Quinta-feira, 21 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº992
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Programa nº 336

Mauro Malin

>>Jornalismo versus propaganda
>>Mapa da promiscuidade

Por Mauro Malin em 22/08/2006 | comentários

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É o “pudêr”…


Começam a ser detectados em alguns veículos de imprensa sinais mais ou menos sutis de que grandes empresas de mídia dão como certa a reeleição do presidente Lula. Isso significa bater menos no governo e enxergar melhor os defeitos da oposição.


Sinais trocados


Quem poderia se imaginar ouvindo Fernando Henrique Cardoso louvar a combatividade de Carlos Lacerda… Declarações desse tipo deveriam ser publicadas sempre com um esclarecimento da redação sobre o histórico dos personagens.


Jornalismo versus propaganda


Alberto Dines faz um contraponto entre o horário obrigatório e iniciativas da mídia de entrevistar candidatos.


Dines:


– O primeiro balanço do palanque eletrônico eleitoral não é favorável ao tradicional horário dito “gratuito”. O quadro das preferências nas pesquisas não se alterou. Mas o balanço da cobertura jornalística espontânea, este é extremamente favorável. Mesmo sem um debate formal, a serie de entrevistas do Jornal Nacional deu o tom e sacudiu o ambiente. Em seguida veio o debate da Band que, mesmo sem a presença do primeiro colocado, serviu para mostrar com mais definição os seus concorrentes. Os debates radiofônicos regionais e assim também os dos grandes jornais, também revelam aos eleitores algo que o horário eleitoral, marcadamente publicitário e bastante enganoso, jamais conseguiria igualar. O horário eleitoral cansou logo no início, graças ao contraste com a cobertura jornalística da grande mídia. Este é um dado muito promissor. Significa que a mídia está reencontrando sua natural vocação informativa. Com equilíbrio e isenção. Para quem deseja reencontrar outra faceta do nosso jornalismo, o Observatório da Imprensa oferece nesta noite uma história que virou filme, a experiência de um de nossos primeiros jornais alternativos e reproduzida no documentário ora em exibição O Sol, Caminhando contra o Vento. Hoje, ao vivo, às dez e cinqüenta na TV-E e na TV Nacional de Brasília. Às onze e quarenta na Rede da TV-Cultura.


Mapa da promiscuidade


Em texto publicado hoje no site do Observatório da Imprensa, Alberto Dines repudia a decisão do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal de processá-lo por crime de opinião. Diz o texto, a certa altura:


“O gigantesco conflito de interesses a céu aberto que o SJPDF tenta disfarçar com as suas falsas ´solidariedades´ é uma das mais graves deformações do processo jornalístico e mediático deste país. Parlamentares tornaram-se concessionários de emissoras de rádio e TV, controlam a mídia eletrônica, mas seus assessores filiados a um sindicato de jornalistas calam-se, cúmplices desta aberração”. Clique aqui para ler o texto.


O caso de parlamentares concessionários foi abordado ontem no site Congresso em Foco. Recentemente, o governo federal retirou do Congresso os processos de concessão de 227 emissoras de rádio e televisão. Entre elas, um número grande em situação irregular há muito tempo. Sylvio Costa, diretor do Congresso em Foco, ouvido ontem, fala de alguns casos mais sensíveis.


Sylvio:


– Esse levantamento mostrou que no caso de algumas estações de rádio, especialmente, esses processos já caducaram há muito tempo. São 76 rádios que há mais de uma década perderam autorização para funcionar, ou seja, estão funcionando ilegalmente. E algumas delas são ligadas a políticos.


Mauro:


– O diretor do Congresso em Foco dá alguns exemplos das ligações com políticos que têm mandato, o que a Constituição proíbe.


Sylvio:


– Maria do Carmo Alves, senadora do PFL de Sergipe, é esposa do atual governador de Sergipe, João Alves Filho. Jáder Barbalho, outra. Tem uma outra rádio que também está em situação irregular que é da família Sarney, e tem vários outros nomes de políticos lá que a gente cita. O interessante é que isso aí está suscitando uma certa reação do governo. Hoje à tarde a gente teve a informação do Ministério das Comunicações de que eles darão um prazo de 90 dias para as emissoras regularizarem a situação, e anunciam que se isso não for feito as emissoras vão perder a concessão em caráter definitivo.


Mauro:


– Hoje o site Congresso em Foco publica entrevista em que o deputado Orlando Fantazzini, do PSOL de São Paulo, anuncia a abertura de amplo processo de discussão sobre a legislação da outorga de concessões.


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