Domingo, 26 de Março de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº937

Programa nº 487

Mauro Malin

>>Justiça cega
>>Colunista na internet

Por Mauro Malin em 27/03/2007 | comentários

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Crise de jornalismo aéreo


A crise aérea é também um retrato da crise do jornalismo brasileiro. Quando há resposta, ela é tardia, depois de arrombada a porta.


Vai processar


O senador Alfredo Nascimento, ex e futuro ministro dos Transportes, promete processar quem o acusa de ter cometido irregularidades durante a campanha eleitoral. Existe uma longa lista de processos desse tipo que nunca foram iniciados. A mídia sempre divulga as bravatas e jamais cobra os processos.


Ombudsman no Observatório


O ombudsman da Folha de S. Paulo, Marcelo Beraba, estará hoje no programa de televisão do Observatório da Imprensa. Vai fazer um balanço de sua experiência ao longo de dois mandatos. Será às 23 e 40 na TV Cultura e na TV E, ao vivo, às 22 e 40.


Sensacionalismo


O diretor-executivo de jornalismo da Rede Globo de Televisão, Ali Kamel, rebate hoje em carta à Folha de S. Paulo a crítica do editor de Brasil do jornal, Fernando de Barros e Silva, ao sensacionalismo televisivo em torno das vítimas da criminalidade. Diz que a Globo, como a Folha, apenas cumpre o papel de noticiar os fatos. Antes fosse assim. A Globo, infelizmente, fez e faz muito sensacionalismo em torno das vítimas da violência.


Leia também ‘Crítica ao sensacionalismo‘.


Justiça cega


A síntese do Brasil está hoje no noticiário: tem gente que fica presa por furtar um real, mas quem faturou com vazamento na venda da Ipiranga não irá para a cadeia.


Se todas as bandalhas em empresas estatais e privadas fossem punidas com pena de privação de liberdade a população carcerária iria disparar mais ainda. Mas as prisões seriam reformadas.


Máquina do crime


Depois da agitação das polícias civis batizada “megaoperação”, que em São Paulo, seu epicentro, não prendeu ninguém do crime organizado, surgiu o tema do número de mandados de prisão não cumpridos no Brasil. Autoridades e jornalistas não se deram o trabalho de contar quantos mandados têm como objeto a mesma pessoa e quantos têm como objeto pessoas já falecidas. E quantos são pura burocracia. Ninguém se lembrou de dizer quantas pessoas são postas em liberdade por mês depois de terem passado por alguma faculdade do crime. Nas condições atuais, prender mais é aumentar o volume futuro da onda de bandidagem. Todas as soluções baseadas apenas em repressão são falsas. Mas vendem jornal.


Leia também “Dentro e fora das prisões dos EUA”.


Colunista na internet


Desde o carnaval, a coluna de Ancelmo Gois no Globo tem uma versão na internet. Ele fala de sua volta ao ambiente online.


Ancelmo:


– O Globo tem investido no jornalismo online de maneira muito expressiva este ano, a ponto de ter inclusive contratado o jornalista Ricardo Noblat, que é de longe um dos cases de maior sucesso na internet no segmento do jornalismo político. Procurou trazer também a pobre da Míriam [Leitão] para a internet. A Míriam já é uma grande jornalista multimídia do Brasil, porque a Míriam está no rádio, está na televisão a cabo, está na TV aberta, está no papel – ela tem hoje um blogue, embora não seja blogue, eu acho que é mais site. E a parte que meu coube nesse latifúndio, e de maneira muito prazerosa, foi fazer uma coluna de notícia, mas uma coluna ao jeito carioca, e celebrando muito o Rio tanto na sua parte de beleza como de caos, para usar a letra da música da Fernandinha Abreu.


Mauro:


– Ancelmo Gois saúda o surgimento de blogues de políticos, mas diz que eles não podem ser confundidos com jornalismo.


Ancelmo:


– Tem duas sensações. Uma boa e outra ruim. A boa é que é bom, é muito bom para o país, para a democracia, que todo mundo tenha um microfone. No dia em que todo mundo tiver um microfone, eu acho que o Brasil será mais democrático. Nesse sentido, eu acho legal que todo político faça seu blogue. Agora, esses blogues – e aí é o perigo –, como é um mundo novo, um mundo em formação, ainda não sedimentado, eles entram parecendo que é um produto jornalístico. E evidentemente que não é um produto jornalístico do ponto de vista da concepção de jornalismo que a gente conhece. É evidente que você pode ter um jornalismo partidário, um jornal de partido, mas o meu medo é esse, que eles, de certa maneira, eles entram numa área – não é que eles não estejam preparados para entrar nessa área, mas é uma área que procura preservar um mínimo de equilíbrio e é evidente que você não pode pedir equilíbrio a um político.


Mauro:


– O jornalista do Globo critica os que usam a internet para fazer ataques pessoais.


Ancelmo:


– Me assusta muito o jeito com que algumas pessoas entram, me agride muito. Eu acho covarde. Porque é um cara que xinga sua mãe que você não vê a cara dele, às vezes ele está escondido.


Leia a entrevista completa de Ancelmo Gois.

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  1. Comentou em 27/03/2007 Flora rgergerger

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