Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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Programa nº 338

Mauro Malin

>>Mídia firme contra manhas
>>Novo jornal de papel

Por Mauro Malin em 24/08/2006 | comentários

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PCC pauta a imprensa


A Folha de S. Paulo volta hoje à politização do PCC. Esse assunto deve ser apurado até o fim, mas é requentado. Em 27 de maio, Nagashi Furukawa, ao deixar a Secretaria de Administração Penitenciária, declarou em entrevista ao Estadão que houve um comunicado da quadrilha orientando seus integrantes a poupar políticos do PT. Mas o próprio Nagashi completou: “O PT não tem nada a ver com isso”.


Em 19 de maio, a revista Caros Amigos publicou um número extra sobre o PCC. Boa reportagem. Entretanto, omitiu um comunicado, chamado “salve”, no qual os bandidos mencionavam preferência pelo PT. A Caros Amigos preferiu publicar outro “salve”. A politização é praticada pelos dois lados.


Enquanto isso, o PCC pauta a imprensa.


Mídia firme contra manhas


Alberto Dines mostra como, no caso da máfia das ambulâncias, a imprensa criou obstáculos a um acordo maroto para salvar a pele dos implicados.


Dines:


– Como se explica a rapidez e a eficácia da CPI dos Sanguessugas? É evidente que a presença do deputado Antônio Carlos Biscaia na presidência da CPI é um fator decisivo para o sucesso desta investigação. Sua experiência no Ministério Público, aliada à sua competência parlamentar, tornaram esta CPI um paradigma de investigação bem-sucedida. Seus colegas Raul Jungmann e Fernando Gabeira oferecem o necessário suporte guerrilheiro. Mas desta vez é preciso reconhecer que a mídia merece um galardão. Sua contribuição investigativa não foi grande, mas a sua disposição de sacudir o país com um fluxo constante de informações impediu qualquer manobra para fabricar mais pizzas. As sucessivas listas com os infratores e seus retratinhos foram arrasadoras. Nem mesmo o esperto senador Rennan Calheiros, presidente do Senado, conseguiu engavetar a investigação sobre seus três colegas. A imprensa berrou e Renan voltou atrás. Uma mídia firme e teimosa consegue vencer todas as manhas para acobertar os escândalos. Os novos 27 deputados sanguessugas a serem investigados pelo Supremo, somados aos 57 já indiciados, comprovam que apesar da impunidade que prevaleceu entre os mensaleiros, quando a mídia tem gana e quando a mídia tem garra, as coisas acontecem.


Sujeira visível


Um assunto de primeira para a mídia paulistana é o projeto de proibição de out-doors, que entra agora em fase de debate na Câmara de Vereadores. O volume de interesses envolvidos é muito grande. Uma medida saneadora dessa natureza só passa com apoio da imprensa. Caso contrário, prevalece o statu quo.



Novo jornal de papel


O Observatório da Imprensa recebeu anteontem na televisão ilustríssimos personagens dos antigos jornais chamados alternativos. Falou-se no papel ainda insuperável do jornal impresso. Em São Paulo, começou há 36 edições nos dias de semana o jornal Destak, que distribui gratuitamente, em média, 150 mil exemplares em cerca de 70 pontos da cidade. O pequeno tablóide é um exercício de concisão. Procura tratar dos assuntos mais relevantes em suas atuais 16 páginas. O diretor do Destak, Fábio Santos, fala de um desafio jornalístico ligado ao tipo de operação do tablóide.


Fábio:


– A principal diferença que eu veria entre fazer um jornal como o Destak, de distribuição gratuita, e um jornal tradicional é mesmo a necessidade que o jornalista tem de se preocupar com a questão industrial. Com o fato de que o jornal é distribuído nas ruas da cidade para pessoas que já estão fora de suas casas. Só um pequeno exemplo: o nosso Tempo, o clima, no jornal, é o do dia e o do dia seguinte. Porque o do dia o leitor na verdade já está sentindo na pele. A mesma coisa a forma como a gente vai cobrir, por exemplo, uma greve nos transportes ou um fato que tenha a ver com a cidade. A gente tem que pensar sempre que o leitor já vai estar na rua quando receber o jornal.


Mauro:


– Hoje a manchete do Destak é “Gerente de banco morre com um tiro no rosto na Faria Lima”. Todos os grandes jornais paulistanos, incluídos o Jornal da Tarde e o Diário de S. Paulo, deram em suas capas pouco relevo ao crime, cometido numa das ruas mais importantes da cidade. Se tivesse acontecido no Rio de Janeiro, o equivalente a esse assassinato teria sido dado com mais destaque.


