Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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>>Imprensa e guerras

Por Mauro Malin em 01/08/2006 | comentários

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Internet neles


Lentamente, os jornais começam a trabalhar com agrupamentos de parlamentares envolvidos nas denúncias contra a máfia das ambulâncias. Uns dão o tipo de propina que são acusados de receber, outros já esboçam listas regionais ou por bancada, como a evangélica. Para evitar simplificações e injustiças, é necessário mergulhar nas biografias, com a ajuda de eleitores. Para isso, a internet poderá se revelar mais ágil.


Imprensa e guerras


Alberto Dines anuncia que a cobertura das guerras será o tema de hoje à noite no programa de televisão do Observatório da Imprensa.


Dines:


– Ontem, dia seguinte ao morticínio em Qana, sul do Líbano os três grandes jornais nacionais não se abalaram em atualizar as páginas dos editoriais com um comentário sobre a tragédia ocorrida nas primeiras horas de domingo. O noticiário de segunda-feira foi farto mas a opinião estava ausente e o jornal saiu capenga. As empresas jornalísticas alegam que poucos leitores interessam-se pelos editoriais, por isso, acomodaram-se à rotina de fabricar em serie na sexta-feira os editorais de sábado, domingo e segunda. E quando acontece algo importante no fim de semana, o comentário é adiado para a terça. E se acontece algo importante na segunda, aquilo que sairia na terça fica para o dia do São Nunca. Jornais queixam-se dos leitores mas se prestassem mais atenção ao que a sociedade deles espera seriam menos burocráticos e mais ágeis. Mas o “Observatório da Imprensa” está atento: hoje à noite vai discutir a imprensa e as guerras. Às onze e meia na TV-Cultura e uma hora mais cedo, às dez e meia, ao vivo, na TV-E.



A paz difícil


Hoje há editoriais sobre o Oriente Médio nos mais influentes jornais brasileiros – a Folha de S. Paulo já havia publicado um no domingo – e em jornais pelo mundo afora, como o americano The New York Times e o espanhol El País. A tônica é a crítica à estratégia dos governos israelense e americano para deter o Hizbolah. No Washington Post, o ex-presidente americano Jimmy Carter pede políticas que conduzam a uma paz real e duradoura no Oriente Médio. Está certo, mas nesse caso, mais do que em tantos outros, é mais fácil falar do que de fazer.



De Fidel para Raúl


Fidel Castro transferiu seus poderes ao irmão Raúl após uma cirurgia de emergência. Não será fácil ler uma cobertura jornalística criteriosa dessa sucessão. Mas Cuba merece.


O mapa da baixaria


A televisão apela para o sexo, mas a jornalista Leila Reis, que escreve aos domingos no Estadão a coluna Sintonia Fina, acha que esse não é um problema de conteúdo da televisão brasileira. Leila localiza a baixaria televisiva em outros territórios.


Leila:


– Eu não vejo no sexo o grande problema da televisão brasileira hoje. Onde você tem essa coisa do sexo? Novelas. Não há esse exagero que as pessoas dizem eventualmente que tem. A televisão tem problemas que ninguém fala, porque eu acho que o moralismo em relação a sexo é maior, que eu acho que são piores. Existe uma coisa que se chama a exploração da boa fé de pessoas humildes. Existem programas até hoje que fazem o show com o depoimento dessas pessoas. À tarde você pode ver. No SBT tem o Casos de Família. São pessoas humildes querendo resolver suas mazelas por meio de um programa de televisão. Essa coisa da invasão a privacidade. A própria Globo invade a privacidade de uma criança de seis anos que foi seqüestrada sem o menor pudor. Tem coisas muito ruins. Tem um programa na TV Globo que é um dos piores que existe, que também tem muita audiência, que não difere – difere, claro, na forma e no jeito de fazer, na tecnologia – daqueles shows policialescos, que é o Linha Direta. Que sentido tem você representar um crime com todas as suas nuances trágicas, perversas, e depois oferecer isso como show?


Especialmente as novelas, o produto mais bem-acabado do ponto de vista comercial, da televisão, um gênero que deu certo, não usam [sexo] do jeito que se coloca. Esse não é o problema. O problema é quando mostra preconceito, quando desvaloriza a mulher, o negro, o homossexual, trata a criança de um jeito que ela não merece.


(Clique aqui para ler outros trechos da entrevista de Leila Reis.)


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