Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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>>Mídia unida pode exigir pacto contra o terror
>>Genocídio, mais um termo banalizado

Por Mauro Malin em 15/08/2006 | comentários

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Fidel e Tancredo


Fidel Castro, a respeito de seu próprio destino, é mais realista do que foi a mídia brasileira durante a longa e dolorosa doença de Tancredo Neves.


 


Contra a Transparência


            O PT, em vez de combater a corrupção em suas fileiras, resolveu processar a Transparência Brasil, que pede aos eleitores atenção na hora de decidir seu voto em outubro.


           


Mídia unida pode exigir pacto contra o terror


Alberto Dines diz que a Globo agiu bem, mas a imprensa como um todo perdeu preciosa oportunidade de cobrar dos poderes da República um pacto político contra o terror, ao invés da exploração eleitoreira do problema.


Dines:


– A TV Globo agiu corretamente no episódio do seqüestro de seu repórter e do técnico que o acompanhava. Quem perdeu uma preciosa oportunidade para impor-se perante a sociedade foi a imprensa como um todo, o sistema midiático, o tal do Quarto Poder. As empresas de comunicação estão preocupadas com o vazio de poder e a sua vulnerabilidade nas mãos dos narcoterroristas. Mas empresas de comunicação poderiam ter aproveitado o episódio para manifestar-se candentemente contra a guerrilha dos palanques que está sendo magnificamente aproveitada pelos criminosos. Ontem o ministro Márcio Thomas Bastos reconheceu que o ano eleitoral está prejudicando o combate ao crime. Então, qual deveria ser a reação da instituição jornalística brasileira? Obrigar os partidos, a classe política e todos os governantes a participar de um pacto político contra o terror. Só a mídia pode impô-lo e este é o momento. A colombização do Brasil e o seqüestro dos funcionários da Globo serão discutidos hoje à noite no Observatório da Imprensa. Por causa do horário eleitoral na TV-Cultura às onze e quarenta e na TVE, ao vivo, às dez e cinqüenta.


           


            Propaganda como alma do crime


Em termos clássicos de luta política, o PCC realizou um grande feito de propaganda. Ganhou visibilidade para toda a população brasileira e aumentou seu cacife junto a grupos criminosos da Colômbia e de outros países com os quais se relaciona.


 


            Homens e ratos


            O presidente da Associação Brasileira de Imprensa, Maurício Azedo, pede uma discussão séria sobre o regime disciplinar diferenciado, que, diz, é inconstitucional e “faz o prisioneiro se sentir um rato”. Arrocho na cadeia não resolve. Controle e isolamento de líderes podem resolver. Mas o que se faz com a corrupção de dentro para fora e de fora para dentro da cadeia?


           


            Orkut topa-tudo


            O Google brasileiro comprou uma briga feia com o Ministério Público, que acusa a empresa de não cumprir seu papel na repressão a pessoas que publicam no Orkut pornografia infantil, neonazismo, incitação a crimes, maus-tratos contra animais, homofobia e intolerância religiosa, entre outras denúncias. A notícia está no Estadão de hoje.


 


            Ratinho no prejuízo


            Será tirado do ar pelo SBT o Programa do Ratinho, informa hoje Daniel Castro, da Folha de S. Paulo. Não por sua natureza de cruel exploração das pessoas incautas que a ele compareciam, mas porque está dando prejuízo à emissora.


 


            Genocídio, mais um termo banalizado


            Andrés Openheimer, colunista do jornal americano Miami Herald nascido na Argentina, se mostra assustado com a maré antiisraelense que constatou na mídia e entre intelectuais latino-americanos. Openheimer diz que o emprego das palavras “holocausto” e “genocídio” a propósito dos ataques de Israel ao Hezbollah, que fizeram muitas vítimas civis no Líbano, é uma perigosa banalização dos termos. Ele transcreve a definição de “genocídio” dada pelo dicionário Webster (“a deliberada e sistemática destruição de um grupo racial, político ou cultural”).


Openheimer cita um manifesto publicado no jornal argentino Página 12 com assinaturas de intelectuais e jornalistas. Ele enxerga leniência diante do bombardeio de populações civis israelenses pelo Hezbollah. E tem razão.


No passado foi subestimado o sofrimento das populações palestina e libanesa. A mídia de massas não é boa conselheira para quem quer entender melhor, com mais profundidade, os problemas. E se preocupa pouco com o uso correto das palavras, entretanto sua ferramenta primária.


Clique aqui para ler o artigo (em inglês) de Andrés Openheimer. Basta cadastrar-se.


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