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Todos os comentários

  1. Comentou em 27/08/2006 Marco Costa Costa

    áSr. Mauro, quando o senhor diz que os comentários postados neste blog são pobres, indigentes, isto em virtude de escolas primárias e secundárias terem nível duvidoso. Saliento que os usuários deste espaço não são jornalistas profissionais, como também não têm redatores e/ou acessores disponíveis para fazer correções daquilo que escrevem. Portanto, não seja injusto com aqueles que valorizam o seu belo trabalho, bem como de uma maneira ou de outra lhe ajuda a defender o pão nosso de cada dia.

  2. Comentou em 27/08/2006 douglas puodzius

    Primeiro: O comentario que fiz fica mantido. Não concordo com avaliar o espaço pelo numero de comentários que receba. Continuo considerando uma discussão, como direi, inócua. A qualidade aqui está posta a olhos vistos e me parece que as pessoas escrevam mais para criticar do que para elogiar. Talvez seja esta uma razão dos poucos comentários. Coisa que tambem não faz diferença. Segundo:Tenho respeito (sem puxa-saquismo até porque vivo bem à minhas custas) pelo Sr. malin, apesar de concordarmos pouco. Mas, a verdade é que ninguem pode negar-lhe o reconhecimento profissional que fez por merecer. Terceiro: O comentário não foi feito em defesa do Sr. Malin (até porque ele não precisa) e sim do espaço. Considero que este pertença a todos. No entanto, por oficio, tem o sr. Malin o poder e a responsabilidade de controlar a qualidade para não repertirmos aqui as atrocidades como: Noblat, Josias de Souza e etc… Sendo assim, devemos coloborar com o que consideramos melhor. Esta é minha opinião. Quarto: Sempre quando publicamos o que pensamos chamamos o público para o debate. Quando queremos privacidade enviamos um e-mail. Então não podemos gritar o que queremos e ficar chateados porque ouvimos o que não queremos. Nessa perspectiva, critiquei o comentário apenas e disse que na minha opinião tais comentários deveriam ser dispensados, não o comentarista.

  3. Comentou em 27/08/2006 Douglas puodzius

    Quinto: Com relação à dita ‘ Agressão aos blogueiros’ é um juizo de valor onde cada um interpreta a luz de suas experiencias. Porém seria necessário dizer que o comentário não se refere aos participantes desse blog e sim dos blogs que foram citados. E acredito que nem passe perto de uma agressão, mas que seja sim uma constatação. Talvez pecando mais na forma do que no conteudo. E por fim. Prometo que independente de tréplica não voltarei ao tema porque não é o intuito deste espaço.

  4. Comentou em 26/08/2006 cid elias

    Agora que estou mais ‘civilizado’, gostaria de lhe dizer que a verdade é tudo para mim. Não minto, não engano ninguém, durmo tranqüilo. Sem ressentimentos, quando leres meus posts, não fique na defensiva, tente me entender. Veja, só neste caso foram dois ou trê comentários não autorizados. Pobre da Marinilda, ficou furiosa e rompeu relações. Mari, manifesto minha indignação a mais uma prova da parcialidade doSr Mauro Malin . A notícia de O Dia é claríssima. Sei lá com que interesses o Malin induz o leitor a relacioná-la com o PT! O FATO principal é maquiavelicamente substituido na conclusão. Foi o PT que comandou a CPI, mas o Malin tb sonegou o fato. Foram publicadas poucas linhas nos jornalões, nem preciso dizer o POR QUÊ…, aliás SE ENCONTRA ‘sequestrado’ pela imprensa ‘protetora’. A informação foi pinçada do jornal O Dia… Que a Equipe do O.I. tenha ciência desta mensagem. AbçCid. [Reprodução de nota publicada neste blog:

    O eterno Duda. O jornal O Dia detalha hoje a abertura de processo contra Duda Mendonça, Marcello Alencar, que foi governador do Rio de Janeiro pelo PSDB, e Marco Aurélio Alencar, filho e auxiliar de Marcello, entre outros, pelo pagamento de 7 milhões e 200 mil reais à agência de publicidasde A2CM, de Duda, no final de 1997. No Estadão, informa-se que Duda supervisionou o programa do candidato Lula, o que o marqueteiro oficial do PT, João Santanna, nega indignado.’

  5. Comentou em 25/08/2006 Marco Costa

    Existe um cidadão do sulará que usa e abusa deste conceituado blog, que se acha o máximo dos máximos. Porém, não percebe que está sendo usado como o sabichão do sistema canibalesco. O qual usa e descarta como um modess já em desuso. Sabichão, vá procurar sua turma, se não vc poderá perder a maria-fumaça do atraso.

