Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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>>Não há ´complô´ da mídia
>>IstoÉ não convence

Por Mauro Malin em 25/09/2006 | comentários

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Não há ‘complô’ da mídia


A mídia é facciosa, como todos os atores envolvidos no jogo político. Os telejornais, os jornais e as revistas se engajam, cada um dentro de sua modalidade. Mas não se trata de uma “barragem anti-Lula a serviço da direita”. De todos os atores coletivos, no Brasil de hoje, a mídia é a que menos esconde deliberadamente fatos comprometedores.


A reação coletiva contra o discurso com que o presidente da República procura se isentar de responsabilidade por ações de seus companheiros de campanha não faz parte de nenhum complô. É uma defesa da imprensa livre, com todas as suas conhecidas limitações, e uma resposta, relevante para o exercício da democracia, à tese de que tudo na política é feito de modo mais ou menos sujo.


É preciso não perder de vista que ataques graves têm sido feitos contra a mídia não apenas pelo presidente da República, mas pelo vice-presidente, José Alencar, e pelo ministro, com perdão da palavra, das Relações Institucionais, Tarso Genro. Isso para não mencionar o PT e adjacências.


IstoÉ não convence


Alberto Dines critica um editorial em que a IstoÉ tenta passar a idéia de que não praticou jornalismo marrom.


Dines:


– Para reparar os danos na imagem da revista IstoÉ produzidos pelo mais criticado de todos os dossiês, publica-se na corrente edição um editorial auto-elogioso intitulado “Jornalismo de Primeira”. A jogada é mostrar que havia dois dossiês: um, fajuto, apreendido pela Policia Federal e com o qual a revista nada teria a ver. E haveria outro dossiê publicado na semana passada e continuado na presente edição. Não é verdade: os Vedoin receberam aquela bolada para produzir um único dossiê apreendido pelos federais. Para comprovar que a matéria da IstoÉ foi exaustivamente investigada, o diretor da revista tenta alegar que a entrevista com os chefões dos sanguessugas foi feita em Cuiabá na quarta-feira, dia 14. Mas esqueceu de verificar que no início daquela matéria consta de forma inequívoca que estava sendo escrita um dia depois, na tarde de quinta-feira, dia 15, pouco antes de ser impressa. E por ai vai tropeçando nas contradições, tentando tapar o sol com a peneira e ignorando que estamos diante de um dos maiores vexames jornalísticos dos últimos tempos. IstoÉ já praticou jornalismo de primeira. No momento, usa desculpas de quinta, para disfarçar um comportamento sem qualquer, mas sem qualquer categoria.



Debate prejudicado


Sejam quais forem seus defeitos em campanha eleitoral, o governo do presidente Lula deve ser analisado friamente. É preciso discernimento para aprovar o que funcionou e reprovar o que prejudicou o país. Assim como devem ser examinadas com o máximo de objetividade as ações e as propostas de seus adversários. O principal deles, Geraldo Alckmin, fez em São Paulo um governo com grandes falhas, especialmente nas áreas de educação e segurança pública. É uma pena que a atual campanha eleitoral, ao invés de deixar esses pontos mais claros, jogue o debate mais substantivo para segundo plano.



Passivo ético


O jornalista Wilson Figueiredo atribui à leniência dentro do PT uma sensação de impunidade que custará caro ao país.


Figueiredo:


– Essa crise não é nada mais do que a conseqüência de uma circunstância: o PT se recusou a punir os primeiros que puseram a cabeça de fora desde aquele primeiro caso, do Waldomiro. Desde aquele episódio do gabinete. Daí por diante nunca se puniu ninguém. O resultado é que criou-se a atmosfera da impunidade e agora. O pessoal faz isso, evidentemente, sem o conhecimento do presidente da República. Agora, as conseqüências virão. Ninguém pode dizer quais são. Mas que elas virão, virão. Porque o governo vai começar com um passivo ético muito grande.


Mauro:


– Opinião semelhante sobre as dificuldades vindouras dá hoje em entrevista à Folha de S. Paulo o presidente daAssociação Brasileira das Empresas de Celulose e Papel, Horacio Lafer Pìva, ex-presidente da Fiesp.


Duas ‘raças’ ruins


A imagem da candidata Heloísa Helena sai arranhada de um relato feito hoje no jornal Valor pelo repórter Chico Santos, que cobre sua campanha. Palavras da senadora: “Só tem uma raça pior do que jornalista – é político”.


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