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ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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>>Mídia firme contra manhas
>>Novo jornal de papel

Por Mauro Malin em 24/08/2006 | comentários

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PCC pauta a imprensa


A Folha de S. Paulo volta hoje à politização do PCC. Esse assunto deve ser apurado até o fim, mas é requentado. Em 27 de maio, Nagashi Furukawa, ao deixar a Secretaria de Administração Penitenciária, declarou em entrevista ao Estadão que houve um comunicado da quadrilha orientando seus integrantes a poupar políticos do PT. Mas o próprio Nagashi completou: “O PT não tem nada a ver com isso”.


Em 19 de maio, a revista Caros Amigos publicou um número extra sobre o PCC. Boa reportagem. Entretanto, omitiu um comunicado, chamado “salve”, no qual os bandidos mencionavam preferência pelo PT. A Caros Amigos preferiu publicar outro “salve”. A politização é praticada pelos dois lados.


Enquanto isso, o PCC pauta a imprensa.


Mídia firme contra manhas


Alberto Dines mostra como, no caso da máfia das ambulâncias, a imprensa criou obstáculos a um acordo maroto para salvar a pele dos implicados.


Dines:


– Como se explica a rapidez e a eficácia da CPI dos Sanguessugas? É evidente que a presença do deputado Antônio Carlos Biscaia na presidência da CPI é um fator decisivo para o sucesso desta investigação. Sua experiência no Ministério Público, aliada à sua competência parlamentar, tornaram esta CPI um paradigma de investigação bem-sucedida. Seus colegas Raul Jungmann e Fernando Gabeira oferecem o necessário suporte guerrilheiro. Mas desta vez é preciso reconhecer que a mídia merece um galardão. Sua contribuição investigativa não foi grande, mas a sua disposição de sacudir o país com um fluxo constante de informações impediu qualquer manobra para fabricar mais pizzas. As sucessivas listas com os infratores e seus retratinhos foram arrasadoras. Nem mesmo o esperto senador Rennan Calheiros, presidente do Senado, conseguiu engavetar a investigação sobre seus três colegas. A imprensa berrou e Renan voltou atrás. Uma mídia firme e teimosa consegue vencer todas as manhas para acobertar os escândalos. Os novos 27 deputados sanguessugas a serem investigados pelo Supremo, somados aos 57 já indiciados, comprovam que apesar da impunidade que prevaleceu entre os mensaleiros, quando a mídia tem gana e quando a mídia tem garra, as coisas acontecem.


Sujeira visível


Um assunto de primeira para a mídia paulistana é o projeto de proibição de out-doors, que entra agora em fase de debate na Câmara de Vereadores. O volume de interesses envolvidos é muito grande. Uma medida saneadora dessa natureza só passa com apoio da imprensa. Caso contrário, prevalece o statu quo.



Novo jornal de papel


O Observatório da Imprensa recebeu anteontem na televisão ilustríssimos personagens dos antigos jornais chamados alternativos. Falou-se no papel ainda insuperável do jornal impresso. Em São Paulo, começou há 36 edições nos dias de semana o jornal Destak, que distribui gratuitamente, em média, 150 mil exemplares em cerca de 70 pontos da cidade. O pequeno tablóide é um exercício de concisão. Procura tratar dos assuntos mais relevantes em suas atuais 16 páginas. O diretor do Destak, Fábio Santos, fala de um desafio jornalístico ligado ao tipo de operação do tablóide.


Fábio:


– A principal diferença que eu veria entre fazer um jornal como o Destak, de distribuição gratuita, e um jornal tradicional é mesmo a necessidade que o jornalista tem de se preocupar com a questão industrial. Com o fato de que o jornal é distribuído nas ruas da cidade para pessoas que já estão fora de suas casas. Só um pequeno exemplo: o nosso Tempo, o clima, no jornal, é o do dia e o do dia seguinte. Porque o do dia o leitor na verdade já está sentindo na pele. A mesma coisa a forma como a gente vai cobrir, por exemplo, uma greve nos transportes ou um fato que tenha a ver com a cidade. A gente tem que pensar sempre que o leitor já vai estar na rua quando receber o jornal.


Mauro:


– Hoje a manchete do Destak é “Gerente de banco morre com um tiro no rosto na Faria Lima”. Todos os grandes jornais paulistanos, incluídos o Jornal da Tarde e o Diário de S. Paulo, deram em suas capas pouco relevo ao crime, cometido numa das ruas mais importantes da cidade. Se tivesse acontecido no Rio de Janeiro, o equivalente a esse assassinato teria sido dado com mais destaque.


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