  6. Comentou em 25/08/2006 Minas Blog

    Deixo aqui um convite para você conhecer o MinasBlog.
    O Minasblog trata de questões polêmicas sobre a disputa eleitoral para o governo de Minas Gerais e mostra outros ângulos da campanha eleitoral de um modo geral. Apresenta artigos, entrevistas e comentários sobre os principais assuntos que a cobertura diária da mídia não quer ou não ousa comentar. Um espaço democrático, informativo e interativo. Se você quiser divulgar o nosso blog, seria uma importante contribuição para o nosso trabalho. Vários blogueiros já nos linkaram em sinal de apoio. Vale uma conferida. Agradeço se você nos visitar.
    Um abraço, Equipe do Minasblog.

    MINASBLOG – Diário de debates sobre o nosso Estado
    http://www.itvmg.org.br/minasblog

  7. Comentou em 25/08/2006 CID ELIAS

    Mauro , se me permites responder ao Dr. Douglas: o grande pesquisador nem sabe se fica e já quer armar a rede! Suas palavras demonstram um apego à democracia jamais visto. Como um defensor da livre manifestação que o sr. sempre demonstra ser em seus descabidos comentários, o fez mais uma vez agora. Para que saibas, naquele troço do noblat e no #$@*# do fr , eu não entro para não ter movimentos antiperistálticos! Não são jornalistas, são militantes tucanos travestidos, são anti-Lula iguais ao nobre democrático DP. Além disto, não é aconselhável meter o bedelho onde ninguém chamou. O meu comentário sobre o blog Em Cima da Mídia é decorrente do fato de que questiono alguns artigos deste espaço freqüentemente, e inúmeros comentários que tento postar não são publicados, alguns com razão para o Mauro, outros não. Dr Douglas, minhas idéias e atitudes não são pautadas por iformações lidas em revistecas e jornalões, muito menos em ‘grobos da vida’ que há anos me recuso a ver. Se queres debater traga argumentos, números, dados reais e comprovados. Lendo o conselho que postastes, para não permitir meus comentários , fico triste de existir pessoas, em pleno 2006, que se acham mais iguais que as outras… Lhe darei eu um conselho: leia ‘ A Melhor Democracia que o Dinheiro Pode Comprar’, do G. Palast , informação para cérebros deformados pela mídia….abçs cid

  8. Comentou em 25/08/2006 Douglas Puodzius

    Creio que poderiamos recomendar ao Sr. Cid Elias alguns blogs com bastantes comentários, como o do Noblat, o do Fernado Rodrigues e outros. Imaginem a credibilidade destes jornalistas? [Agressão aos blogueiros removida.]. Malin, dispense comentários como o do Cid, são inócuos neste espaço.

    Comentário do autor do blog (o mecanismo de publicação regular pifou):

    Eliminar o dissenso não melhora a discussão. Como dizia Rosa Luxemburgo (ou alguém lhe atribuiu o dito), ‘a liberdade é a liberdade dos outros’. Só não gosto da personalização excessiva. Sou de um tempo, de uma escola em que o repórter não era notícia. Notícia era a notícia. Havia jornalistas que viravam notícia, como Carlos Lacerda, mas esse era outro departamento. Era política, no Brasil sempre muito ligada à imprensa.

    No Jornal do Brasil do final dos anos 1960, comandado por Alberto Dines, Carlos Lemos, José Silveira, Aluízio Flores, Sérgio Noronha existia uma vontade coletiva de corresponder ao melhor espírito jornalístico. (Antes, fui da Tribuna da Imprensa, mas esse é outro capítulo, outro aprendizado profissional, a ser referido oportunamente.)

    É verdade que muita gente no JB competia para ver quem puxava mais o saco dos chefes, mas isso existe em qualquer organização humana. Eu estava mais preocupado com a luta contra a ditadura e contra o que chamávamos então de ‘a revolução brasileira’. Não gostava da fofoca na Redação. Tanto que, quando fui obrigado a sair, em julho de 1970, não pretendia voltar a trabalhar em jornal, na grande imprensa. Isso só foi acontecer novamente em novembro de 1982, no Globo. E a disciplina jornalística era então maior ainda, porque a ditadura estrebuchava, mas dava grandes patadas (atentado no Riocentro, morte de D. Lyda Monteiro, secretária do presidente da OAB Seabra Fagundes, atentado contra o vereador do Rio de Janeiro Antônio Carlos, que cegou e mutilou seu tio e assessor, José Ribamar, explosões em bancas de jornais), e havia também a linha do jornal, que não permitia ‘contrabandos’. Para minha surpresa, fiquei apaixonado pela redação do Globo, puxa-saquismos – que os havia lá também, mas pouco na editoria de Nacional – à parte.

