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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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Programa nº 484

Mauro Malin

>>Modelo italiano
>>A trilha da repressão

Por Mauro Malin em 22/03/2007 | comentários

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PIB e superávit


Os jornais de economia não chegam a um acordo sobre os novos números do PIB. O Valor diz que eles tornam mais difícil obter superávit primário. A Gazeta Mercantil afirma o contrário.


Lula e Collor


O presidente da República receber um senador de quem foi acérrimo inimigo é acontecimento que permite duas leituras. A primeira está nos jornais. Indignação. A outra é mais sutil: sinal de evolução institucional. Mas isso não implica, como pretende Fernando Collor, fazer uma revisão espúria do passado.


Stephanes e Banestado


Tem urucubaca no Ministério da Agricultura, ou é difícil encontrar um varão impoluto. A Folha noticia hoje que o deputado Reinold Stephanes é réu em ação popular por improbidade no Banestado. O assunto envolve a Gazeta do Paraná. Stephanes diz que foi tudo regular, com aprovação do Banco Central.


Jefferson e a lei


O ex-deputado Roberto Jefferson passa agora do teatro da política para a esfera criminal. A acusação é de formação de quadrilha.


Modelo italiano


Alberto Dines lamenta que, no Observatório da Imprensa, o ministro Luiz Dulci tenha manifestado simpatia pelo modelo das televisões estatais italianas.


Dines:


– O ministro Luis Dulci da Secretaria Geral da Presidência não encerrou a novela da Rede Pública, como se imaginava. Ao contrário, afirmou com bastante ênfase que a discussão sobre o futuro da rede está mal começando. O ministro Luis Dulci participou na ultima terça-feira do Observatório da Imprensa para explicar os objetivos políticos do projeto apresentado na semana passada pelo ministro Hélio Costa. A boa notícia é justamente essa: o governo sabe o que quer mas ainda não sabe o formato da rede nem a estrutura jurídica das emissoras que a constituirão. Sinal da disposição do governo de ouvir todas partes foi o adiamento do Fórum Nacional de TV-Pública que o Ministro Gilberto Gil havia programado para o início de abril. Como se sabe, o Ministério da Cultura de Gil foi um dos primeiros a manifestar-se contra a idéia de Hélio Costa. A má notícia trazida pela fala do ministro Dulci é a sua visível simpatia pelas tevês estatais italianas: na realidade, elas repetem o que de pior existe nas tevês comerciais da Europa. de qualquer forma, começa a ficar claro que a novela da Rede Pública de TV poderá render tantos capítulos quando uma novela das oito na Globo.


Ofensiva de propaganda


Mônica Bergamo informa hoje na Folha que o governo, sob a batuta do ministro Dulci, prepara uma grande campanha para fazer propaganda do PAC.


É o Chávez!


O ministro Hélio Costa ficou irritado com a polêmica sobre tevê pública ou estatal. Ele disse que quem faz tevê estatal é o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.


A trilha da repressão


O promotor aposentado e ex-deputado Hélio Bicudo, que enfrentou o Esquadrão da Morte em São Paulo há quase quarenta anos e foi também, durante décadas, editorialista do Estado de S. Paulo, diz que a mídia só consegue enxergar, na questão da segurança pública, o caminho da repressão, seguido há muitos anos, com péssimos resultados.


Bicudo:


– Ou por interesses empresariais ou por outros interesses, a mídia embarcou na repressão. Embarcou no desvio. E isso vai estourar mais na frente. Tudo aquilo que você possa sugerir em contrário, absolutamente não se toma conhecimento. Eu estive com o presidente da Câmara, questão de dez, quinze dias, eu disse para ele: Vamos fazer um seminário sobre esse problema, chamar gente de fora, gente aqui do Brasil, e ver as conclusões desse seminário. A partir daí vocês fazem as reformas que devam ser feitas. Fez? Está fazendo a reforma agora. Eu escrevi uma carta para ele sugerindo a maneira de fazer o seminário.


