Quinta-feira, 21 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº992
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Programa nº 327

Mauro Malin

>>Manipulação custará caro
>>O verdadeiro barril de pólvora

Por Mauro Malin em 09/08/2006 | comentários

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Manipulação custará caro


Todos seremos punidos pela politização desbragada, vergonhosa, dos problemas de segurança pública, seja qual for o desfecho da campanha eleitoral. “Todos” significa: políticos que exploram o tema, desde o presidente-candidato e seus ministros, passando pelo candidato Alckmin, o governador Lembo e o secretário Saulo, até o mais humilde dos cidadãos. Esse, mais do que qualquer outro. A mídia, que se contenta com atos e declarações oficiais manipulatórios, paga um preço pela sua incapacidade de enxergar o quadro e o repassa à sociedade.


O verdadeiro barril de pólvora


O repórter Chico Siqueira, de Araçatuba, mostra que o quadro de horror dentro das cadeias, lenha na fogueira armada pelo PCC e outros grupos, está ausente do noticiário.


Chico:


– A convivência entre agentes e presos, que já não era um clima dos melhores, acabou piorando. Por conta das ameaças que eram feitas contra os agentes, por conta dos ataques. Nessa última semana a situação piorou. Alguma coisa que ocorra de anormal dentro das prisões, a Polícia Militar é chamada, a tropa de choque. Ocorre que há muitas denúncias de que ela vem agindo com violência. Houve uma blitz na penitenciária de Getulina, soltaram os cachorros, os cachorros morderam os presos, eles bateram muito nos presos. Os presos conseguiram falar com os familiares, e os familiares acabaram fazendo a denúncia. Também houve uma outra blitz em São Bernardo do Campo onde os detidos também teriam sido agredidos. Não sei por que, mas a imprensa acabou não dando essas histórias. E por conta da situação em Mirandópolis, também, onde os presos estão confinados lá numa área pequena, em Araraquara, também, pelo que a gente obteve de informação, eles dizem que esses ataques estão ocorrendo por conta disso mesmo. Eu não sei dizer se essa é a verdade. Porque a gente vê na imprensa, também, informações de que “Olha, o PCC fez isso porque o Marcola foi indiciado em mais um crime, o Ministério Público está ameaçando não liberar o indulto”… No momento em que você tem diretores de penitenciárias sendo presos por corrupção, presos sendo espancados, tem a Justiça dificultando o acesso aos direitos universais, isso daí se torna um estopim. O PCC, dentro desse tipo de situação, só vai ser mais forte.


Mauro:


– Ontem o Estado de S. Paulo publicou notícia de Chico Siqueira sobre denúncias de torturas nos presídios. Hoje o assunto sumiu dos jornais. Noticiário que vem de dentro das cadeias do Oeste paulista prevê para amanhã um redobrar da violência.


A farsa das “facções”


As Organizações Globo desinformam a população com a política de avestruz de chamar o PCC ou o Comando Vermelho de “facção criminosa”. Não há apenas uma organização criminosa em São Paulo e no Rio. Há várias. A opinião pública não pode avaliar o combate a elas sem nem sequer saber que existem.


Já basta a guerra


O editor do Observatório da Imprensa Online, Luiz Egypto, repele as mistificações na cobertura das guerras.


Egypto:


– Blogueiros que acompanham os conflitos entre Israel e o Hezbollah denunciaram anteontem um caso de adulteração intencional de um flagrante jornalístico. Ficou provado que a foto da explosão de uma bomba israelense jogada sobre Beirute, distribuída pela agência Reuters, foi, digamos, “dramatizada” pelo fotógrafo.


O fotorrepórter libanês Adnan Hajj, freelancer da Reuters, conseguiu adensar a fumaça de um incêndio. E fez pior: recortou e novamente colou uma parte da imagem original, de modo a aumentar a área bombardeada e sob chamas. O resultado impressiona e a revelação do truque, mais ainda.


Como notou Alberto Dines, na edição online do Observatório, “os ataques realmente aconteceram, as vítimas realmente morreram, mas a convivência com a soma de pequenas adulterações pode produzir tremendas mistificações”.


E mistificação é tudo o que não precisamos na cobertura de uma guerra.


Continente obscuro


O quadro geopolítico na América do Sul complica-se em alta velocidade. Agora a Venezuela, que se militariza em marcha batida, cogita abrigar ogivas nucleares fabricadas no Irã. Seria uma maneira de impedir uma invasão americana. Fala-se também em interesses da potência chinesa. Enquanto isso, as análises produzidas pela imprensa brasileira arrastam-se em ritmo perigosamente lento.


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