    Tudo isso para dizer que qualquer leitor pode e deve escrever o que pensa, seguidas as regras do jogo. Mas eu leio tudo e edito tudo – corrijo tanto quanto possível o português, principalmente dos que discordam de mim, e removo ofensas, agressões, calúnias, como está nas regras do jogo do O.I.

    Em blogs não dá para evitar sempre a primeira pessoa. Seria a negação do espírito do blog. No texto para o rádio, que eu me lembre, em 339 edições até agora, nunca usei a primeira pessoa do singular.

  9. Comentou em 25/08/2006 Leite da Costa

    A mídia não tem gana, muito menos garra para mudar as maracutaias que ocorrem nos corredores acarpetados do Congresso Nacional. Mais uma vez, solicito a quem interessar quantos políticos ladrões estão em cana, ou foram punidos de uma forma ou de outra. Infelizmente no país nada acontece com que tem poderes econômico e político. Ademais, a imprensa brasileira é igual a um quitandeiro que vende legumes, vende notícias, as quais interressam somente aos donos do Brasil, bem como encher os bolsos dos proprietários desse próspero comércio.

  10. Comentou em 25/08/2006 cid elias

    Fui reler estes maravilhosos legados jornalísticos do blog, apesar de ter lido o corpo, não havia dado bola ao título. Desta vez fui direto com os olhos neste marco da imprensa do Pindorama : ‘Mídia firme contra as manhas’!!!(?)Tive que olhar para me certificar que não estava num sítio de Humor, ou de Ficção, Cinema ou algo parecido. E a mídia tem MORAL para ser firme? Desde quando Está firme como geléia! Não dará trégua a ‘seu ninguém’, será implacável como foi nas investigações da Lista de Furnas e do Mensalão NOSSACAIXA2, delatado por um PEFELÊ e…e…e…! Será como um rochedo ao questionar as privatarias, em especial o maior crime da história moderna cometido contra uma nação: doação dos minérios brasileiros no embuste VALE DO RIO AZEDO! Li semana passada que o lucro desta insignificante cia., EM 3 MESES, foi igual ao valor PAGO pelos compradores, claro sem contarmos as ‘comissões bilionárias que os éticos acobertados pela imprensa levaram!’ Será firme como aço em não divulgar o assalto de acms et caterva no escândalo varrido para debaixo do tapete, leia-se 101MI Reais comprovados pela equipe do Procurador Lino, e que só Carta Capital publicou. A mídia sempre firme de Època, colocou no Índice da edição 09/2006 (se não me engano) e…e na página indicada…….NADICAS DE PITIBIRIBAS ! Pelo menos o Maurão está se revelendo um piadista de futuro! abç cid

  11. Comentou em 25/08/2006 joaquim machado Machado

    Gostaria de saber se os nossos jornalistas que se dizem éticos, consegue nas suas redações escrever textos contrários aos pensamentos e posições políticas dos seus patrões. É preciso avisar aos nossos honestos(?) jornalistas que pela nossa constituição não devemos condenar quem não foi julgado. Temos péssimos políticos, mas jornalistas piores.

  12. Comentou em 24/08/2006 Mauro Sampaio

    A mídia evita a impunidade dos sanguessugas é um exagero. Parece um olhar para o umbigo, como se a mídia (dela – bem pequeno – faço parte) já tivesse substituído o Poder Judiciário.

    Quanto ao julgamento de políticos, ela faz isso mesmo. Condena-os sem abrir-lhes o justo direito de defesa (e de resposta).

    Exemplos: chamar deputados absolvidos pelo Plenário de ‘mensaleiros’. Chamar a deputada Angela Guadagnin de ‘dançarina da pizza’. Desprezar a defesa dos acusados, não se importando com a presunção da inocência.

    Se isso é colaborar com a impunidade, calo-me.

  13. Comentou em 24/08/2006 Leite da Costa

    A mídia não impede absolutamente nada. A impunidade rola solta em todos os níveis,seja no Executivo, Legislativo ou no Judiciário, nenhum marginal da granfinagem está curtindo um xilindró nos belos e confortáveis presídios espalhados pelo território nacional. Está mais do que provado que notícia serve apenas para os donos da mídia em geral ficarem mais ricos. Senhor Mauro, com todo respeito que vc merece, diga-me quantos tubarões estão presos em função da mídia.

  14. Comentou em 24/08/2006 cid elias

    Estou abismado com a quantidade gigantesca de comentários existentes em seu CANTINHO…é difícil imaginar como é que o maurão dá conta de tantos posts que abundam neste blog…deve ser cansativo…mas reflete a imensa credibilidade do blogueiro , sempre imparcial e contrário à tendenciosidade da mídia golpista…parabéns!

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