Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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>>Jornalismo fiteiro modernizado
>>Paladinos do capitalismo

Por Mauro Malin em 18/09/2006 | comentários

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Lógica das campanhas segue a da corrupção


A corrupção na vida privada, na vida pública e na política partidária é maior e mais antiga do que os atuais partidos e personagens. Esses são cooptados. Entre os maiores partidos, não há nenhum isento. Há indivíduos que não participam diretamente de ilegalidades. Ao seguir na cobertura das eleições a lógica das campanhas, a mídia se atrela ao funcionamento de um sistema que precisa ser criticado e renovado.


Jornalismo fiteiro modernizado


O Alberto Dines aponta a volta, com toda a força, do chamado jornalismo fiteiro, feito com base em espionagem. Fala, Dines.


Dines:


– O Fantástico ontem à noite não contou toda a história. A verdade é que quando parecia que o “jornalismo fiteiro” já era coisa do passado, o “jornalismo fiteiro” volta com toda a força num momento crucial, a 15 dias das eleições. Só que desta vez não é uma fita é um DVD. E o veículo suspeito é a IstoÉ que já andou seriamente enrolada com outros vídeos, gravações, falsificações de pesquisas e dossiês secretos. “IstoÉ” antecipou a edição que deveria estar pronta no sábado com uma reportagem de capa implicando o candidato José Serra com a máfia dos sanguessugas. Na sexta-feira, excepcionalmente, a edição da revista já estava pronta e o candidato Orestes Quércia já mostrava a capa de IstoÉ na sua propaganda eleitoral. E Orestes Quércia, como se sabe, tem históricas relações com os proprietários da IstoÉ. A matéria não tem investigação, nem questionamentos, é o resumo de um dossiê. Acontece que na naquela hora, a Polícia Federal aprendeu em S.Paulo dois militantes do PT com quase dois milhões de reais em dinheiro vivo que seriam pagos aos mafiosos das ambulâncias pelo fornecimento do DVD. Parte deste montante, segundo a PF, veio do PT e a outra parte veio de uma revista. Como a IstoÉ está em situação pré-falimentar, não é difícil adivinhar de onde veio a grana que complementaria a parcela do PT. Orestes Quércia com a palavra.


Cada um tem o Freud que pode


O Estadão localizou uma pessoa que pode ser o “Freud” mencionado em depoimento à Polícia Federal pelo advogado Gedimar Passos, um dos dois petistas presos na sexta-feira com o equivalente a um milhão e 700 mil reais. O presidente Lula tem um segurança chamado Freud Godoy, que foi sindicalista e o acompanha há muitos anos. Hoje é dono de uma empresa de segurança e, especifica o Estadão, um dos 974 militantes do PT com cargos na administração federal que descontam contribuição em folha para o partido. Ponto para o Estadão.


Paladinos do capitalismo


O ex-ministro e deputado cassado José Dirceu resolveu ser jornalista na internet. Direito dele. Criou um blog. Faz entrevista com o professor Wanderley Guilherme dos Santos, pró-reitor da Universidade Cândido Mendes, do Rio de Janeiro. Wanderley Guilherme defende “maior competição no interior da mídia”. Usa como exemplos positivos de fontes alternativas de formação de opinião, no passado pré-ditadura militar, os jornais Diário de Notícias, Jornal do Brasil e Correio da Manhã. Há pouco mais de um ano, em entrevista à Carta Capital, Wanderley Guilherme disse que a mídia havia fabricado a crise do mensalão. Estabeleceu paralelo com as crises de 1954, quando Getúlio Vargas se suicidou, 1961, renúncia de Jânio, e 1964. Como se em todos esses casos a imprensa tivesse fabricado os fatos. Naquela entrevista, os jornais da época eram vilões, agora são bons exemplos.


Na entrevista a José Dirceu, Wanderley Guilherme pede intervenção do Estado no assunto: “Assim como exigem que o Estado intervenha na área bancária para garantir a competição, é preciso que exista a intervenção do Estado tanto regulatoriamente quanto do ponto de vista do financiamento, para garantir o capitalismo na área de comunicações”.


A exortação pró-capitalista não convence. E o exemplo é péssimo. Se há competição entre bancos no Brasil, os correntistas não sentiram isso no bolso.



Maia para marqueteiro


A melhor análise da propaganda gratuita está na entrevista do prefeito Cesar Maia à Folha de S. Paulo de hoje.


Baixaria literal


Todos os tipos de baixaria apareceram finalmente na campanha eleitoral. De espionagem no TSE a xingamentos zoológicos. Mas o presidente da República não pode tentar desqualificar um cidadão, como o deputado ACM Neto, porque ele é baixo e magro. Lula é candidato, mas não deixou de ser presidente. De todos os brasileiros.


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