mais rigorosos para a propaganda eleitoral. Além disso, há os implicados nos escândalos cujas candidaturas precisam ser discutidas. Além disso, temos a mídia eletrônica que precisa ser acompanhada porque trata-se de uma concessão pública, não pode favorecer ninguém. Resultado: neste momento, além dos três poderes, temos um superpoder provisório, mas efetivo, o Tribunal Superior Eleitoral. Ele precisa ser ouvido. Por isso, hoje à noite o Observatório da Imprensa vai entrevistar o presidente do TSE, o ministro Marco Aurélio de Mello. O programa de televisão do Observatório da Imprensa é transmitido hoje às onze e meia da noite na TV-Cultura. Mais cedo e ao vivo, às dez e meia, na TV-E.


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