Clique aqui para ler a entrevista completa de Hélio Bicudo.



Polícia contra polícia


O Estadão noticia hoje algo que se comentava à boca pequena: algumas das execuções de policiais em maio de 2006, na onda de ataques do PCC, foram feitas por policiais, em acertos de contas.


A Folha e o juiz


Continua na Folha a polêmica que tem como protagonista o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. Hoje o repórter Frederico Vasconcelos assina artigo na página 3 do jornal. Descreve os passos dados para fazer reportagem sobre acusações a Mendes.


Miguel Jorge e Lula


O novo ministro do Desenvolvimento é um jornalista, Miguel Jorge, que se tornou executivo. Miguel Jorge foi redator-chefe do Estado de S. Paulo.



Ipiranga


A operação de venda da Ipiranga entrou no noticiário policial. É a manchete de hoje do jornal Valor.

Todos os comentários

  1. Comentou em 23/03/2007 Paulo Bandarra

    Caro Mauro Malin, não é a mesma coisa: ‘foi um dos poucos que conseguiram mandar para a cadeia culpados de assassinatos’. Uma andorinha só não faz verão! E o resto dos milhares que estão ai protegidos pela nossa carta magna?

  2. Comentou em 22/03/2007 Marco Costa Costa

    A violência no país sempre ocorreu, nunca foi novidade para ninguém. Porém, com o evento da massificação dos meios de comunicação, principalmente a TV, hoje os programas são recheados de balas perdidas, organizações criminosas só do colarinho imundo, sequestros relâmpagos e com chuva também, assalto a banco, bem como ao transeunte, aquele que esta deambulando a serviço ou passeando pelas lindas ruas e avenidas de nossas cidades. Sem contudo, fazer apologia ao crime e do criminoso, a verdadeira violência está nas noticias veiculadas pelos órgãos de comunicação. Senhores, o Brasil ainda não entrou numa guerra civil, falta pouco, isto em função do desemprego e do desespero que os pais de famílias encontram-se.

  3. Comentou em 22/03/2007 Silvio Miguel Gomes

    Considero que à medida que a sociedade passou a exigir mais rigor contra o crime os Juízes passaram a ´usar mão pesada contra qualquer tipo de delito´, tais como pequenos furtos, estelionatos envolvendo pequenos valores. Isto superlotou as prisões. A sociedade pede rigor contra os crimes contra a vida. Há indiciamento até para o rurícola que traz uma faca na mochila (e quanto mais desarma mais o crime aumenta, esta é a realidade).

  4. Comentou em 22/03/2007 fernando abelha

    O prezado comentarista acerta ao dizer que os jornais econômicos não chegam a um acordo. Não chegam, exatamente porque não tentam um acordo. Não discutem uma linha editorial. Seria mais adequado, do meu ponto de vista, dizer que os jornais econômicos têm visões diferentes sobre o impacto da nova metodologia do PIB no cálculo do superávit primário. É óbvio que um dos dois errou. Isso se não ocorreu o remoto e improvável, porém possível erro geral.

  5. Comentou em 22/03/2007 Paulo Bandarra

    O promotor aposentado e ex-deputado Hélio Bicudo deve estar delirando. Nos últimos trinta anos o que mais se promoveu foi a impunidade e não a repressão! A vitória dos direitos humanos dos criminosos enquanto dos cidadãos diminuía dia a dia! As vítimas que nunca mais reclamam! Basta ler a constituição de 88 para ver o tratamento de pensador políticos para os criminosos organizados e os desorganizados como se fossem valores sociais a serem protegidos! Compare se o enorme gasto em educação, saúde e assistência social que ocorreu neste período, que foi maior do que o usado na repressão! Se mesmo assim a violência está insuportável, seria um erro fatal acreditar que sem ela os facínoras se sentiriam impelidos a se comportarem melhor pelo seu abrandamento! De seminários e grupos de trabalho já vimos aos montes! O que falta é ação pública para fazer jus aos 38,8% da carga tributária consumido pelo estado brasileiro para se manter!

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