Segunda-feira, 18 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº991
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Programa nº 219

Mauro Malin

>>Nem capitulação, nem glória
>>Boa noite, boa sorte

Por Mauro Malin em 07/03/2006 | comentários

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Nem capitulação, nem glória


Errou quem achou que as CPIs da corrupção estavam mortas. Quem acha que todos os culpados serão punidos vai se decepcionar.


O velho golpismo


O presidente da OAB matou a charada: emenda para acabar com a anualidade da mudança de regras eleitorais é golpe. Roberto Busatto argumenta, no Painel da Folha desta terça-feira, 7 de março: o que diriam o PT e o Planalto se alguém sugerisse emenda para impedir a reeleição de Lula? Tentar derrubar a verticalização no “tapetão” é golpe.



Propagandas enganosas


Anúncio das grandes redes diz assim: “A TV aberta coloca o Brasil e o mundo na sua tela – tudo de graça”. Não é de graça. O telespectador dá seu tempo, convertido em índices de audiência, que vão compor o valor da publicidade, embutido no preço pago pelos produtos. Nada “de graça”.


Propagandas enganosas são também os filmes exibidos pelos partidos. O Brasil seria um país maravilhoso se correspondesse àquela mentiralhada. A mídia não oferece contraponto aos marqueteiros. Mas hoje o Painel da Folha aponta a presença indevida do presidente Lula em publicidade da Caixa Econômica Federal.


Boa noite, boa sorte


O Alberto Dines convida os ouvintes a conhecerem melhor o personagem principal do filme Boa Noite, Boa Sorte, hoje, no programa de televisão do Observatório da Imprensa.


Dines:


– O filme Boa Noite, Boa Sorte estava indicado para três Oscars. Não ganhou nenhum. O roteirista-diretor-ator George Clooney subiu ao pódio mas para ganhar o prêmio de coadjuvante em outro filme, Syriana. Nenhuma surpresa. A cruzada macartista no início dos anos 50 contra os artistas e intelectuais americanos, especialmente contra Hollywood, e a quase solitária luta do telejornalista Ed Murrow contra a histeria anticomunista é um prato indigesto mesmo hoje, meio século depois. Sobretudo porque a história se repete e desta vez é o próprio governo americano quem comanda a intimidação coletiva. Mesmo sem prêmios e badalação, o filme Boa Noite, Boa Sorte é imperdível. É um pedaço da nossa história ainda que passado nos EUA, é também uma convocação para um telejornalismo mais digno, mais cívico, mais altruísta e, por que não dizer, mais romântico. Mas antes de comprar o seu ingresso ligue o televisor hoje à noite para assistir o Observatório da Imprensa – o protagonista vai ser o próprio Ed Murrow. Às 10 e meia na TVE e às 11 na Rede Cultura. Bom dia e boa sorte.


Leitura de balanços


Em temporada de balanços, o jornalista Pedro Cadina pesquisou a contradição entre os dados financeiros e as reportagens que os mesmos jornais fazem sem ler direito os balanços que publicam. Ele fala de dois casos que estudou.


Cadina:


– Eu pedi à Austin Ratings uma análise do balanço da Ambev, antes de ela ser vendida para a Interbrew, e ele mostrava que a Ambev estava em frangalhos. Problemas de estrutura de capitais, de solvência. A única coisa boa era o resultado, o que os acionistas estavam embolsando. E a imprensa não tratou disso em nenhum momento. Isso quer dizer o seguinte: se a Ambev quebrasse seis meses depois, ia ser uma surpresa para toda a imprensa. E a festa do que foi chamado na época de “fusão”, que era uma venda, e se você olhasse o balanço você ia entender por que era uma venda. Porque a Ambev estava numa situação complicada, mesmo.


No caso da Telemar, o que a gente via? A imprensa noticiando que o endividamento da empresa estava diminuindo, e o que estava acontecendo era exatamente o contrário. Você via o balanço e via que em um ano o endividamento da Telemar passou de dez bilhões para doze bilhões e meio.


Mauro:


– Novo balanço da Telemar sai na quinta-feira, dia 9. Mais o assunto aqui.


Negociação arriscada


Na era do espetáculo, a operação do Exército em favelas do Rio de Janeiro deu aos principais jornais a mesma fotografia vertical na primeira página.


A operação, que já custou a vida de um adolescente, é descrita como de asfixia. Pode não ser uma boa estratégia, porque embute a idéia de uma negociação com traficantes: Quando vocês devolverem as armas, podem retomar os negócios. Admissão de que o Estado brasileiro não controla partes do território.


Para a socióloga Jacqueline Muniz, citada ontem pelo Globo, sairia mais barato – e menos doloroso para a população, e menos danoso para a imagem do Rio e do Brasil, acrescente-se – as Forças Armadas protegerem melhor os depósitos de armas.



Quarto poder


Por falar em poderes, a notícia dada por Elio Gaspari sobre o suposto abuso cometido pelo general Francisco Albuquerque para embarcar num vôo da TAM demonstra que não se deve subestimar o poder da mídia, acionada por cidadãos. Se houve carteirada, custou caro ao comandante do Exército.


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Leitor, participe: escreva para noradio@ig.com.br

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