Sexta-feira, 24 de Março de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº937

Programa nº 472

Mauro Malin

>>Jornalismo imprensado na Venezuela
>>Classificação indicativa

Por Mauro Malin em 06/03/2007 | comentários

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Política de comunicação


O embaixador Ronaldo Sardenberg, indicado para o Conselho da Agência Nacional de Telecomunicações, Anatel, diz hoje em entrevista ao Estadão que é preciso ouvir todos os segmentos envolvidos e refazer o marco regulatório do setor. Essa será uma discussão estratégica para o país. Ontem, Sardenberg disse à Folha que o debate deve ser amplo e cuidadoso por envolver conteúdo e direito à liberdade. Defendeu medidas práticas, entre elas reduzir atritos que têm levado ao seguido fechamento de rádios comunitárias.


Jornalismo imprensado na Venezuela


O jornalista venezuelano Boris Muñoz participou em maio do ano passado do Fórum Folha de Jornalismo, em São Paulo. Ele diz que os jornalistas independentes de seu país estão imprensados entre a politização antigoverno de veículos de comunicação e o surgimento de um progressivo oligopólio da mídia nas mãos do governo de Hugo Chávez.


Boris:


– É uma situação muito difícil porque qualquer ponto de vista crítico, tanto em relação aos meios privados como em relação às políticas de comunicação do governo costumam ser desqualificados como se fossem uma crítica negativa ou como se fossem simplesmente uma mentira, como se fossem um ataque político e não como uma opinião profissional. E na verdade há muito material para se fazer uma avaliação mais objetiva, dentro do que se pode considerar objetivo.


Atualmente, o que estamos vendo? Que o governo tem cada vez mais meios de comunicação, tanto no rádio como na televisão, meios utilizados como canais de ideologia. Bem, isso também fazem os meios privados. Mas o fato concreto é que o governo tem cada vez mais meios e já está chegando quase a um oligopólio dos meios de comunicação, de informação e de entretenimento.


– Clique aqui para ler a entrevista de Boris Muñoz.


A insegurança é ampla


Jânio de Freitas constata hoje na Folha, coberto de razão, que a mídia se deixou conduzir acriticamente pelo título do estudo chamado Mapa da Violência no Brasil, que indicou crescimento da taxa de homicídios em cidades do interior. Segundo o jornalista, a estatística e seu noticiário não trataram, como têm dito, da violência, mas de mortes violentas. É grande o trauma produzido pelas mortes – em assaltos, tiroteios entre policiais e bandidos –, mas, segundo Jânio de Freitas, a insegurança é fruto sobretudo de violências mais disseminadas no dia-a-dia.


Classificação indicativa


A Folha informa que o respeito aos fusos horários pelas emissoras de televisão, para obedecer à classificação indicativa, esbarra em decreto assinado pelo presidente Lula. Classificação indicativa será o tema do programa de hoje do Observatório da Imprensa na televisão, anuncia Alberto Dines.


Dines:


– Como sabemos, a nossa imprensa cansa depressa, só consegue manter em pauta alguns assuntos, depois deixa de lado e esquece. É o caso da Classificação Indicativa para os programas de TV. As empresas de mídia eletrônica com o apoio de seus profissionais insurgiram-se no início de Fevereiro contra a classificação da programação televisiva que existe em quase todos os países e visa atender, sobretudo, as necessidades do público infanto-juvenil. Alegaram os empresários e seus profissionais que esta classificação seria uma forma indireta de censura. Ora, a classificação de espetáculos – e a TV é um espetáculo – está prevista na Constituição. As emissoras de TV são concessões públicas e têm a obrigação de atender às necessidades do público. O assunto está em discussão desde o século passado quando José Gregori era ministro da Justiça de FHC. Depois do Carnaval o assunto morreu mas o Observatório da Imprensa vai ressuscitá-lo hoje à noite. Pela TV-Cultura, às 23:40 e pela Rede da TV-E, ao vivo, às 22:40.



Educação, essa desconhecida


A mídia paulista só lentamente começa a fazer uma avalição da situação do ensino público no estado, considerada alarmante pela secretária de Educação do governo de José Serra, Maria Lucia Vasconcelos, ouvida hoje na Folha de S. Paulo.


A metodologia em que o aluno é avaliado de quatro em quatro anos, chamada oficialmente de progressão continuada e informalmente de aprovação automática, foi criada ainda no primeiro governo de Mario Covas, em 1997. Durante esses dez anos, o tema foi negligenciado, embora o discurso a respeito do desafio educacional seja muito mais antigo.



Fronteira ignorada


O Globo continua a publicar uma série de reportagens onde mostra ligações entre moradores da Tríplice Fronteira de Foz do Iguaçu e grupos extremistas. O assunto é gravíssimo, mas o Globo segue solitário nessa apuração jornalística.

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